Em 2024, segurança pública é prioridade para os direitos humanos no Brasil: ameaça do crime organizado coloca em risco o funcionamento regular dos órgãos do Estado brasileiro e pode inviabilizar não só a segurança pessoal, mas as ações públicas voltadas à garantia e promoção dos direitos humanos. [Entrevista a Simone Lemos] (2024)
- Autor:
- Autor USP: DALLARI, PEDRO BOHOMOLETZ DE ABREU - IRI
- Unidade: IRI
- Subjects: DIREITOS HUMANOS; CRIME ORGANIZADO; AMEAÇA
- Language: Português
- Abstract: Em sua primeira coluna do ano, Pedro Dallari especula sobre as perspectivas para os direitos humanos no Brasil em 2024. Na opinião dele, teremos em 2024 um quadro bastante preocupante para a preservação e promoção dos direitos humanos da população brasileira. “Além de sofrer os reflexos das crises que atingem atualmente o mundo – com destaque para o agravamento do aquecimento global e as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio –, o Brasil sofre as consequências de uma realidade econômica e social profundamente injusta, com forte concentração da renda e muita desigualdade social. Esse cenário geral prejudica enormemente a possibilidade de afirmação dos direitos humanos. Nesse contexto preocupante, merece atenção o crescimento exponencial da presença do crime organizado no Brasil, uma situação que reproduz fenômeno que também ocorre na América Latina e em outras regiões do planeta. Associado principalmente ao tráfico de drogas ilícitas, o crime organizado vai se fazendo presente em outros campos de atuação, até mesmo pela aquisição do controle efetivo e ilegal de setores da administração pública e de áreas do território brasileiro, de modo a facilitar a realização de atividades criminosas. É o caso, por exemplo, dos cartéis para corrupção da administração pública, das milícias em bairros de muitas cidades brasileiras ou dos garimpos clandestinos na floresta amazônica. A célebre Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. No entanto, o crescimento do crime organizado ameaça não só a segurança das pessoas, mas, ao comprometer o funcionamento regular dos órgãos públicos, pode prejudicar gravemente a prestação dos serviços de saúde, educação e transporte, direitos também previstos na Declaração. Em síntese, como a promoção dos direitoshumanos depende do bom desempenho dos órgãos públicos, deve ser dada prioridade ao combate ao crime organizado e a uma situação que ameaça o próprio funcionamento do Estado. A Universidade tem a capacidade e o dever de contribuir no apoio à formulação e à gestão de políticas públicas que aprimorem em nosso país as atividades de segurança pública e de combate ao crime organizado, permitindo que a população possa ter uma vida mais tranquila. A USP vem dando sua contribuição por meio do aumento das atividades de pesquisa nessa área. Ao tradicional Núcleo de Estudos da Violência, o NEV, se somou, mais recentemente, a Esem, Escola de Segurança Multidimensional, iniciativas que podem ser melhor conhecidas por meio da consulta a seus sites na internet: https://nev.prp.usp.br/ https://esem.org.br/pt/. O engajamento da Universidade nessa matéria é importante para que se tenha políticas e órgãos de segurança pública mais eficazes e eficientes, atuando nos marcos constitucionais e legais e que criem condições para um quadro institucional e social de respeito pleno aos direitos humanos.
- Imprenta:
- Publisher: Rádio USP (93,7 MHz)
- Publisher place: São Paulo, SP
- Date published: 2024
- Source:
- Título: Globalização e Cidadania
- ISSN: 2525-6009
- Volume/Número/Paginação/Ano: 07 fev. 2024
-
ABNT
DALLARI, Pedro Bohomoletz de Abreu. Em 2024, segurança pública é prioridade para os direitos humanos no Brasil: ameaça do crime organizado coloca em risco o funcionamento regular dos órgãos do Estado brasileiro e pode inviabilizar não só a segurança pessoal, mas as ações públicas voltadas à garantia e promoção dos direitos humanos. [Entrevista a Simone Lemos]. Globalização e Cidadania. São Paulo, SP: Rádio USP (93,7 MHz). Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/em-2024-seguranca-publica-e-prioridade-para-os-direitos-humanos-no-brasil/. Acesso em: 17 fev. 2026. , 2024 -
APA
Dallari, P. B. de A. (2024). Em 2024, segurança pública é prioridade para os direitos humanos no Brasil: ameaça do crime organizado coloca em risco o funcionamento regular dos órgãos do Estado brasileiro e pode inviabilizar não só a segurança pessoal, mas as ações públicas voltadas à garantia e promoção dos direitos humanos. [Entrevista a Simone Lemos]. Globalização e Cidadania. São Paulo, SP: Rádio USP (93,7 MHz). Recuperado de https://jornal.usp.br/radio-usp/em-2024-seguranca-publica-e-prioridade-para-os-direitos-humanos-no-brasil/ -
NLM
Dallari PB de A. Em 2024, segurança pública é prioridade para os direitos humanos no Brasil: ameaça do crime organizado coloca em risco o funcionamento regular dos órgãos do Estado brasileiro e pode inviabilizar não só a segurança pessoal, mas as ações públicas voltadas à garantia e promoção dos direitos humanos. [Entrevista a Simone Lemos] [Internet]. Globalização e Cidadania. 2024 ;07 fe 2024[citado 2026 fev. 17 ] Available from: https://jornal.usp.br/radio-usp/em-2024-seguranca-publica-e-prioridade-para-os-direitos-humanos-no-brasil/ -
Vancouver
Dallari PB de A. Em 2024, segurança pública é prioridade para os direitos humanos no Brasil: ameaça do crime organizado coloca em risco o funcionamento regular dos órgãos do Estado brasileiro e pode inviabilizar não só a segurança pessoal, mas as ações públicas voltadas à garantia e promoção dos direitos humanos. [Entrevista a Simone Lemos] [Internet]. Globalização e Cidadania. 2024 ;07 fe 2024[citado 2026 fev. 17 ] Available from: https://jornal.usp.br/radio-usp/em-2024-seguranca-publica-e-prioridade-para-os-direitos-humanos-no-brasil/ - Prioridade deve ser a proteção dos venezuelanos: em sua coluna desta semana, o professor Pedro Dallari fala da situação da Venezuela sob o ponto de vista do drama humanitário. [Entrevista a Adriana Cruz]
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