Figurações do intelectual em Hilda Hilst: incomunicabilidade e impotência como forma (2024)
- Authors:
- Autor USP: NOGUEIRA, RAFAEL PACCOLA FERREIRA - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- Sigla do Departamento: FLT
- DOI: 10.11606/D.8.2024.tde-24032025-105006
- Subjects: EROTISMO; INDÚSTRIA CULTURAL; TEORIA CRÍTICA
- Keywords: Literatura brasileira contemporânea; Literatura e sociedade
- Language: Português
- Abstract: Boa parte da crítica literária especializada parece sempre ter ignorado os elementos sócio-históricos presentes na literatura de Hilda Hilst, preferindo reduzir sua obra aos aspectos metafísicos, transcendentais e eróticos que nela aparecem. Obviamente, estes últimos são motivos muito marcantes da autora, e provavelmente aqueles em que ela mais estava interessada em elaborar. Entretanto, nem por isso os dados sociais deixam de ser relevantes para a compreensão de sua produção, nem de ser coordenadas interessantes para a interpretação devida de sua fixação com o transcendente e a morte. O presente trabalho dedicou-se a fornecer uma pequena contribuição ao preenchimento dessa lacuna crítica, enveredando por uma perspectiva teórica incomum na bibliografia sobre Hilst – nomeadamente, as relações entre literatura e sociedade. Dessa maneira, debruçamo-nos sobre quatro obras de Hilst, cobrindo vinte e sete anos de sua trajetória: Fluxo-Floema (1970), O caderno Rosa de Lori Lamby (1990), Cartas de um sedutor (1991) e Estar sendo. Ter sido (1997). Interpretamos como a fragmentação de seus textos parece pautar-se pelas dificuldades impostas pela comunicação com o outro. Seus narradores sempre se preocupam com a compreensão do leitor ou de quaisquer outros interlocutores em questão, e amargam o fracasso de todos os esforços de efetivação do discurso.Ao longo dessas reflexões, avaliamos como essa problemática diz respeito ao lugar particular do intelectual no capitalismo tardio: os impasses na interlocução com o outro relacionam-se com a obsolescência da palavra literária em meio à reificação generalizada imposta à subjetividade dos indivíduos, assim como com a expansão e consolidação da indústria cultural e suas consequências para a autonomia da arte. Assim, em nosso trabalho com as quatro narrativas, tratamos de analisar as diferentes figurações do intelectual que Hilst elaborou através de seus narradores
- Imprenta:
- Data da defesa: 17.12.2024
- Este artigo NÃO possui versão em acesso aberto
-
Status: Nenhuma versão em acesso aberto identificada -
ABNT
NOGUEIRA, Rafael Paccola Ferreira. Figurações do intelectual em Hilda Hilst: incomunicabilidade e impotência como forma. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-24032025-105006/. Acesso em: 14 mar. 2026. -
APA
Nogueira, R. P. F. (2024). Figurações do intelectual em Hilda Hilst: incomunicabilidade e impotência como forma (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-24032025-105006/ -
NLM
Nogueira RPF. Figurações do intelectual em Hilda Hilst: incomunicabilidade e impotência como forma [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 14 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-24032025-105006/ -
Vancouver
Nogueira RPF. Figurações do intelectual em Hilda Hilst: incomunicabilidade e impotência como forma [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 14 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-24032025-105006/
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