MON CORPS, MON CORPSE: ensaios sobre fantasmas, medo e coragem, risco e morte, práticas performativas e violência (2024)
- Authors:
- Autor USP: CALSONE, CAROLINE BAPTISTON - ECA
- Unidade: ECA
- Sigla do Departamento: CAC
- DOI: 10.11606/D.27.2024.tde-21012025-180200
- Subjects: CORPO (ARTES); PERFORMANCE; PESQUISA; ARTES; CORPO HUMANO; TERROR (GÊNERO); VIOLÊNCIA; FANTASMAS; RISCO
- Keywords: Artistic research; Body-horror; Ghosts; Horror corporal; Pesquisa em artes; Práticas cênicas; Risk; Scenic practices; Violence
- Language: Português
- Abstract: Certa vez, o artista da performance tcheco Petr tembera disse o seguinte sobre o seu trabalho: "Eu uso o meu corpo em ações perigosas porque é sempre o corpo que se choca frontalmente com o mundo (1997, p. 49). A partir de sua fala, um questionamento pode ser levantado: Como o teatro e as práticas corporais performativas podem ser pensados a partir deste choque com o mundo? Ou mesmo em contextos de perigo, violência, repressão, medo, terror, horror? Em Horrorism: naming contemporary violence (2009), a pesquisadora italiana Adriana Cavarero escreve sobre as diferentes reações que o horror e o terror provocam no corpo: o terror é sentido coletivamente, desperta o nosso instinto de fuga ou luta, faz o corpo tremer e injeta adrenalina em nosso sistema. O horror é diferente, porque lida com a abjeção, derrete as bordas entre morte e vida. Paralisa, congela, provoca arrepios, nos afasta e devolve violentamente ao corpo. Frente a ameaças diretas, o teatro talvez não seja a forma mais eficiente de resistir: protestos, greves, piquetes, boicotes, ocupações são alternativas mais responsivas, com impactos imediatos. Ainda assim, sendo o teatro um campo que lida com repetição e imaginação, que mexe e remexe com os cadáveres e fantasmas da história oficial, existem gestos de resistência e formas de dar sentido às experiências horríveis que podem ser emprestadas do teatro. A presente dissertação propõe uma estrutura de ensaios independentes, compostos por mais perguntas do que respostas, onde teorias feministas, do teatro e da performance se mesclam com entradas de diário, críticas e análises, relatos e fábulas, em uma tentativa de se elaborar - e encontrar formas para falar - sobre temas e sensações corporais como horror, terror, risco, vulnerabilidade, coragem, segurança, medo, violência, choque, morte, trauma, repetição, reenactment e fantasmas. Nesta exploração, artistas como Regina José Galindo, Marina Abramovi, CindySherman, Ntando Cele, Florentina Holzinger, Carolina Bianchi, e Ana Mendieta são frequentemente evocadas. Inevitavelmente, frente aos embates travados no corpo ao longo do processo de escrita, o trabalho também acaba por questionar sua própria forma e seu status enquanto pesquisa
- Imprenta:
- Data da defesa: 31.10.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
CALSONE, Caroline Baptiston. MON CORPS, MON CORPSE: ensaios sobre fantasmas, medo e coragem, risco e morte, práticas performativas e violência. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Amsterdã, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.11606/D.27.2024.tde-21012025-180200. Acesso em: 01 mar. 2026. -
APA
Calsone, C. B. (2024). MON CORPS, MON CORPSE: ensaios sobre fantasmas, medo e coragem, risco e morte, práticas performativas e violência (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Amsterdã. Recuperado de https://doi.org/10.11606/D.27.2024.tde-21012025-180200 -
NLM
Calsone CB. MON CORPS, MON CORPSE: ensaios sobre fantasmas, medo e coragem, risco e morte, práticas performativas e violência [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 01 ] Available from: https://doi.org/10.11606/D.27.2024.tde-21012025-180200 -
Vancouver
Calsone CB. MON CORPS, MON CORPSE: ensaios sobre fantasmas, medo e coragem, risco e morte, práticas performativas e violência [Internet]. 2024 ;[citado 2026 mar. 01 ] Available from: https://doi.org/10.11606/D.27.2024.tde-21012025-180200
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.27.2024.tde-21012025-180200 (Fonte: oaDOI API)
How to cite
A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas
