Análise dos fatores de risco predisponentes para formação de fissuras labiopalatinas em população amazônica: estudo caso-controle (2024)
- Authors:
- Autor USP: ROCHA, CYNTHIA SOUZA MARTINS - FM
- Unidade: FM
- DOI: 10.11606/T.5.2024.tde-19112024-170730
- Subjects: AVALIAÇÃO NUTRICIONAL; EXPOSIÇÃO MATERNA; FATORES DE RISCO; LÁBIO FISSURADO; FISSURA PALATINA; MICRONUTRIENTES
- Keywords: Cleft lip; Cleft palate; Maternal exposure; Micronutrients; Nutrition assessment; Risk factors
- Language: Português
- Abstract: As fissuras orofaciais (FO) são as malformações congênitas mais comuns envolvendo esqueleto craniofacial, causadas pela falha na fusão de tecidos durante a embriogênese. As fissuras labiais (FL) e labiopalatinas (FLP) costumam ser caracterizadas distintamente das fissuras palatais (FP), pois os dois grupos apresentam epidemiologia, embriologia e etiologia distintas. As formas não sindrômicas apresentam origem multifatorial, em que a predisposição genética, associada a fatores ambientais, pode contribuir na formação das FO. Busca-se analisar as condições nutricionais, sociais e ambientais como fatores preditivos na formação das FLP não sindrômicas em população amazônica do estado do Pará. Entre janeiro de 2020 e março de 2022, foram entrevistadas 152 mães, com até três meses de paridas, sendo 51 mães de crianças portadoras de FLP (grupo-estudo), e 101 mães, recém-paridas, com filhos não portadores de FO, para serem analisadas comparativamente (grupo-controle). Foi realizada uma avaliação nutricional materna do período perigestacional, por meio de questionário de frequência alimentar (QFA), analisando a influência de macro e micronutrientes na possível predisposição ou proteção para FLP. Fatores de risco ou protetivos, como questões sociais e condições maternas, no período perigestacional, implicados na formação das FO foram analisados mediante questionário geral. Na análise nutricional, houve, pelo grupo-estudo, maior consumo percentual de lipídio (p=0,001), além de menorconsumo de carboidrato, após ajuste logístico univariado. Entre os participantes sem histórico familiar de FO, o grupo-estudo apresentou maior consumo percentual de lipídios (p=0,002) e menor de legumes/verduras (p=0,037). O consumo materno de micronutrientes, nos participantes com histórico familiar positivo, foi menor, pelo grupo-estudo, nas variáveis: vitamina B2 (p=0,03), vitamina B5 (p=0,036), vitamina E (p=0,03) e folato (0,022). No grupo-estudo, as crianças tinham mais familiares com histórico de FO (p=0,001), e a maioria dos pais desse grupo tinha uma faixa etária maior ou igual a 30 anos (p=0,042). As mães do grupo-controle apresentaram mais comorbidades (p=0,012) e mais complicação durante a gestação (p=0,003). Houve predomínio quanto ao local de residências das famílias na zona urbana, com parcela mais expressiva do grupo-controle (p=0,019). O grupo-estudo apresentou maiores distâncias percorridas entre a residência e o hospital (p<0,001). Não houve diferença quanto à presença de fatores de risco ou protetivos, como condições maternas no período perigestacional. Conclui-se, com este estudo, que houve maior chance de as crianças estarem no grupo-estudo (portadoras de FLP não sindrômica), nas mães que apresentaram uma dieta com maior consumo percentual de lipídio e menor de carboidrato (provável fator de confusão). Quando levado em consideração o histórico familiar de FO positivo, as mães que tiveram menor consumo de folato tiveram mais chance de estar nogrupo-estudo. Houve também diferença significativa entre os grupos quanto à presença de familiares com histórico de FO e idade dos pais, de 30 anos ou mais e entre 25 e 29 anos, aumentando o risco de FLP não sindrômica. Por outro lado, idade dos pais menor ou igual a 24 anos e moradia na zona urbana reduziram esse risco
- Imprenta:
- Data da defesa: 28.08.2024
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
- Acessar versão aberta:
-
ABNT
ROCHA, Cynthia Souza Martins. Análise dos fatores de risco predisponentes para formação de fissuras labiopalatinas em população amazônica: estudo caso-controle. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-19112024-170730/. Acesso em: 10 abr. 2026. -
APA
Rocha, C. S. M. (2024). Análise dos fatores de risco predisponentes para formação de fissuras labiopalatinas em população amazônica: estudo caso-controle (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-19112024-170730/ -
NLM
Rocha CSM. Análise dos fatores de risco predisponentes para formação de fissuras labiopalatinas em população amazônica: estudo caso-controle [Internet]. 2024 ;[citado 2026 abr. 10 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-19112024-170730/ -
Vancouver
Rocha CSM. Análise dos fatores de risco predisponentes para formação de fissuras labiopalatinas em população amazônica: estudo caso-controle [Internet]. 2024 ;[citado 2026 abr. 10 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-19112024-170730/
Informações sobre a disponibilidade de versões do artigo em acesso aberto coletadas automaticamente via oaDOI API (Unpaywall).
Por se tratar de integração com serviço externo, podem existir diferentes versões do trabalho (como preprints ou postprints), que podem diferir da versão publicada.
How to cite
A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas
