Padrões da representação diferencial de clados em comunidades vegetais da Mata Atlântica (2024)
- Authors:
- Autor USP: OLIVEIRA, LARISSA LOTTI - IB
- Unidade: IB
- Sigla do Departamento: BIE
- DOI: 10.11606/D.41.2024.tde-14022025-171602
- Subjects: ECOLOGIA; FILOGENIA; ESTRUTURA DAS COMUNIDADES
- Keywords: Atlantic Forest; Clade dispersal; Clade selection; Clados; Community assembly; Estrutura de comunidades; Estrutura filogenética; Historical Biogeography; Macroecologia; Mata Atlântica; Phylogenetic structure; Regional species pool
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Incorporar a filogenia em estudos de ecologia de comunidades nos permite explorar como mecanismos macroevolutivos influenciaram a estruturação de comunidades locais. Apesar dos esforços recentes para integrar a ecologia e a macroevolução, uma questão chave permanece pouco explorada: por que alguns clados são comuns em certas comunidades, mas raros em outras? Neste estudo, abordamos essa questão examinando a identidade dos clados (quais clados? e como são distribuídos nas comunidades locais?) e investigando os mecanismos ambientais e espaciais por trás desses padrões (por quê?). Utilizamos a abordagem de representação diferencial de clados (sigla CDR em inglês para Clade Differential Representation) para comparar a riqueza de clados nas comunidades locais com a riqueza de clados no pool regional. A CDR utiliza as relações filogenéticas entre espécies que co-existem para identificar super-representação (quando um clado tem mais espécies descendentes do que o esperado ao acaso), sub-representação (menos espécies descendentes) e padrões aleatórios (quando a riqueza dos clados é semelhante em comunidades locais e no pool regional). Aplicamos a CDR às comunidades arbóreas da Mata Atlântica, um hotspot de biodiversidade global no Brasil.Se a história evolutiva significativamente molda a estruturação das comunidades locais, esperamos que a representação de clados consistentemente se afaste das expectativas aleatórias, sendo super- ou sub-representados em múltiplas comunidades locais. Esperamos também que o efeito conjunto das condições climáticas e distância entre comunidades seja o principal fator responsável pelas semelhanças nos padrões de CDR entre comunidades. Construímos uma árvore filogenética para 4224 espécies, 1681 clados e 1547 comunidades englobando toda a Mata Atlântica. Desenvolvemos o algoritmo nodesig em ambiente R para calcular os valores de CDR para cada clado da árvore filogenética. Em seguida, utilizamos a Análise de Redundância (RDA) para avaliar a similaridade das comunidades, juntamente com a Partição de Variação para avaliar os componentes explicados por fatores climáticos, edáficos e espaciais. Nossos resultados indicaram uma predominância de eventos de super-representação de clados em comparação com a sub-representação. A ordenação pela RDA revelou que os padrões observados de distribuição de CDR estão alinhados com tipos de vegetação e grupos filogenéticos predefinidos, indicando que comunidades que compartilham condições ambientais semelhantes e diversidade filogenética beta semelhante também compartilham clados super-representados e sub-representados semelhantes. Como esperado, a Partição de Variação mostrou que 50,4% da variação total no CDR foi explicada por variáveis ambientais e espaciais, com os efeitos conjuntos do espaço e do clima respondendo pela maior proporção (14,6%).Encontramos uma maior importância das variações climáticas em larga escala espacial, que distinguem climas frios em regiões subtropicais e no topo de montanhas em relação a climas quentes em florestas tropicais de planícies. Os principais determinantes climáticos identificados foram a temperatura máxima no mês mais quente, a sazonalidade da temperatura e a amplitude térmica. Dentre os clados que foram mais importantes na definição dos eixos da RDA, identificamos dez clados super-representados e dois sub-representados, que eram independentes entre si, ou seja, não estavam aninhados. Agrupamos esses clados em quatro categorias de CDR: i) climas mais frios vs. mais quentes; ii) clima exclusivamente subtropical; iii) topos de montanha vs. planícies; e iv) solos oligotróficos. Nossos resultados revelaram que a Mata Atlântica exibiu assinaturas filogenéticas distintas, particularmente em climas mais frios e em topos de montanhas. Exploramos a história evolutiva desses clados e dessas regiões para ilustrar como uma abordagem baseada em clados pode integrar a história evolutiva com os mecanismos de estruturação de comunidades. Também identificamos potenciais mecanismos macroevolutivos relacionados à seleção de clados e dispersão. Propomos que a CDR oferece uma oportunidade valiosa para integrar ecologia e macroevolução, efetivamente detectando padrões de sobre- e sub-representação em florestas ricas em espécies.
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- Data da defesa: 12.12.2024
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Status: Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access) -
ABNT
OLIVEIRA, Larissa Lotti. Padrões da representação diferencial de clados em comunidades vegetais da Mata Atlântica. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-14022025-171602/. Acesso em: 17 mar. 2026. -
APA
Oliveira, L. L. (2024). Padrões da representação diferencial de clados em comunidades vegetais da Mata Atlântica (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-14022025-171602/ -
NLM
Oliveira LL. Padrões da representação diferencial de clados em comunidades vegetais da Mata Atlântica [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 17 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-14022025-171602/ -
Vancouver
Oliveira LL. Padrões da representação diferencial de clados em comunidades vegetais da Mata Atlântica [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 17 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-14022025-171602/
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