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Composição da microbiota intestinal em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico em remissão e associação com biomarcadores da doença e permeabilidade intestinal (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: AZEVEDO, BIANCA DEPIERI BALMANT - FM
  • Unidade: FM
  • DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-29012025-163034
  • Subjects: AUTOIMUNIDADE; DOENÇAS AUTOIMUNES; INFLAMAÇÃO; LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
  • Keywords: Autoimmune diseases; Autoimmunity; Gut microbiota; Inflammation; Intestinal permeability; Microbiota intestinal; Permeabilidade intestinal; Systemic lupus erythematosus
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Há evidências de que a microbiota intestinal (MI) e seus componentes podem se relacionar com o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Entretanto, a magnitude desta relação e o impacto funcional das bactérias intestinais no desenvolvimento e progressão do LES ainda precisa ser melhor investigado. Até o momento não está claro se as alterações na composição da MI no LES são características intrínsecas da doença, ou se a remissão clínica da doença é acompanhada pelo restabelecimento do equilíbrio microbiano no trato gastrointestinal. Objetivo: Avaliar o perfil da MI de mulheres com LES em remissão e sua associação com biomarcadores da doença e permeabilidade intestinal. Métodos: Foram incluídas no estudo 22 mulheres diagnosticadas com LES em remissão (GLES-r) e 20 mulheres voluntárias saudáveis (GC-s). Dados sociodemográficos, antropométricos, de composição corporal, consumo alimentar e histórico clínico da doença foram coletados em ficha padronizada. Avaliações bioquímicas em soro, plasma e sangue total, incluíram marcadores de manifestação clínica e comprometimento sistêmico do LES, zonulina plasmática e autoanticorpos. Amostras de fezes foram coletadas para análise de zonulina fecal e caracterização da composição da MI, utilizando a técnica de sequenciamento do gene 16S rRNA, abrangendo as regiões variáveis V3 e V4. A composição da MI foi descrita em variantes de sequência de amplicon (ASVs). As diferenças na abundância em cada nível taxonômico entre os grupos foramavaliadas usando o pacote de bioinformática DESeq2. As correlações entre as variáveis do estudo foram analisadas por meio do teste de Spearman. Modelos de regressão linear e múltipla foram utilizados para analisar marcadores laboratoriais da doença lúpica, como complemento C3 e C4, e proteína C reativa (PCR). Resultados: Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos GC-s e GLES-r quanto a diversidade e da MI. O gênero Megamonas foi significativamente enriquecido no GLES-r (p<0,001), com Megamonas funiformis associada aos níveis de C3, C4 e PCR (p<0,05). A zonulina plasmática foi associada aos níveis de C3 (p=0,016) e a ingestão de sódio foi associada negativamente aos níveis de C3 e C4 (p<0,05). Um modelo combinado incorporando variáveis de cada grupo (MI, permeabilidade intestinal e consumo alimentar) demonstrou associação significativa com os níveis de complemento C3 (p<0,01). Foi observada uma correlação significativa entre creatinina e a abundância de Haemophilus parainfluenzae (r=0,485; p=0,022). Dois subgrupos de pacientes foram formados com base em um aumento significativo de H. parainfluenzae (p=0,032). Ao comparar pacientes com altos níveis de H. parainfluenzae com o grupo de baixos níveis, o grupo de altos níveis apresentou níveis séricos mais elevados de creatinina (p=0,045), PCR (p=0,047) e zonulina plasmática (p=0,025). Conclusão: Exceto pela maior abundância de Megamonas funiformis, a composição da MI de mulheres com LES emremissão é semelhante à de mulheres sadias. A maior concentração de zonulina plasmática, maiores níveis de Megamonas funiformis e a maior ingestão de sódio, em conjunto, podem contribuir para a redução dos níveis de complemento C3 em mulheres com LES em remissão. Além disso, a disbiose marcada pela abundância de H. parainfluenzae em pacientes com LES em remissão pode delinear um subgrupo específico com maior disfunção renal e inflamação sistêmica
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.09.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-29012025-163034 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      AZEVEDO, Bianca Depieri Balmant. Composição da microbiota intestinal em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico em remissão e associação com biomarcadores da doença e permeabilidade intestinal. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29012025-163034/. Acesso em: 12 jan. 2026.
    • APA

      Azevedo, B. D. B. (2024). Composição da microbiota intestinal em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico em remissão e associação com biomarcadores da doença e permeabilidade intestinal (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29012025-163034/
    • NLM

      Azevedo BDB. Composição da microbiota intestinal em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico em remissão e associação com biomarcadores da doença e permeabilidade intestinal [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 12 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29012025-163034/
    • Vancouver

      Azevedo BDB. Composição da microbiota intestinal em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico em remissão e associação com biomarcadores da doença e permeabilidade intestinal [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 12 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-29012025-163034/

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