Transdutor de ultrassom endovaginal: avaliação da efetividade de diferentes protocolos de descontaminação (2022)
- Authors:
- Autor USP: HAJAR, KARINA DE SOUZA - EE
- Unidade: EE
- Sigla do Departamento: ENC
- Subjects: CONTAMINAÇÃO; DESINFECÇÃO; ULTRASSONOGRAFIA
- Language: Português
- Abstract: Introdução: O processo de descontaminação segura dos transdutores de ultrassom endovaginal (TEV) tem sido estudado globalmente. Na prática, existem variações de protocolos de descontaminação embora exista recomendações oficiais de limpeza seguida de desinfecção de alto nível (DAN), realizadas em central de descontaminação. Objetivo: Avaliar a eficácia de diferentes protocolos de descontaminação do TEV após o uso com a cobertura de látex. Método: A pesquisa caracterizou-se como uma pesquisa de campo, e as amostras foram coletadas após o exame em pacientes ambulatoriais. O nível de contaminação inicial do TEV foi investigado por meio da cultura da cobertura de látex retirada do TEV logo após o exame e da superfície do TEV após remoção do gel com material absorvente, em 18 dispositivos. A partir destas etapas diferentes protocolos de descontaminação foram investigados em triplicata: limpeza com detergente com enxágue, sem e com imersão em água corrente, limpeza e desinfecção concomitantes com produto pronto uso sem enxágue aplicados com wipes, método químico de desinfecção por glutaraldeído e físico por meio de UVC. As amostras foram colhidas da superfície do TEV por meio da técnica de arraste dos microrganismos com gaze umedecida com soro fisiológico a 0,9%, e para as etapas em que havia aplicação de desinfetante a gaze era umedecida com caldo neutralizante de produtos desinfetantes, sendo cada gaze imersa em 150 mL de solução fisiológica. Sequencialmente, as amostras foram expostas a sonicação e agitação. Em seguida, o lavado foi filtrado por meio do Sterifil® com membrana com porosidade de 0,22 µm e o volume distribuído em três partes iguais para as diferentes análises (bactérias, fungos e micobactéria não tuberculosa). As placas de cultura foram incubadas a 37 °C por 72 horas.Em seguida, o número de UFC foi contado, e cada colônia predominante em cada placa de cultura foi isolada por plaqueamento e submetida à análise de tempo de dessorção/ionização a laser assistida por matriz (MALDI-TOF) usando um Microflex LT Biotyperes (Bruker) com um banco de dados clínico para identificação do microrganismo. O parâmetro para determinação de eficácia dos procedimentos foi a redução a zero UFC de micobactéria não tuberculosa. A micobactéria não tubertulosa foi o microrganismo de escolha, no lugar do microrganismo de importância clínica HPV, por ser mais resistente que o HPV na ordem decrescente dos grupos microbianos à ação de agentes químicos desinfetantes. Resultados: 100% das amostras que passaram apenas pela remoção do gel com material absorvente seco como modo de descontaminação apresentaram contaminação, com nível de significância menor que 1% (valor-p <0,001) comparado ao parâmetro de eficácia adotado no estudo. O protocolo de limpeza e desinfecção concomitantes com limpador desinfetante pronto uso em spray, à base PHMB® e quaternário de amônio, reduziu a zero as micobactérias não tuberculosa existentes da mesma forma que os protocolos de DAN (glutaraldeído e UVC). Nos demais protocolos houve recuperação de micobactérias não tuberculosa, não sendo possível afirmar serem protocolos seguros. Conclusão: A prática de descontaminação apenas com o material absorvente para a retirada do gel é proibitiva. O protocolo que aplicou a solução de limpeza e desinfecção concomitantes com composto à base de PHMB® e quaternário de amônio sem enxágue sugere que pode ser possível eliminar micobactérias não tubercuosa presentes na superfície do TEV, com potencial para eliminar também o vírus HPV se estivesse dentre os contaminantes, podendo ser realizado no próprio local do exame.A recomendação clássica para a desinfecção de TEV é a DAN proposta pelas diretrizes de diversos países necessita de uma central de processamento próxima aos locais dos exames, recursos humanos treinados e exclusivos, além de um inventário adequado de TEV que permita que os exames não sejam descontinuados em função do tempo que o processo requer entre limpeza e desinfecção
- Imprenta:
- Data da defesa: 19.09.2022
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ABNT
HAJAR, Karina de Souza. Transdutor de ultrassom endovaginal: avaliação da efetividade de diferentes protocolos de descontaminação. 2022. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.11606/T.7.2022.tde-08112024-163907. Acesso em: 14 fev. 2026. -
APA
Hajar, K. de S. (2022). Transdutor de ultrassom endovaginal: avaliação da efetividade de diferentes protocolos de descontaminação (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/T.7.2022.tde-08112024-163907 -
NLM
Hajar K de S. Transdutor de ultrassom endovaginal: avaliação da efetividade de diferentes protocolos de descontaminação [Internet]. 2022 ;[citado 2026 fev. 14 ] Available from: https://doi.org/10.11606/T.7.2022.tde-08112024-163907 -
Vancouver
Hajar K de S. Transdutor de ultrassom endovaginal: avaliação da efetividade de diferentes protocolos de descontaminação [Internet]. 2022 ;[citado 2026 fev. 14 ] Available from: https://doi.org/10.11606/T.7.2022.tde-08112024-163907
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