Atendimento ambulatorial no cárcere: o papel da medicina de família (2023)
- Authors:
- USP affiliated authors: RIBEIRO, LUCIANA CISOTO - FMRP ; FERREIRA, JANISE BRAGA BARROS - FMRP ; SANTOS, LUCIANE LOURES DOS - FMRP
- Unidade: FMRP
- DOI: 10.5712/rbmfc18(45)3862
- Subjects: PRISÕES; ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL; ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
- Keywords: Prisons; Ambulatory care; Primary health care; Brazil
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: No Brasil, as pessoas privadas de liberdade estão submetidas a condições inapropriadas de encarceramento, com dificuldades de acesso aos serviços de saúde, ainda que este direito seja reiterado por políticas nacionais e internacionais. Este artigo teve como objetivo apresentar o atendimento de pessoas privadas de liberdade por crimes gerais no período de julho a dezembro de 2019. Estudo observacional, transversal, quantitativo, tipo inquérito de uma amostra aleatória e representativa de uma penitenciária masculina, com aplicação de um questionário sobre as condições de saúde cujos diagnósticos foram categorizados pela Classificação Internacional de Atenção Primária e suas associações analisadas pelo teste de qui-quadrado e análise de variância. A maioria dos 200 participantes tinha entre 30 e 49 anos (73%), era de pardos ou pretos, solteiros, com baixa escolaridade, encarcerados em uma unidade superlotada (227%), tabagistas (49%) e sedentários (75%). O atendimento foi o primeiro para 40% dos presos, 74,5% deles possuíam até dois problemas de saúde, sendo os principais relacionados a problemas endócrinos e metabólicos, como obesidade, dislipidemia e hipertensão arterial. A eutrofia foi o diagnóstico mais encontrado e 65% avaliaram sua saúde como boa ou muito boa. Houve associação entre o número de diagnósticos entre aqueles com maior idade (p<0,01) e a prescrição de medicamentos (p<0,01). O sedentarismo foi mais significante entre os tabagistas com razão de prevalência de 1,65 (intervalo de confiança — IC95% 1,12–2,43). Foram realizadas cerca de duas orientações para cada atendimento, predominando aquela sobre alimentação e prática de atividade física. Foram prescritos medicamentos para metade dos presos atendidos (52,5%) e transferência para atendimento em outros serviços em 5% deles. O estudo revelou a presença de fatores de risco para doençascrônicas não transmissíveis e que o atendimento clínico na unidade prisional por médicos de família e comunidade é exequível e resolutivo, reduzindo atendimentos extramuros, diminuindo custos e aumentando a segurança de trabalhadores e usuáriosEn Brasil, las personas privadas de libertad están sujetas a condiciones de encarcelamiento inadecuadas, con dificultades para acceder a los servicios de salud, aunque este derecho sea reiterado por políticas nacionales e internacionales. Este artículo tuvo como objetivo presentar la atención a la salud de personas privadas de libertad por delitos generales en el período de julio a diciembre de 2019. Estudio observacional, transversal, cuantitativo, tipo encuesta, de una muestra aleatoria y representativa de un centro penitenciario masculino, con aplicación de un cuestionario sobre condiciones de salud, cuyos diagnósticos fueron categorizados por la Clasificación Internacional de Atención Primaria y sus asociaciones analizadas por la prueba de chi-cuadrado y análisis de varianza. La mayoría de los 200 participantes tenían entre 30 y 49 años (73%), morenos o negros, solteros, con baja escolaridad, recluidos en una unidad de hacinamiento (227%), fumadores (49%) y sedentarios (75%). Representó la primera consulta para el 40% de los usuarios, el 74,5% presentaba hasta dos problemas de salud, siendo los principales relacionados con problemas endocrinos y metabólicos, como obesidad, dislipidemia e hipertensión arterial. La eutrofia fue el diagnóstico más común y el 65% calificó su salud como buena o muy buena. Hubo asociación entre el número de diagnósticos entre los de mayor edad (p<0,01) y la prescripción de medicamentos (p<0,01). El sedentarismo fue más significativo entre los fumadores con una razón de prevalencia de 1,65 (IC95% 1,12–2,43). Se realizaron cerca de dos orientaciones por cada servicio, predominando la orientación sobre alimentación y actividad física. Se prescribieron medicamentos a la mitad de los internos atendidos (52,5%) y traslado a otros servicios al 5% de los atendidos. El estudio reveló la presencia de factores de riesgo de enfermedades crónicano transmisibles y que la atención clínica en la unidad penitenciaria por médicos de familia es factible y resolutiva, reduciendo las visitas extramuros, reduciendo costos y aumentando la seguridad de los trabajadores y usuarios
- Imprenta:
- Publisher place: Rio de Janeiro
- Date published: 2023
- Source:
- Título: Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade
- ISSN: 2179-7994
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 18, n. 45, art. 3862, 2023
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
- Acessar versão aberta:
-
ABNT
VOLPE, Angelica Campos Cintra et al. Atendimento ambulatorial no cárcere: o papel da medicina de família. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 18, n. 45, 2023Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.5712/rbmfc18(45)3862. Acesso em: 30 mar. 2026. -
APA
Volpe, A. C. C., Serra, R. M., Ribeiro, L. C., Ferreira, J. B. B., & Santos, L. L. dos. (2023). Atendimento ambulatorial no cárcere: o papel da medicina de família. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, 18( 45). doi:10.5712/rbmfc18(45)3862 -
NLM
Volpe ACC, Serra RM, Ribeiro LC, Ferreira JBB, Santos LL dos. Atendimento ambulatorial no cárcere: o papel da medicina de família [Internet]. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. 2023 ; 18( 45):[citado 2026 mar. 30 ] Available from: https://doi.org/10.5712/rbmfc18(45)3862 -
Vancouver
Volpe ACC, Serra RM, Ribeiro LC, Ferreira JBB, Santos LL dos. Atendimento ambulatorial no cárcere: o papel da medicina de família [Internet]. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. 2023 ; 18( 45):[citado 2026 mar. 30 ] Available from: https://doi.org/10.5712/rbmfc18(45)3862 - Diagnóstico de saúde de um Município Paulista de pequeno porte: dados preliminares
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