O patriarcado freudiano: história da psicanálise e o cotidiano da violência sexual (2025)
- Authors:
- Autor USP: RODRIGUES, GABRIELA DE SOUZA - IP
- Unidade: IP
- Sigla do Departamento: PST
- DOI: 10.11606/D.47.2025.tde-04042025-150314
- Subjects: VIOLÊNCIA SEXUAL; GÊNEROS (GRUPOS SOCIAIS); PSICANÁLISE; FEMINISMO
- Keywords: Feminism; Gender; Patriarcado; Patriarchy; Psychoanalysis; Sexual violence
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: A violência sexual é um problema que aponta para a marca estrutural da violência de gênero, vitimizando mulheres e meninas de forma crescente. O tema tem estreita relação com a psicanálise e esteve presente em seu surgimento; na escuta de pacientes histéricas, levou Freud a cunhar sua teoria da sedução. Considerando que a violência possui uma posição importante para a teoria psicanalítica, mas é dispersa quando atravessada pelo marcador de gênero, este trabalho teve como objetivo apontar para o lugar que a violência sexual e de gênero ocupa na teoria freudiana. Buscando investigar o tema na história da psicanálise, analisamos as Atas da Sociedade Psicanalítica de Viena, questionando o contexto patriarcal presente e as bases conceituais formuladas ao redor da feminilidade. Posteriormente, exploramos as origens do patriarcado em Totem e tabu (1913), texto no qual o assassinato do pai primevo é descrito como o crime instituidor da civilização, mas o domínio sexual sobre os corpos das mulheres não é tido como uma violência fundante o que Carole Pateman defende como o verdadeiro crime originário no mito totêmico de Freud. Em seguida, pensando a violência sexual como uma ferramenta de dominação-exploração marcada pelo pacto fraternal masculino, analisamos sua relação com a noção de consentimento e com as formas como a sexualidade é regulamentada pelos poderes médico e jurídico. Por fim, como um caso paradigmático para nossa discussão, analisamos as violências cometidas contramulheres durante a ditadura militar brasileira e retornamos para a contemporaneidade, identificando como ela se presentifica na vida cotidiana. Notamos que o lugar ocupado pela violência sexual é dado pelas normas do gênero, de forma que a feminilidade fica no binômio entre a mulher casta e a de má fama, coincidindo com a teoria de escolha objetal masculina freudiana e figurando como uma ferramenta que estrutura relações próprias do patriarcado
- Imprenta:
- Data da defesa: 05.02.2025
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
RODRIGUES, Gabriela de Souza. O patriarcado freudiano: história da psicanálise e o cotidiano da violência sexual. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-04042025-150314/. Acesso em: 09 abr. 2026. -
APA
Rodrigues, G. de S. (2025). O patriarcado freudiano: história da psicanálise e o cotidiano da violência sexual (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-04042025-150314/ -
NLM
Rodrigues G de S. O patriarcado freudiano: história da psicanálise e o cotidiano da violência sexual [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 09 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-04042025-150314/ -
Vancouver
Rodrigues G de S. O patriarcado freudiano: história da psicanálise e o cotidiano da violência sexual [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 09 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-04042025-150314/
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