Avaliação da resposta tecidual após implantação de cimentos endodônticos biocerâmicos e resinosos em tecido conjuntivo subcutâneo de camundongos (2023)
- Authors:
- Autor USP: ELIAS, VANESSA VALENTE - FORP
- Unidade: FORP
- Sigla do Departamento: 807
- DOI: 10.11606/T.58.2023.tde-06112024-171509
- Subjects: CIMENTOS ENDODONTICOS; TECIDOS (ANATOMIA); INFLAMAÇÃO
- Keywords: Bioactivity; Bioatividade; Cimentos endodônticos; Compatibilidade tecidual; Endodontic sealers; Inflammatory response; Resposta inflamatória; Subcutaneous tissue; Tecido subcutâneo; Tissue compatibility
- Language: Português
- Abstract: Idealmente, os cimentos endodônticos devem apresentar compatibilidade tecidual e bioatividade, uma vez que os mesmos estarão em íntimo contato com os tecidos vivos apicais e periapicais, após a obturação dos canais radiculares. Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi avaliar a resposta tecidual desencadeada pelos cimentos endodônticos BioRoot™ RCS (BR, Septodont - França) e AH Plus Jet (AHPJ, Dentsply Sirona - Alemanha), após implante em tecido subcutâneo de camundongos. Foram utilizados 120 camundongos da linhagem BALB/c, divididos em quatro grupos: BR, AHPJ, cimento de óxido de zinco e eugenol (ZOE, controle positivo) e SHAM (nenhum cimento endodôntico, controle negativo). Todos os grupos foram avaliados nos períodos experimentais de 7, 21 e 63 dias (n = 10 animais por grupo/período experimental). Após eutanásia, o bloco de tecido contendo o corpo de prova e o tecido subcutâneo circundante foi fixado e submetido ao processamento histotécnico. Cortes semi-seriados de 5µm foram corados com hematoxilina-eosina (HE) e analisados em microscopia óptica convencional, para descrição do tecido reacional formado ao redor do corpo de prova (cimentos endodônticos), além da mensuração da espessura da cápsula fibrosa (mm) e da contagem de células inflamatórias (por mm2.). Além disso, a reação de von Kossa foi utilizada para avaliar semi-quantitativamente (escores) a presença de precipitados de cálcio (coloração preta) ao redor da cápsula fibrosa, bem como o tricrômio de Masson foi utilizado para avaliação descritiva e quantitativa (análise de pixels azuis usando o software ImageJ) das fibras de colágeno. Os resultados foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis e abordagem post hoc de Dwass-Steel-Critchlow-Fligner, com nível de significância de 5%. Os cimentos endodônticos BR e ZOE apresentaram os maiores valores de espessura da cápsula fibrosa e contagemde células inflamatórias após 7 dias (p<0,05), com diminuição ao longo do tempo, apresentando valores significativamente menores após 63 dias (p<0,05). Esse padrão não foi observado no cimento endodôntico AHPJ, que apresentou menores valores iniciais de espessura da cápsula fibrosa e de células inflamatórias (p<0,05, com relação aos demais cimentos nos períodos de 7 e 21 dias), sem variabilidade significativa ao longo do tempo (p>0,05 para células inflamatórias), embora o tecido reacional estivesse mais espesso após 63 dias (p<0,05). Além disso, o BR apresentou intensa coloração preta após a reação de von Kossa, indicando precipitação de cálcio no tecido reacional durante todos os períodos experimentais. Este resultado não foi observado nos demais grupos (AHPJ, ZOE e SHAM). Em relação à coloração de Masson, observou-se que a cor azul estava presente em todos os espécimes. Entretanto, BR e ZOE não apresentaram organização estrutural das fibras colágenas após 7 e 21 dias, o que foi observado somente após 63 dias. Os dados quantitativos mostraram intensidade de cor azul significativamente maior no BR após 7 dias (p<0,05), seguido por AHPJ e ZOE. Após 21 dias, o grupo BR foi semelhante aos demais (p>0,05) e o AHPJ apresentou valores maiores quando comparado ao ZOE (p<0,05). Após 63 dias, o AHPJ foi superior ao BR (p<0,05) e as demais comparações não foram estatisticamente significativas (p>0,05). Foi possível observar que todos os cimentos endodônticos avaliados induziram resposta inflamatória, com formação de tecido reacional granulomatoso, que foi atenuada após 63 dias. O AHPJ apresentou comportamento diferente, induzindo uma resposta inflamatória menos intensa e mais estável que BR e ZOE ao longo do tempo, entretanto, com aumento da espessura da cápsula fibrosa ao final do experimento. Todos os grupos apresentaram fibras colágenas no tecidoreacional e apenas o BR promoveu intensa precipitação de cálcio ao longo dos períodos experimentais. Pôde-se concluir que todos os cimentos endodônticos avaliados desencadearam uma resposta inflamatória tecidual nos animais, induzindo a formação de tecido reacional granulomatoso, com diminuição na inflamação tecidual para todos os cimentos endodônticos no período mais tardio de avaliação (63 dias). Adicionalmente, o cimento BR foi o único que desencadeou a precipitação de cálcio no tecido reacional
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2023
- Data da defesa: 04.12.2023
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
ELIAS, Vanessa Valente. Avaliação da resposta tecidual após implantação de cimentos endodônticos biocerâmicos e resinosos em tecido conjuntivo subcutâneo de camundongos. 2023. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2023. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-06112024-171509/. Acesso em: 14 fev. 2026. -
APA
Elias, V. V. (2023). Avaliação da resposta tecidual após implantação de cimentos endodônticos biocerâmicos e resinosos em tecido conjuntivo subcutâneo de camundongos (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-06112024-171509/ -
NLM
Elias VV. Avaliação da resposta tecidual após implantação de cimentos endodônticos biocerâmicos e resinosos em tecido conjuntivo subcutâneo de camundongos [Internet]. 2023 ;[citado 2026 fev. 14 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-06112024-171509/ -
Vancouver
Elias VV. Avaliação da resposta tecidual após implantação de cimentos endodônticos biocerâmicos e resinosos em tecido conjuntivo subcutâneo de camundongos [Internet]. 2023 ;[citado 2026 fev. 14 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-06112024-171509/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.58.2023.tde-06112024-171509 (Fonte: oaDOI API)
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