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Como ser migrante ou refugiado impacta as chances de ser vacinado contra a Covid-19 no Brasil: uma análise quantitativa e qualitativa (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: RIBEIRO, THAIS TOZZINI - IRI
  • Unidade: IRI
  • DOI: 10.11606/D.101.2024.tde-15012025-125636
  • Subjects: MIGRANTES; REFUGIADOS; ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE; VACINAÇÃO; COVID-19; BRASIL
  • Keywords: Accessibility to Health Services; Acessibilidade aos Serviços de Saúde; Brasil; Brazil; Covid-19 Vaccination; Migrants; Sistema Único de Saúde; Unified Health System; Vacinação contra Covid-19
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução - Destaca a importância da acessibilidade nas políticas públicas a migrantes e refugiados, para compreender o nível de implementação de Direitos Humanos. O direito à saúde é importante porque impacta na integração dos migrantes ao país de destino e a vacinação contra a Covid-19 é um bom caso prático, já que foi prescrita e aderida por quase toda população adulta. Objetivo Considerando que a legislação brasileira e os tratados internacionais que o Brasil é signatário conferem tratamento igualitário a brasileiros e migrantes em termos de direito à saúde, busca-se compreender se há diferença na acessibilidade do Sistema Único de Saúde brasileiro entre brasileiros e migrantes/refugiados e se somente o fato de ser migrante impactou nas chances da pessoa ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil. Métodos Foi feita uma revisão de literatura enfocando o direito à saúde e a acessibilidade como um elemento importante deste direito. Em seguida, como parte quantitativa, foi desenvolvido um modelo de regressão linear múltipla, com 54 observações (sendo uma relacionada aos brasileiros e outra aos migrantes em cada Unidade Federativa) e variável dependente Proporção de indivíduos vacinados contra a Covid-19 com 1ª dose ou dose única em dados acumulados, em diferentes períodos do ano de 2021. As variáveis independentes foram escolhidas conforme conceito de acessibilidade e barreiras que impactam o acesso à vacinação dos migrantes, definidas conforme revisão da literatura. Aacessibilidade foi medida a partir de dimensões geográfica, organizacional, sócio-cultural e econômica e as barreiras em termos linguísticos, informacionais, de comunicação, de idioma, legais/status migratório, documentais e comprobatórias, discriminação/xenofobia e medo de detenção e expulsão. O modelo também tem dummies para identificar as observações de migrantes e das regiões do Brasil. Finalizando, houve uma análise qualitativa, com a realização de sete entrevistas com representantes de organizações da sociedade civil, visando complementar, validar e questionar os resultados obtidos quantitativamente. Resultados Estatisticamente, os migrantes tiveram em torno de 20 pontos percentuais a menos de chance de estarem vacinados que os brasileiros, principalmente entre junho e agosto de 2021. Nenhum entrevistado discordou desses resultados. As dimensões geográfica e organizacional foram insignificantes, sendo que três dos entrevistados discordaram do primeiro resultado. A dimensão sociocultural foi parcialmente significante, com a variável de educação permanente nas UBS significante, mas a proporção de indivíduos matriculados no Ensino Superior não. À exceção de uma entrevista sobre a primeira, houve concordância sobre esses resultados. As dimensões econômica e informacional foram significantes e sem questionamentos pelos entrevistados, enquanto a dimensão documental foi significante, mas com sinal negativo, o que gerou estranheza em três entrevistados. Conclusões Osresultados quantitativos e qualitativos corroboram que houve uma diferença em termos de chance de estar vacinados contra Covid-19 entre migrantes e brasileiros, tanto pela significância estatística das variáveis migrante e relacionadas a condição migrante no modelo, como pelos depoimentos coletados nas entrevistas. Destaca-se, portanto, a necessidade de reforço em políticas públicas que enderecem as barreiras para os migrantes e refugiados aqui debatidas, como também a maior disponibilização de dados que permitam aprofundar estudos sobre a realidade dessas populações
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 15.10.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.101.2024.tde-15012025-125636 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      RIBEIRO, Thais Tozzini. Como ser migrante ou refugiado impacta as chances de ser vacinado contra a Covid-19 no Brasil: uma análise quantitativa e qualitativa. 2024. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/101/101131/tde-15012025-125636/. Acesso em: 09 fev. 2026.
    • APA

      Ribeiro, T. T. (2024). Como ser migrante ou refugiado impacta as chances de ser vacinado contra a Covid-19 no Brasil: uma análise quantitativa e qualitativa (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/101/101131/tde-15012025-125636/
    • NLM

      Ribeiro TT. Como ser migrante ou refugiado impacta as chances de ser vacinado contra a Covid-19 no Brasil: uma análise quantitativa e qualitativa [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/101/101131/tde-15012025-125636/
    • Vancouver

      Ribeiro TT. Como ser migrante ou refugiado impacta as chances de ser vacinado contra a Covid-19 no Brasil: uma análise quantitativa e qualitativa [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/101/101131/tde-15012025-125636/

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