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A forma do romance no Antropoceno: mutações do realismo formal diante da crise ecológica (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: AMARAL, GEORGE AUGUSTO DO - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLT
  • DOI: 10.11606/T.8.2024.tde-27012025-102537
  • Keywords: Anthropocene; Antropoceno; Ecocrítica; Ecocriticism; Teoria do Romance; Theory of the Novel
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: Esta tese tem como objetivo compreender como a forma do romance tem sido impactada pelos desafios do Antropoceno - conceito que representa o atual e urgente momento de crise ecológica e mudanças climáticas decorrentes das ações de uma parcela da humanidade que, nos últimos séculos, promoveu a ideia de progresso às custas da exploração dos ecossistemas, da queima incessante de combustíveis fósseis e do consumismo desenfreado. Entendemos que essa maneira prejudicial de habitar o mundo está relacionada a uma estrutura de pensamento específica que surgiu durante a Modernidade, caracterizada pela separação entre Natureza e Cultura e pela compreensão mecanicista, atomista e individualista da realidade. Influenciado por essa visão de mundo, no século XVIII, o romance moderno teve sua ascensão, sendo constituído enquanto forma literária pelos pressupostos do "realismo formal". A partir disso, defendemos que, atualmente, devido às emergências do Antropoceno, o dualismo entre Cultura e Natureza tem se desestabilizado, assim como outros aspectos da estrutura de pensamento moderna, levando a uma desautomatização da maneira de pensar, agir e sentir neste mundo em crise. Entendemos que esse processo atualiza o Zeitgeist e, consequentemente, manifesta-se nas produções literárias contemporâneas, promovendo transformações nas convenções do "realismo formal".Para compreender como se dão essas alterações na forma literária, analisamos detidamente o romance Não verás país nenhum (1981), de Ignácio de Loyola Brandão, a trilogia Comando Sul (2014), de Jeff VanderMeer, e outras obras relevantes, promovendo um diálogo interdisciplinar entre a ecocrítica e demais áreas do saber relacionadas ao Antropoceno. Identificamos que os principais fatores da atual conjuntura ecológica que têm se manifestado na forma dos romances recentes se relacionam às questões de escala, incerteza, indeterminação e estranhamento. A partir disso, elaboramos uma categorização detalhada de como, em função do contexto de crise ecológica, esses fatores colaboram para o deslocamento dos pressupostos de tempo, espaço, enredo, personagens, narrador e linguagem do "realismo formal"
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.11.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.8.2024.tde-27012025-102537 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      AMARAL, George Augusto do. A forma do romance no Antropoceno: mutações do realismo formal diante da crise ecológica. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-27012025-102537/. Acesso em: 08 fev. 2026.
    • APA

      Amaral, G. A. do. (2024). A forma do romance no Antropoceno: mutações do realismo formal diante da crise ecológica (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-27012025-102537/
    • NLM

      Amaral GA do. A forma do romance no Antropoceno: mutações do realismo formal diante da crise ecológica [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 08 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-27012025-102537/
    • Vancouver

      Amaral GA do. A forma do romance no Antropoceno: mutações do realismo formal diante da crise ecológica [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 08 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-27012025-102537/

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