Orientações terapêuticas na autogestão dos sintomas do Transtorno Depressivo Maior: estudo de validação (2023)
- Authors:
- Autor USP: TIBURCIO, PRISCILA DE CAMPOS - EE
- Unidade: EE
- Sigla do Departamento: ENP
- DOI: 10.11606/D.7.2023.tde-01042025-153128
- Subjects: AUTOGESTÃO; ENFERMAGEM; ESTUDOS DE VALIDAÇÃO; SINAIS E SINTOMAS; DEPRESSÃO
- Keywords: Depression; Nursing; Self-management; Signs and Symptoms; Validation Study
- Language: Português
- Abstract: Introdução: O Transtorno Depressivo Maior (TDM) é considerado um grave problema de saúde pública que atinge grande parte da população mundial e exerce importante impacto na qualidade de vida das pessoas. O manejo clínico do Transtorno Depressivo Maior é um importante desafio para os profissionais de saúde mental, e seu caráter por vezes crônico, implica na necessidade da autogestão do quadro clínico. A autogestão implica na adoção de escolhas e decisões informadas, e o monitoramento de sinais e sintomas favorece a promoção, recuperação e a auto eficácia. Objetivo: Construir e validar um conjunto de orientações terapêuticas para Autogestão dos sintomas do Transtorno Depressivo Maior. Método: O percurso foi conduzido em etapas: 1ª Fase- Revisão de Escopo- levantamento dos sinais e sintomas do Transtorno Depressivo Maior, realizada de março/2020 a fevereiro/2022 (Artigo 1); 2ª Fase-Revisão de Escopo- levantamento de Orientações Terapêuticas (OTs) para os sintomas mais prevalentes encontrados na 1ª Fase, realizada em março e julho/2022, e atualização em junho/2023. As Scopings Reviews foram conduzidas em 18 fontes informacionais: Ageline, B-On, BDENF, BMC Psychology, BMC Sacaid Nursing, BVS, Cochrane, EMBASE, IBECS, Lilacs, MedLine, PePSIC, CINAHL, PsycINFO, PubMed, SciELO, SCOPUS, Web of Science e 4 fontes de informações secundárias: Google acadêmico®, Global ETD Search®, EBSCO Open Dissertation®, banco de teses e dissertações CAPES® e Universidade de São Paulo. A estratégia debusca foi desenvolvida a partir de descritorescontrolados e não controlados obtidos na busca inicial e acrescidos dos operadores booleanos OR e AND bem como palavras-chave presentes nos DeCS e MeSH combinados entre si, de acordo com cada base. Os critérios de inclusão dos estudos foram: 1) artigos publicados em inglês, português e espanhol; 2) artigos disponíveis na íntegra sobre a temática, sem recorte temporal e 3) qualquer desenho de estudo, incluindo literatura cinza. A 4ª Fase- estudo de validação/técnica Delphi para consensualizar com um grupo de 26 experts, as OTs para os sintomas mais prevalentes encontrados nas revisões. Foram realizadas em fevereiro/abril de 2022 duas rodadas de questionário referente às OTs por meio de escala tipo Likert, acrescido de sugestões de novas orientações terapêuticas. Utilizou-se índice de concordância de 80%. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Resultados: A amostra final da 1ª Revisão de Escopo (Artigo 1), constituiu-se de 51 estudos, publicados entre 1996 e 2021. Os sinais e sintomas do Transtorno Depressivo Maior foram categorizados em dimensão psíquica (82,35%), física (68,62%) e comportamental (43,13%), e os mais prevalentes foram submetidos a validação: alterações do apetite e peso (58,82%), alterações do sono (50,98%), fadiga (31,37%), sentimento de culpa (31,37%), anedonia (27,45%), humor irritado (11,77%), baixa autoestima (11,76%). Para a 2ª Revisão de Escopo(manuscrito 1) foram incluídos 71 estudos, publicados entre 2011 e 2023. Foram encontrados 131 OTs para os sinais e sintomas supracitados, que foram validadas e categorizadas em sete grupos: a) Adoção de hábitos saudáveis (53,52%), b) Práticas Integrativas e Complementares (52,11%), c) Psicoterapias (30,99%), d) Técnicas de relaxamento (16,9%), e) Terapia farmacológica (14,1%), f) Atendimento com profissional da saúde (21,13%) e g) Lazer/atividades prazerosas (9,86%). Posteriormente alocadas em Nível de alerta autocuidado-prevenção (verde) e Nível de alerta autocuidado-tratamento (Amarelo) em torno de 25 OTs para cada nível. Como Delphi (manuscrito 2), o índice de concordância para todas as OTs foi entre 80 e 100%. Apenas 14 OTs não obtiveram consenso, sendo excluídas. Conclusão: As OTs construídas e validadas podem contribuir para a aquisição de capacidades que permitam à pessoa com Transtorno Depressivo Maior conduzir sua autogestão de forma autônoma
- Imprenta:
- Data da defesa: 12.12.2023
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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ABNT
TIBURCIO, Priscila de Campos. Orientações terapêuticas na autogestão dos sintomas do Transtorno Depressivo Maior: estudo de validação. 2023. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-01042025-153128/. Acesso em: 02 abr. 2026. -
APA
Tiburcio, P. de C. (2023). Orientações terapêuticas na autogestão dos sintomas do Transtorno Depressivo Maior: estudo de validação (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-01042025-153128/ -
NLM
Tiburcio P de C. Orientações terapêuticas na autogestão dos sintomas do Transtorno Depressivo Maior: estudo de validação [Internet]. 2023 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-01042025-153128/ -
Vancouver
Tiburcio P de C. Orientações terapêuticas na autogestão dos sintomas do Transtorno Depressivo Maior: estudo de validação [Internet]. 2023 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-01042025-153128/
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