Formas de habitar, formas de fazer: o maracatu de baque virado em suas múltiplas dimensões (2024)
- Authors:
- Autor USP: BELLETATI, FLAVIA FERNANDES - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- Sigla do Departamento: FLA
- DOI: 10.11606/D.8.2024.tde-25022025-123231
- Assunto: MARACATÚ
- Keywords: Afro-Diasporic Culture; Belonging; Cultura Afro-Diaspórica; Estrela Brilhante do Recife; Etnografia urbana; Maracatu de Baque Virado; Pertencimento; Urban Ethnography
- Language: Português
- Abstract: Este estudo investiga o processo de pertencimento numa nação de maracatu de baque virado considerada tradicional, a saber, a Nação Estrela Brilhante de Recife. Para tanto, realizou-se um panorama histórico ponderando acerca de três caracterizações que dominaram a academia entre os séculos XIX e XX, quer sejam, (I) o estudo do maracatu a partir de seus aspectos artísticos e musicais, (II) a partir de suas pretensa origem e (III) sua relação com a religiosidade afro-brasileira. Buscou-se compreender como essas diferentes narrativas ainda trazem impactos, não apenas na produção acadêmica, mas na forma como as pessoas, dentro de uma nação ou grupo de maracatu, constroem sua identidade e pertencimento. Neste panorama, identificou-se a preponderância de categorias analíticas como assimilação, sincretismo e pureza, todas interligadas e relacionadas ao conceito de aculturação. Como contraponto, propõe-se uma abordagem baseada na antropologia urbana, que busca entender as lógicas e interações estabelecidas na prática cotidiana, na ocupação dos espaços e nas atividades realizadas. Neste escopo, a pesquisa se fundamenta em uma etnografia da sede do maracatu Estrela Brilhante de Recife, tensionando as categorias de trabalho, vida e tempo livre, mobilizadas em torno do conceito de pedaço, que orienta este estudo. Conclui-se que a sede, localizada na residência da rainha, deve ser compreendida não apenas como um espaço físico, mas como um espaço simbólico que articula múltiplas dimensões.O pertencimento é construído por meio de um trabalho que envolve modos específicos de fazer e o desenvolvimento de habilidades, abrangendo tanto uma dimensão material, como tocar e manter instrumentos, confeccionar adereços e costurar roupas, quanto uma dimensão imaterial, manifestada em rituais religiosos ligados ao Culto aos Eguns, à limpeza e à circulação do axé. Essas atividades – ou tarefas, no sentido ingoldiano – são executadas e sustentadas por uma comunidade de vivos e não-vivos, configurando um processo contínuo de reterritorialização
- Imprenta:
- Data da defesa: 22.11.2024
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- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
BELLETATI, Flávia Fernandes. Formas de habitar, formas de fazer: o maracatu de baque virado em suas múltiplas dimensões. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-25022025-123231/. Acesso em: 06 fev. 2026. -
APA
Belletati, F. F. (2024). Formas de habitar, formas de fazer: o maracatu de baque virado em suas múltiplas dimensões (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-25022025-123231/ -
NLM
Belletati FF. Formas de habitar, formas de fazer: o maracatu de baque virado em suas múltiplas dimensões [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 06 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-25022025-123231/ -
Vancouver
Belletati FF. Formas de habitar, formas de fazer: o maracatu de baque virado em suas múltiplas dimensões [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 06 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-25022025-123231/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.8.2024.tde-25022025-123231 (Fonte: oaDOI API)
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