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Sífilis congênita: vivências atribuídas por mães e sua interface com a parentalidade (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: MAFRA, ADRIANA LUIZ SARTORETO - EE
  • Unidade: EE
  • Sigla do Departamento: ENS
  • DOI: 10.11606/T.7.2024.tde-30042025-155024
  • Subjects: MÃES; PARENTALIDADE; PESQUISA QUALITATIVA; SÍFILIS; DOENÇAS CONGÊNITAS
  • Keywords: Congenital syphilis; Mothers; Parenting; Qualitative research; Transmissão vertical de doenças infecciosas; Vertical transmission of infectious diseases
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: as políticas públicas de saúde materno-infantil no Brasil, ainda que bem estruturadas, continuam a ser desafiadas pelos altos índices de incidência e prevalência da sífilis congênita. A intersubjetividade das mães que vivenciaram o diagnóstico de sífilis congênita de seus filhos pode prejudicar o desenvolvimento de competências parentais, dificultando que elas ofereçam cuidados sensíveis às crianças. Objetivo: compreender a vivência que mães atribuem à experiência do diagnóstico de sífilis congênita do filho e sua interface coma parentalidade. Método: estudo qualitativo, fundamentado na fenomenologia social de Alfred Schütz; realizado com a participação de 12 mães que pertencem a três municípios Sedes de Região de Saúde que compõem o Grupo de Vigilância Epidemiológica de Jales/São Paulo e que tiveram seus filhos com diagnóstico de sífilis congênita internados e acompanhados pelo serviço de saúde. Utilizou-se a entrevista fenomenológica para obtenção dos dados, com a seguinte questão de pesquisa: Qual vivência que as mães atribuem à experiência do diagnóstico da criança com sífilis congênita e sua interface com a parentalidade? As entrevistas foram realizadas no domicílio ou na unidade de saúde conforme preferência da mãe após a aprovação do projeto no Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (Parecer nº 5.833.941). As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra. Resultados: as vivências que as mães atribuíram àexperiência de ter um filho diagnosticado com sífilis congênita remetem a uma ressignificação de sua percepção sobre ser mãe e sobre as competências parentais de uma boa mãe. As vivências de um filho com sífilis congênita dessas mães se apresentam como sentimento de culpa, de responsabilidade pela dor infringida ao filho pelo tratamento médico doloroso que a sífilis congênita provoca, pela capacidade de construir a parentalidade e prestar os cuidados necessários à saúde da criança. As mães também se preocupam com o preconceito e a estigmatização que, na vivência delas, ainda são perceptíveis quando se trata de uma doença sexualmente transmissível. Tal vivência se expressa como uma preocupação com o futuro e aponta a importânciade uma rede social de apoio para superar esse estigma e garantir o exercício de competências parentais positivas. A busca das mães por informações sobre a doença é outro ponto importante dessa vivência, pois elas acreditam que, com maior conhecimento, podem enfrentar com mais força e sabedoria o problema do filho, podem diminuir os medos e anseios sobre a saúde e prover o cuidado a si próprias e a seu filho. Considerações finais: a vivência das mães que tiveram filhos com sífilis congênita impactou a construção de competências parentais, tornando-as inseguras quanto a seu potencial para cuidar da criança. Destarte, é fundamental que os profissionais de saúde que cuidam dessas mães e dos filhos destas estabeleçam uma interação positiva com elas e comsuas famílias durante internação e tratamento dessas crianças, tendo em vista o fortalecimento do relacionamento mãe-criança e das competências parentais. Propõe-se o desenvolvimento de mais estudos sobre o impacto das vivências das mães com sífilis congênita nas competências parentais e que estas pesquisas possam incorporar políticas públicas voltadas à sífilis congênita no âmbito da saúde materno-infantil. Espera-se que este estudo possa contribuir para a ampliação da prática do enfermeiro nos cuidados com a mãe e a criança com diagnóstico de sífilis congênita, de forma a incluir abordagens que fortaleçam as competências parentais
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 19.02.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.7.2024.tde-30042025-155024 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      MAFRA, Adriana Luiz Sartoreto. Sífilis congênita: vivências atribuídas por mães e sua interface com a parentalidade. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-30042025-155024/. Acesso em: 10 jan. 2026.
    • APA

      Mafra, A. L. S. (2024). Sífilis congênita: vivências atribuídas por mães e sua interface com a parentalidade (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-30042025-155024/
    • NLM

      Mafra ALS. Sífilis congênita: vivências atribuídas por mães e sua interface com a parentalidade [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-30042025-155024/
    • Vancouver

      Mafra ALS. Sífilis congênita: vivências atribuídas por mães e sua interface com a parentalidade [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-30042025-155024/

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