As finanças da cafeicultura escravista brasileira na era do tráfico ilegal, 1831-1850 (2024)
- Authors:
- Autor USP: STERMAN, GABRIEL GONZÁLEZ - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- Sigla do Departamento: FLH
- DOI: 10.11606/D.8.2024.tde-16052025-160221
- Subjects: BRASIL IMPÉRIO; CAFÉ; ESCRAVIDÃO; FINANÇAS
- Keywords: Tráfico de escravos
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Esta dissertação analisa o financiamento da cafeicultura escravista no Vale do Paraíba, e suas relações mais amplas com as redes financeiras e mercantis, tanto internacionais quanto nacionais, durante a vigência do contrabando negreiro. Argumento que a expansão da cafeicultura esteve completamente inserida na lógica da economia-mundo capitalista, de um ponto de vista financeiro. A aquisição dos fatores de produção por meio do crédito comercial e privado garantiu o crescimento das lavouras, mas também permitiu a concentração e acumulação de riquezas em poucas mãos. A cafeicultura, por sua vez, possibilitou uma maior dinamicidade na circulação de capital na praça carioca. Esta, atrelada diretamente às redes externas de crédito, conectava os produtores do Vale do Paraíba aos consumidores finais de café, principalmente os estadunidenses. Essa economia foi permeada pela atuação de intermediários que mobilizavam recursos mercantis e financeiros, dentro de um sistema internacional capitaneado pela Grã-Bretanha. Nesse sentido, o Estado imperial, a partir das ações do grupo político do Regresso integrou-se, fiscal e financeiramente, com a expansão da cafeicultura e com o tráfico transatlântico ilegal de escravizados. Para compreender esse processo, analiso diversos inventários post mortem, livros de notas e processos cíveis de Bananal, município típico da produção de café em grandes propriedades escravas.Além disso, investigo livros de notas e processos judiciais da cidade do Rio de Janeiro, envolvendo comissários de café; correspondências mercantis da principal firma exportadora norte-americana, a Maxwell, Wright & Co.; correspondências do banco britânico Baring Brothers; relatórios do Ministério da Fazenda e periódicos. Essa pesquisa possibilita uma melhor compreensão das dinâmicas financeiras da escravidão brasileira durante a primeira metade do século XIX, assim como as relações do Estado nacional com os interesses de fazendeiros, comissários de café e contrabandistas negreiros
- Imprenta:
- Data da defesa: 14.11.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
STERMAN, Gabriel González. As finanças da cafeicultura escravista brasileira na era do tráfico ilegal, 1831-1850. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16052025-160221/. Acesso em: 09 fev. 2026. -
APA
Sterman, G. G. (2024). As finanças da cafeicultura escravista brasileira na era do tráfico ilegal, 1831-1850 (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16052025-160221/ -
NLM
Sterman GG. As finanças da cafeicultura escravista brasileira na era do tráfico ilegal, 1831-1850 [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16052025-160221/ -
Vancouver
Sterman GG. As finanças da cafeicultura escravista brasileira na era do tráfico ilegal, 1831-1850 [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-16052025-160221/
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.8.2024.tde-16052025-160221 (Fonte: oaDOI API)
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