Ecologia de mosquitos em áreas verdes urbanas: fauna, distribuição espacial, sazonal e implicações epidemiológicas (2024)
- Authors:
- Autor USP: SILVA, MARTA RIBEIRO HEINISCH E - FSP
- Unidade: FSP
- Sigla do Departamento: HSP
- DOI: 10.11606/T.6.2024.tde-22012025-154540
- Subjects: DENGUE; AEDES; ESPAÇOS VERDES; CLIMA; ESPAÇO URBANO
- Keywords: Áreas Verdes; Varredura Espacial
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Introdução: Parques urbanos servem como áreas modelo para investigar os efeitos das mudanças ambientais e climáticas sobre as assembleias de mosquitos urbanos. Objetivo: Investigar a fauna de mosquitos em parques urbanos da cidade de São Paulo, Brasil, comparando a diversidade e composição das assembleias, relacionando fatores climáticos e paisagísticos com as abundâncias e distribuição das espécies, bem como detectar a presença de Orthoflavivirus e Alphavirus e avaliar espacial e temporalmente os casos de dengue autóctone em residentes dos distritos administrativos adjacentes aos parques. Metodologia: As aspirações entomológicas e coleta de ovos de Aedes foram realizadas entre outubro de 2018 e janeiro de 2020, durante 3 semanas consecutivas de cada estação, nos parques Chico Mendes, Lajeado e Piqueri. Simultaneamente, foi realizada investigação virológica nas fêmeas adultas aspiradas, e a identificação de aglomerados espaço-temporais de casos de dengue autóctone ocorrendo em residentes dos distritos mais próximos aos parques foi feita, utilizando setores censitários como unidades de análise. Resultados: Foram aspirados 2.388 mosquitos: 1.084 fêmeas e 1.304 machos, com Culex (Cux.) quinquefasciatus (n=1.182), Culex (Cux.) nigripalpus (n=248), Ae. (Stg.) aegypti (n=244) e Culex (Cux.) chidesteri (n=186) sendo as espécies mais abundantes.As estimativas de riqueza e diversidade das assembleias de mosquitos foram semelhantes, e apenas a abundância de Ae. aegypti no Chico Mendes foi correlacionada com as temperaturas. Não houve correlação com a precipitação, e a investigação virológica não detectou a presença de Orthoflavivirus ou Alphavirus. Dos 57.580 ovos coletados, 23.679 foram coletados no Chico Mendes, 17.521 no Lajeado e 16.380 no Piqueri, com 10.228 sendo Ae. aegypti e 23.764 Ae. albopictus. As associações com variáveis climáticas foram mais pronunciadas no nível da assembleia de aedíneos do que no nível populacional intraespecífico dos parques. Aedes aegypti predominou em áreas periféricas e de transição com maior atividade humana, especialmente durante as estações chuvosas e quentes. Ae. albopictus prosperou em áreas internas com maior cobertura vegetal, principalmente durante as estações secas e amenas. O período de maior risco para dengue foi de fevereiro a maio, entre as estações quente e chuvosa do verão e outono. Aglomerados mais significativos de alto risco relativo foram identificados em setores censitários adjacentes aos parques Chico Mendes e Lajeado do que próximo ao Piqueri. Embora a tendência temporal seja decrescente, foram identificados aglomerados com tendências internas crescentes. Conclusão: Parques urbanos abrigam uma fauna variada de mosquitos e vetores, e outras espécies com potencial para transmissão que podem atuar no derramamento de arbovírus mais silvestres para áreas urbanas.Fatores climáticos influenciam a distribuição espacial das assembleias de aedíneos, especialmente para Ae. aegypti. Para Ae. albopictus, o nível de cobertura vegetal exerce maior influência. A varredura espacial é uma técnica eficiente que pode auxiliar na direção de estratégias de vigilância epidemiológica em escala local. As descobertas apresentadas contribuem para o entendimento das interações entre fatores ecológicos e mosquitos em ambientes urbanos, auxiliando em intervenções mais eficazes na vigilância epidemiológica de arboviroses nas cidades, destacando a importância de estratégias de controle e vigilância em parques urbanos
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- Data da defesa: 04.10.2024
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- Cor do Acesso Aberto: gold
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ABNT
SILVA, Marta Ribeiro Heinisch e. Ecologia de mosquitos em áreas verdes urbanas: fauna, distribuição espacial, sazonal e implicações epidemiológicas. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-22012025-154540/. Acesso em: 08 jan. 2026. -
APA
Silva, M. R. H. e. (2024). Ecologia de mosquitos em áreas verdes urbanas: fauna, distribuição espacial, sazonal e implicações epidemiológicas (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-22012025-154540/ -
NLM
Silva MRH e. Ecologia de mosquitos em áreas verdes urbanas: fauna, distribuição espacial, sazonal e implicações epidemiológicas [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 08 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-22012025-154540/ -
Vancouver
Silva MRH e. Ecologia de mosquitos em áreas verdes urbanas: fauna, distribuição espacial, sazonal e implicações epidemiológicas [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 08 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-22012025-154540/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.6.2024.tde-22012025-154540 (Fonte: oaDOI API)
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