Efeito de óleos essenciais e do cinamaldeído no controle pós-colheita do mofo cinzento em rosas de corte (2024)
- Authors:
- Autor USP: ASSIS, VITÓRIA BÁRBARA PEREIRA DE - ESALQ
- Unidade: ESALQ
- Sigla do Departamento: LFN
- DOI: 10.11606/D.11.2024.tde-04022025-165657
- Subjects: ALDEÍDOS; FLORES DE CORTE; FUNGOS FITOPATOGÊNICOS; MOFO CINZENTO; ÓLEOS ESSENCIAIS; PÓS-COLHEITA; ROSA
- Language: Português
- Abstract: O mofo cinzento, causado por Botrytis cinerea, causa danos consideráveis em rosas de corte, visto o patógeno apresentar um desenvolvimento muito rápido, e pelo surgimento constante de resistência aos fungicidas comerciais utilizados no seu controle. Medidas alternativas ao controle químico, que possam ser incluídas no manejo da doença estão cada vez mais sendo pesquisadas, como o uso de óleos essenciais (OEs) e de compostos purificados e derivados destes produtos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito in vitro e ex vivo de óleos essenciais e do composto majoritário cinamaldeído no controle de isolados de B. cinerea obtidos de rosas e aplicados via pulverização (contato) ou volatilização. Inicialmente, foi analisada a composição química dos OEs e realizada a caracterização molecular de três isolados obtidos de rosas. In vitro foram avaliados o efeito dos OEs de alecrim-pimenta, eucalipto, laranja e pinus, nas concentrações de 500 e 1000 μL L-1, e do cinamaldeído, nas concentrações de 125 e 250 μL L-1, sobre o crescimento micelial, a esporulação e a germinação de conídios do fungo, através da incorporação dos compostos ao meio de cultura (contato). No ensaio in vitro usando a volatilização, os compostos avaliados foram os OEs de alecrim-pimenta e eucalipto e o cinamaldeído, compostos que se mostraram mais eficientes nos ensaios de contato, todos nas concentrações de 100 e 250 μL L-1 , e nos tempos de 4, 8 e 24 h de exposição. Ensaios ex vivoforam instalados com os OEs de alecrim-pimenta e eucalipto, e com o cinamaldeído, utilizando as duas formas de aplicação: pulverização dos compostos sobre as pétalas Avalanche, de forma curativa e preventiva, e exposição das pétalas de rosa Avalanche e Top Secret aos voláteis dos OEs. Análises de imagens de microscopia eletrônica de varredura foram registradas para observar o efeito dos óleos essenciais e do cinamaldeído no desenvolvimento do fungo sobre as pétalas de rosas inoculadas. A análise da composição química dos OEs de alecrim-pimenta e eucalipto apresentaram D-limoneno e timol como compostos majoritários, respectivamente. No caso do cinamaldeído, apenas um pico foi registrado, comprovando a pureza de 100% do composto. A análise filogenética dos três isolados fúngicos indicou que todos pertencem a espécie Botrytis cinerea. Os OEs de alecrim-pimenta, nas duas concentrações, o de eucalipto, a 1000 μL L-1, e o cinamaldeído, a 250 μL L-1 , foram os mais eficientes no controle do fungo, nos ensaios de contato. O OE de alecrim-pimenta, a 1000 μL L-1, e o cinamaldeído a 250 μL L-1, inibiram totalmente o crescimento micelial dos três isolados. O OE de eucalipto, a 1000 μL L-1, inibiu o crescimento dos isolados acima de 96%. No ensaio in vitro de volatilização, a maior porcentagem de inibição micelial ocorreu com o OE de alecrim-pimenta e o cinamaldeído (100 e 250 μL L-1), acima de 8h de exposição, e do OE de eucalipto (100 e250 μL L-1), a partir de 24h. Neste ensaio os óleos utilizados suprimiram a produção de esporos do fungo. A germinação foi inibida em 100% com o OE de alecrim-pimenta na concentração de 100 μL L-1, após 24h, e com 250 μL L-1, a partir de 4h. No tratamento com cinamaldeído houve inibição de 100% na concentração de 100 μL L-1, após 8h, e com 250 μL L-1 , após 4h de exposição. No ensaio ex vivo de pulverização dos tratamentos (contato) verificou-se que os OEs e o cinamaldeído não controlaram a severidade do fungo nas pétalas de rosa. Porém, no ensaio ex vivo de volatilização foi observado que pétalas inoculadas com B. cinérea e expostas ao OE de alecrim-pimenta e ao cinamaldeído apresentaram severidade menor do que as testemunhas, com o alecrim-pimenta sendo estatisticamente semelhante ao tratamento com fungicida, entretanto, os produtos causaram fitotoxicidade nas pétalas tratadas. As imagens analisadas no microscópio eletrônico de varredura revelaram que a colonização do fungo foi dificultada após a exposição dos voláteis do OE de alecrim-pimenta e do cinamaldeído. Os resultados demonstram o potencial de controle do mofo cinzento, exercido pelo OE de alecrim-pimenta e pelo cinamaldeído, mas estudos posteriores se fazem necessários
- Imprenta:
- Publisher place: Piracicaba
- Date published: 2024
- Data da defesa: 23.10.2024
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
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ABNT
ASSIS, Vitória Bárbara Pereira de. Efeito de óleos essenciais e do cinamaldeído no controle pós-colheita do mofo cinzento em rosas de corte. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2024. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-04022025-165657/. Acesso em: 08 abr. 2026. -
APA
Assis, V. B. P. de. (2024). Efeito de óleos essenciais e do cinamaldeído no controle pós-colheita do mofo cinzento em rosas de corte (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Piracicaba. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-04022025-165657/ -
NLM
Assis VBP de. Efeito de óleos essenciais e do cinamaldeído no controle pós-colheita do mofo cinzento em rosas de corte [Internet]. 2024 ;[citado 2026 abr. 08 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-04022025-165657/ -
Vancouver
Assis VBP de. Efeito de óleos essenciais e do cinamaldeído no controle pós-colheita do mofo cinzento em rosas de corte [Internet]. 2024 ;[citado 2026 abr. 08 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-04022025-165657/
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