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Marcadores preditivos de ansiedade e sintomas obsessivo-compulsivos ao longo das fases do desenvolvimento (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: SALTO, ANA BEATRIZ RAVAGNANI - FM
  • Unidade: FM
  • DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-30042025-140433
  • Subjects: ADOLESCENTES; CRIANÇAS; DESENVOLVIMENTO INFANTIL; TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO; TRANSTORNOS DA ANSIEDADE
  • Keywords: Adolescent; Anxiety disorders; Child; Child development; Genética e cognição; Genetics and cognition; Imageamento por ressonância magnética; Magnetic resonance imaging; Obsessive-compulsive disorder
  • Language: Português
  • Abstract: Nesta tese, são apresentados os resultados de três estudos conduzidos utilizando-se dados da Coorte Brasileira de Alto Risco para Condições Mentais (BHRCS). Esses estudos avaliaram fatores neurobiológicos, genéticos, cognitivos e demográficos associados à ansiedade e a sintomas obsessivo-compulsivos em jovens. O primeiro estudo teve como objetivo avaliar a relação entre alterações na taxa de desenvolvimento do volume do tálamo, o risco genético para o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e sintomas obsessivo-compulsivos (SOC). Dados de ressonância magnética estrutural (RM) indicaram que jovens com SOC apresentaram diminuições mais lentas ou aumentos mais rápidos no volume do tálamo direito em comparação com seus pares sem SOC. Não foram encontradas associações entre o risco genético para TOC e as taxas de mudanças no volume talâmico ou SOC. Esses achados podes ser atribuídos ao tamanho amostral dos estudos de associação genômica ampla (GWAS) para o TOC e a pouca diversidade nesses estudos, que envolvem principalmente indivíduos de ascendência europeia. Dada a diversidade étnica do BHRCS, essa falta de representatividade pode comprometer a sensibilidade da análise genética. Esses resultados ressaltam o envolvimento do tálamo na neurobiologia dos SOC em jovens, uma região que tem sido implicada no TOC. O segundo estudo explorou as trajetórias de sintomas de ansiedade na mesma coorte, identificando três classes distintas: sintomas moderados/baixos estáveis, altosdecrecentes esintomas baixos-crescentes. Sexo e quociente de inteligência (QI) estavam significantemente associados com essas trajetórias. Mulheres e indivíduos com QI mais alto foram mais propensos a seguir a trajetória baixo-crescente, com aumento da ansiedade durante a adolescência. Por outro lado, aqueles com QI mais baixo foram mais propensos a ter alta ansiedade durante a infância. O risco genético para ansiedade, depressão e bem-estar subjetivo não foram associados com as trajetórias de ansiedade identificadas, provavelmente devido a diferenças étnicas entre a amostra e os estudos de GWAS. Esses achados ampliam nossa compreensão de como fatores sexuais e cognitivos influenciam o desenvolvimento da ansiedade em jovens, fornecendo informações valiosas para estratégias de identificação precoce e intervenção. O terceiro estudo avaliou a capacidade de um algoritmo de aprendizado de máquina de diferenciar entre jovens com transtornos de ansiedade agrupados e controles saudáveis com base em dados de RM. O modelo demonstrou desempenho moderado na amostra de teste, com uma área sob a curva (AUC) de 0,70, mas falhou em generalizar para uma amostra de validação que não foi incluída na fase de treinamento. Esse resultado sugere que, embora variáveis de RM possam capturar algumas informações relacionadas a transtornos de ansiedade, elas são insuficientes para uma predição confiável nesta amostra. Coletivamente, esses estudos melhoram nossa compreensão dos múltiplos fatores que contribuem parao desenvolvimento de transtornos de ansiedade e sintomas obsessivo-compulsivos em jovens. Eles iluminam a complexa interação de influências neurobiológicas, genéticas, cognitivas e demográficas. Além disso, os resultados ressaltam a importância de adaptar intervenções clínicas e programas preventivos para abordar fatores específicos, como sexo e QI, a fim de mitigar o desenvolvimento e a progressão dos sintomas de ansiedade de forma mais eficaz em diferentes grupos demográficos e estágios de desenvolvimento
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.11.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-30042025-140433 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      SALTO, Ana Beatriz Ravagnani. Marcadores preditivos de ansiedade e sintomas obsessivo-compulsivos ao longo das fases do desenvolvimento. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-30042025-140433/. Acesso em: 09 jan. 2026.
    • APA

      Salto, A. B. R. (2024). Marcadores preditivos de ansiedade e sintomas obsessivo-compulsivos ao longo das fases do desenvolvimento (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-30042025-140433/
    • NLM

      Salto ABR. Marcadores preditivos de ansiedade e sintomas obsessivo-compulsivos ao longo das fases do desenvolvimento [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-30042025-140433/
    • Vancouver

      Salto ABR. Marcadores preditivos de ansiedade e sintomas obsessivo-compulsivos ao longo das fases do desenvolvimento [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-30042025-140433/

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