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Efeito de inseticidas de contato na transmissão de 'Candidatus Liberibacter asiaticus' pelo psilídeo Diaphorina citri em laranjeira doce (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: SHIBUTANI, LEANDRO JUN SOKI - ESALQ
  • Unidade: ESALQ
  • Sigla do Departamento: LFN
  • DOI: 10.11606/D.11.2024.tde-03022025-175141
  • Subjects: BACTÉRIAS FITOPATOGÊNICAS; GREENING (DOENÇA DE PLANTA); INSETICIDAS; INSETOS VETORES; LARANJA
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: O huanglongbing (HLB), associado à bactéria ‘Candidatus Liberibacter asiaticus’ (CLas), transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri, é uma das doenças mais devastadoras da citricultura. Uma das medidas de manejo da doença é a pulverização foliar de inseticidas para o controle do vetor, recomendando-se pulverizações em intervalos de 7 a 14 dias. Essa frequência de pulverização impede que o psilídeo complete o seu ciclo de desenvolvimento de ovo a adulto. Entretanto, há pouca informação a respeito da eficácia de inseticidas aplicados via foliar nesses intervalos, durante a brotação das laranjeiras, na transmissão de CLas em condições de contínua chegada de psilídeos portadores de CLas (CLas+) no pomar. Assim, foram realizados experimentos, em estufas teladas, com a aplicação foliar dos inseticidas tiametoxam e espinetoram em seedlings de laranjeira doce Valência com brotos no estádio V2 e reaplicações dos inseticidas em diferentes intervalos, durante o desenvolvimento dos brotos e com exposição cumulativa dos seedlings a psilídeos CLas+, simulando a contínua dispersão primária do vetor. No primeiro grupo de experimentos, cinco psilídeos CLas+ foram confinados a cada dois dias, cumulativamente, em cada planta dos tratamentos controle (sem pulverização), P14 (uma pulverização no estádio V2) e P7 (uma pulverização no estádio V2 e outra 7 dias após a primeira), iniciando no mesmo dia da pulverização. A mortalidade dos psilídeos foi avaliada a cada dois dias, iniciandoum dia após o primeiro confinamento dos psilídeos e terminando no 13° dia após a primeira pulverização, quando todos psilídeos vivos foram removidos dos seedlings.No segundo grupo de experimentos, 70 psilídeos CLas+ foram liberados a cada 2 dias, cumulativamente, para livre escolha. em estufa telada, contendo seedlings com brotos V2 dos tratamentos controle, P14, P7 e P3 (uma pulverização no estádio V2 e três pulverizações no intervalo de três dias). A ocupação (frequência de seedlings. com pelo menos um psilídeo) e a abundância (quantidade de psilídeos por seedlings) foi avaliada a cada dois dias, iniciando um dia após a primeira liberação dos psilídeos e terminando no 13° dia após a primeira pulverização, quando todos psilídeos vivos foram removidos dos seedlings). Um terceiro grupo de experimentos foi conduzido, visando identificar o efeito residual dos inseticidas aplicados no estádio V2 na mortalidade de psilídeos CLas+ confinados em diferentes dias após a pulverização e sua eficácia na prevenção da transmissão de CLas. Nesses experimentos, foram confinados 5 psilídeos CLas+ por planta de cada tratamento da combinação aplicação de inseticida (controle e pulverizado) e época após a pulverização (dias 0, 2, 4 e 6). No segundo dia de cada confinamento foi avaliada a mortalidade de psilídeos e os indivíduos vivos foram retirados dos seedlings)..Para todos os grupos de experimentos, a frequência de seedlings em cada estádio vegetativo foi avaliada a cada dois dias e aincidência de seedlings com a presença de CLas por qPCRfoi avaliada aos 4 e 6 meses após a retirada dos psilídeos de cada seedlings. O efeito de cada inseticida foi avaliado separadamente em experimentos independentes. Cada experimento foi realizado duas vezes. No primeiro grupo de experimentos, a mortalidade cumulativa de psilídeos nos tratamentos pulverizados foi maior que a do controle. Até o 7o dia após a pulverização a mortalidade cumulativa foi igual entre os tratamentos P14 e P7, porém após a segunda pulverização no P7, a mortalidade cumulativa foi maior que a do P14 (mortalidade cumulativa final média de 49,9% e 77,1% para P7 versus 27,9% e 52,9% para P14 nos experimentos com tiametoxam e espinetoram, respectivamente). No entanto, a incidência de HLB foi semelhante entre P7, P14 e o controle (média de 62,3% para o tiametoxam e de 87,7% para o espinetoram). No segundo grupo de experimentos, os valores de ocupação e abundância de psilídeo foram menores à medida que se reduziu o intervalo de aplicação. A incidência de seedlings infectados com CLas foi reduzida em relação à incidência no controle entre 55,6 e 66,7%, tanto no P14 como no P7, e entre 87,5 e 94,4% no P3. No terceiro grupo de experimentos, a maior mortalidade de psilídeos ocorreu no confinamento realizado no mesmo dia da pulverização (média de 38% para tiametoxam e 99% para espinetoram) e no confinamento dois dias após a pulverização (média de 30% para tiametoxam e espinetoram). Nos demais dias deconfinamento, a mortalidade foi igual à do controle. Plantas infectadas foram observadas em todos os tratamentos de pulverização e época de confinamento entre os estádios vegetativos V2 e V4. Este estudo demonstra que durante o crescimento da brotação e em situação com chegada constante de psilídeos CLas+, quanto menor o intervalo de pulverização de inseticidas, maior é o controle do psilídeo e menor é a taxa de transmissão de CLas. Entretanto, a transmissão de CLas não foi evitada totalmente, reforçando a importância de eliminar fontes de inóculo primário com erradicação de plantas doentes e controle do psilídeo de forma regional e com a integração das pulverizações de inseticidas com outras medidas de controle
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.10.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
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    • green Status: Artigo possui versão em acesso aberto em repositório (Green Open Access)

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    • ABNT

      SHIBUTANI, Leandro Jun Soki. Efeito de inseticidas de contato na transmissão de 'Candidatus Liberibacter asiaticus' pelo psilídeo Diaphorina citri em laranjeira doce. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2024. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-03022025-175141/. Acesso em: 17 mar. 2026.
    • APA

      Shibutani, L. J. S. (2024). Efeito de inseticidas de contato na transmissão de 'Candidatus Liberibacter asiaticus' pelo psilídeo Diaphorina citri em laranjeira doce (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Piracicaba. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-03022025-175141/
    • NLM

      Shibutani LJS. Efeito de inseticidas de contato na transmissão de 'Candidatus Liberibacter asiaticus' pelo psilídeo Diaphorina citri em laranjeira doce [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 17 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-03022025-175141/
    • Vancouver

      Shibutani LJS. Efeito de inseticidas de contato na transmissão de 'Candidatus Liberibacter asiaticus' pelo psilídeo Diaphorina citri em laranjeira doce [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 17 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-03022025-175141/

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