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Gravidez, puerpério e COVID-19: impactos e resultados clínicos em mulheres hospitalizadas (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: SERRA, FABIANO ELISEI - FM
  • Unidade: FM
  • DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-31012025-133059
  • Subjects: COVID-19; OBSTETRÍCIA; PUERPÉRIO; VACINAS
  • Keywords: Grávidas; Obstetric population; Obstetrics; Período pós-parto; População obstétrica; Postpartum period; Pregnancy; Puerperal period; SARS-CoV-2; Vaccines; Variantes de preocupação; Variants of concern
  • Language: Português
  • Abstract: OBJETIVO: Comparar as características demográficas, clínicas e de progressão da doença de mulheres em idade reprodutiva, incluindo grávidas e puérperas, hospitalizadas com COVID-19 de 2020 a 2021, e de gestantes e puérperas, vacinadas e não vacinadas, de acordo com as diferentes variantes de preocupação da COVID-19 predominantes de 2020 a 2022. MÉTODOS: Foi realizada análise retrospectiva dos dados dos registros do SIVEP-Gripe, base nacional criada pelo Ministério da Saúde do Brasil que contém dados de vigilância de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Dados demográficos, clínicos, epidemiológicos, de diagnóstico laboratorial/etiológico, internação hospitalar, admissão em Unidade de Terapia Intensiva, uso de suporte ventilatório e evolução do caso (cura ou óbito) foram analisados e comparados. Em segunda análise, o status vacinal contra COVID-19 e as variantes de preocupação dominantes (original, Gama, Delta e Ômicron) para cada momento da pandemia foram consideradas. Odds Ratio (OR) foi considerado como medida de associação para comparar as chances relativas de ocorrência do desfecho de interesse. Propensity Score Matching (PSM) foi utilizado para o primeiro estudo. RESULTADOS: Na primeira análise, foram identificadas 40.640 mulheres em idade reprodutiva hospitalizadas por COVID-19, das quais 3.372 estavam grávidas, 794 eram puérperas e 36.474 não estavam grávidas nem puérperas. As gestantes e puérperas tiveram menor probabilidade de serem sintomáticas do que asoutras mulheres (72,1%, 69,7% e 88,8%, respectivamente). As gestantes, entretanto, apresentaram maior frequência de anosmia e ageusia que as demais. Após PSM, as puérperas tiveram pior prognóstico que as gestantes em relação à internação em unidade de terapia intensiva (UTI) (OR 1,97 IC 98,33%, 1,55 2,50), suporte ventilatório invasivo (OR 2,71 IC 98,33%, 1,78 4,13) e óbito (OR 2,51 IC 98,33%, 1,79 3,52). Para a segunda análise, dados de 10.003 gestantes e 2.361 puérperas foram extraídos do banco de dados. Para puérperas não vacinadas, a internação em UTI foi mais provável do que as que tinham, pelo menos, uma dose da vacina; a necessidade de ventilação invasiva era mais provável se o teste fosse positivo para as variantes original, Gamma e Omicron; e as chances de morte eram maiores quando infectadas com as variantes original e Gamma do que quando infectadas com outras variantes. As pacientes vacinadas tiveram probabilidade reduzida de resultados adversos, incluindo admissão na UTI, necessidade de ventilação invasiva e morte. As mulheres no pós-parto apresentaram resultados piores, especialmente quando não vacinadas, do que as mulheres grávidas. CONCLUSÕES: As puérperas apresentaram maior risco de desfechos graves (necessidade de UTI, necessidade de suporte ventilatório invasivo e não invasivo, e morte) do que as gestantes. Em relação às variantes de preocupação (VOCs), puérperas não vacinadas apresentaram um pior prognóstico em comparação com as gestantes nãovacinadas, especialmente quando infectadas com as variantes original, Gama e Omicron, necessitando, mais frequentemente, de suporte ventilatório invasivo e admissão em UTI, além de uma maior taxa de mortalidade. Entre as vacinadas, a vacinação reduziu significativamente os desfechos adversos, incluindo a necessidade de UTI, suporte ventilatório e morte
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 18.09.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-31012025-133059 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      SERRA, Fabiano Elisei. Gravidez, puerpério e COVID-19: impactos e resultados clínicos em mulheres hospitalizadas. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-31012025-133059/. Acesso em: 10 jan. 2026.
    • APA

      Serra, F. E. (2024). Gravidez, puerpério e COVID-19: impactos e resultados clínicos em mulheres hospitalizadas (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-31012025-133059/
    • NLM

      Serra FE. Gravidez, puerpério e COVID-19: impactos e resultados clínicos em mulheres hospitalizadas [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-31012025-133059/
    • Vancouver

      Serra FE. Gravidez, puerpério e COVID-19: impactos e resultados clínicos em mulheres hospitalizadas [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-31012025-133059/

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