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Caracterização ex vivo e in vivo da enzima β-glicosilceramidase lisossomal recombinante e clonagem celular da linhagem humana com produção permanente dessa molécula (2018)

  • Authors:
  • Autor USP: DINIZ, GABRIELLA MACEDO MASCARENHAS - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RGE
  • DOI: 10.11606/D.17.2018.tde-17072024-095627
  • Subjects: LINHAGEM CELULAR; LISOSSOMOS; MUTAÇÃO GENÉTICA; GENÉTICA; DOENÇAS GENÉTICAS; ENZIMAS
  • Keywords: Camundongo condicional para doença de Gaucher (Mx1/Cre/LoxP); Cre-Lox conditional GBA mutation mouse; Doença de Gaucher; Esfingolipidose; Gaucher disease; Glicosilceramidase recombinante; Human cell line; Linhagem celular humana; Recombinant glucosylceramidase; Sphingolipidosis
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: A doença de Gaucher (DG) é a doença mais comum dentre as disfunções de armazenamento lisossomal, sendo decorrente de mutações no gene que codifica a enzima β-glicosilceramidase (GBA). A terapia de reposição enzimática com GBA recombinante é a principal forma de tratamento para pacientes com DG, mas ainda é um medicamento de alto custo. Resultados recentes em nosso grupo de pesquisa mostraram, por meio da produção transiente, que a molécula mutGBA está relacionada com elevada atividade biológica e, assim, foi gerada a linhagem celular humana L16_293-FT-P2-mutGBA com produção permanente dessa enzima. Neste trabalho, o objetivo foi continuar a caracterização dessa molécula por meio de ensaios ex vivo e in vivo e realizar a clonagem dessa linhagem celular. A primeira etapa foi realizar o escalonamento da produção da enzima recombinante mutGBA pela linhagem L16_293-FT-P2-mutGBA. Assim, após o cultivo em larga escala foi possível obter 9677 U GBA no sobrenadante da cultura celular, um aumento de 217 x em relação ao cultivo em pequena escala. Na segunda etapa, a molécula mutGBA foi caracterizada por meio de ensaios ex vivo e in vivo em modelo de camundongo condicional para DG e fibroblastos de pacientes. OS fibroblastos de indivíduos saudáveis e indivíduos com DG foram caracterizados quanto o nível das três enzimas GBA (GBA lisossomal, GBA2 e GBA3). Com o uso de inibidores específicos (CBE e NB-DNJ) foi possível demonstrar que fibroblasto de indivíduo saudável produz cerca de 70,9 (+ 3,1) U GBA/mg de proteína e que 30% da atividade enzimática avaliada pelo ensaio fluorimétrico com o substrato sintético 4-MU são relativas as outras enzimas GBAs não lisossomais, sendo desses 70% GBA2 e 30% GBA3. Fibroblastos de pacientes com DG produzem cerca de 6,9 (+ 1,5) U GBA/mg de proteína e a relação para o nível das 3 enzimas GBAs foi a mesma relatada para indivíduossaudáveis. Em seguida, ensaios de uptake da enzima mutGBA e da enzima recombinante comercial (VPRIV) mostraram que as mesmas não são absorvidas por fibroblasto até 6 h de incubação. Análises ex vivo da atividade da enzima GBA em macrófagos em 6 tempos após a infusão de 19 U de mutGBA mostraram que a mesma é biologicamente ativa em macrófagos com pico mais elevado da atividade biológica no tempo de 1:30 h (46,5 U GBA/mg proteína) ou 30 min. (4 U GBA/mg proteína) em macrófago derivado de camundongo controle e camundongo com DG, respectivamente. Ensaios preliminares in vivo também foram investigados. A análise da atividade biológica da enzima GBA em baço, fígado e leucócitos após 1 hora da infusão de 19 U da enzima mutGBA permitiu mostrar um aumento de 1,4x, 1,5x e 1,8x, respectivamente, o que sugere a internalização da enzima mutGBA nesses tecidos. Por fim, foi possível realizar a clonagem celular e identificação de dois clones com maior produção de GBA em relação a população mista (p<0,05). O clone 5, com maior produção de mutGBA no sobrenadante, cerca de 301,4 (+ 4,35) U GBA/mL ou 207 (+ 3,23) U GBA /106 células e o clone 13, com maior produção de mutGBA intracelular, cerca de 622 (+ 4,35) U GBA/mg de proteína ou 325,5 (+ 3,23) U GBA/106 células Em conclusão, os dados apresentados mostram que a linhagem L16_293-FT-P2-mutGBA apresenta elevados níveis de produção de β-glicosilceramidase recombinante, é capaz de ser internalizada por macrófagos e biologicamente ativa in vivo, sendo assim, uma linhagem de produção promissora para uso na TRE
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.06.2018
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.17.2018.tde-17072024-095627 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      DINIZ, Gabriella Macedo Mascarenhas. Caracterização ex vivo e in vivo da enzima β-glicosilceramidase lisossomal recombinante e clonagem celular da linhagem humana com produção permanente dessa molécula. 2018. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2018. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-17072024-095627/. Acesso em: 09 jan. 2026.
    • APA

      Diniz, G. M. M. (2018). Caracterização ex vivo e in vivo da enzima β-glicosilceramidase lisossomal recombinante e clonagem celular da linhagem humana com produção permanente dessa molécula (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-17072024-095627/
    • NLM

      Diniz GMM. Caracterização ex vivo e in vivo da enzima β-glicosilceramidase lisossomal recombinante e clonagem celular da linhagem humana com produção permanente dessa molécula [Internet]. 2018 ;[citado 2026 jan. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-17072024-095627/
    • Vancouver

      Diniz GMM. Caracterização ex vivo e in vivo da enzima β-glicosilceramidase lisossomal recombinante e clonagem celular da linhagem humana com produção permanente dessa molécula [Internet]. 2018 ;[citado 2026 jan. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-17072024-095627/

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