Práticas alimentares nos dois primeiros anos entre crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde no Brasil: tendências temporais e associações longitudinais com o estado nutricional na infância (2024)
- Authors:
- Autor USP: SALVIANO, ANDRESSA FREIRE - FSP
- Unidade: FSP
- Sigla do Departamento: HNT
- DOI: 10.11606/T.6.2024.tde-13022025-115930
- Subjects: ALEITAMENTO MATERNO; ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA; CRESCIMENTO; ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE; VIGILÂNCIA NUTRICIONAL; ESTUDOS LONGITUDINAIS
- Keywords: Alimentação Complementar; Amamentação; Análises Longitudinais; Crescimento Infantil; Vigilância Alimentar e Nutricional
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Introdução: Práticas alimentares no início da vida influenciam o crescimento infantil, especialmente em contextos de vulnerabilidade socioeconômica. Dados de consumo alimentar e antropometria coletados na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) podem subsidiar a identificação de prioridades para acompanhamento e promoção da saúde. Objetivo: Investigar tendências temporais de indicadores de práticas alimentares até 2 anos e associações longitudinais destas práticas com trajetórias de crescimento até 5 anos entre crianças acompanhadas na APS no Brasil entre 2015 e 2019. Métodos: Utilizaram-se microdados de marcadores do consumo alimentar até 2 anos e antropometria até 5 anos disponíveis no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (2015-2019). Foram realizadas análises de séries temporais a partir das prevalências de 10 indicadores de amamentação e alimentação complementar, estratificadas por sexo e contexto local de nurturing care (NC, contraste entre quintos inferior e superior do Índice Município Amigo da Primeira Infância, IMAPI). Calcularam-se taxas de incremento anual (TIA) com modelos de regressão de Prais-Winsten. Em análises longitudinais com medidas individuais repetidas de escores-z de índice de massa corporal para idade (IMC/I) e altura para idade (A/I), estimaram-se trajetórias médias de crescimento até 5 anos segundo exposição à amamentação exclusiva (0-3 e 3-6 meses) e à alimentação complementar no segundo ano (amamentação continuada;alimentos ultraprocessados, AUP; zero consumo de frutas, legumes e verduras - zero FLV), com modelos de regressão linear de efeitos mistos com splines cúbicas restritas. Os achados foram organizados em três manuscritos. Resultados: No primeiro artigo, entre 1.055.907 crianças (49,2% meninas; idade [DP]: 9,6 [7,1] meses), foram observadas tendências nacionais (TIA%; prevalência em 2019) crescentes para aleitamento materno misto (+2,42%; 19,2%) e frequência mínima de refeições (+2,56%; 61,1%), e decrescentes para consumo de bebidas adoçadas (-5,92%; 31,9%) e alimentos não saudáveis (-4,69%; 16,1%) de 2015 a 2019. Indicadores de amamentação continuada, introdução alimentar, diversidade alimentar mínima, consumo de carne/ovos e zero FLV melhoraram nos maiores quintos de IMAPI. No segundo artigo, entre 521.025 crianças (49,2% meninas; idade: 2,7 [1,7] meses), maiores IMC/I e A/I até 6 meses associaram-se à amamentação exclusiva. A interrupção precoce (0-3 meses) associou-se a maiores trajetórias de IMC/I entre 9-36 meses, com maior média aos 5 anos (0,62 z, IC95% 0,49; 0,74 vs. interrupção entre 3-6 meses: 0,36 z, IC95% 0,29; 0,44). No terceiro artigo, incluíram-se 290.865 crianças (49,3% meninas; idade 16,3 [3,5] meses). Crianças não amamentadas exibiram maiores IMC/I (+ 0,15 z) e A/I (+ 0,20 z) no seguimento. IMC/I associou-se positivamente ao consumo de AUP (18 meses: 0,64 z, IC95% 0,63; 0,66),enquanto A/I associou-se negativamente a AUP (36 meses: -0.01 z, IC95% -0.04; 0.01) e zero FLV (48 meses: -0,14 z, IC95% -0,22; -0,07). Conclusões: Apesar de melhorias, indicadores de práticas alimentares infantis permaneceram aquém das metas globais, e ambientes favoráveis de NC beneficiaram sua evolução. A interrupção precoce da amamentação exclusiva e alimentação complementar inadequada associaram-se a maiores trajetórias de IMC/I, com prejuízo a A/I. Intervenções locais que promovam práticas alimentares saudáveis desde o início da vida podem otimizar o crescimento infantil
- Imprenta:
- Data da defesa: 11.12.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
SALVIANO, Andressa Freire. Práticas alimentares nos dois primeiros anos entre crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde no Brasil: tendências temporais e associações longitudinais com o estado nutricional na infância. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-13022025-115930/. Acesso em: 03 fev. 2026. -
APA
Salviano, A. F. (2024). Práticas alimentares nos dois primeiros anos entre crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde no Brasil: tendências temporais e associações longitudinais com o estado nutricional na infância (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-13022025-115930/ -
NLM
Salviano AF. Práticas alimentares nos dois primeiros anos entre crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde no Brasil: tendências temporais e associações longitudinais com o estado nutricional na infância [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 03 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-13022025-115930/ -
Vancouver
Salviano AF. Práticas alimentares nos dois primeiros anos entre crianças acompanhadas na Atenção Primária à Saúde no Brasil: tendências temporais e associações longitudinais com o estado nutricional na infância [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 03 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-13022025-115930/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.6.2024.tde-13022025-115930 (Fonte: oaDOI API)
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