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A norma de gênero olímpica: mulheres legítimas e o tensionamento da bicategorização por atletas trans e intersexo (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: FRANCISCO, WALESKA VIGO - EEFE
  • Unidade: EEFE
  • DOI: 10.11606/T.39.2024.tde-14062024-151305
  • Subjects: JOGOS OLÍMPICOS; MULHER NO ESPORTE; ESPORTES
  • Keywords: Decolonial feminism; Esporte Olímpico; Feminismo decolonial; Gender; Gênero; Intersex; Intersexual; Mulheres; Olympic Sport; Transgender; Transgênero; Women
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: Atletas trans e atletas com variação intersexual têm encontrado inúmeros obstáculos para se inserir no esporte olímpico. Esta é uma situação que pode ser vista tanto na categoria masculina quanto na feminina, mas, nos últimos anos, os debates sobre a elegibilidade dessas/es atletas ficaram mais intensos e visíveis na categoria feminina. Na maior parte do tempo, as discussões tentam responder a duas perguntas: primeira, tais atletas podem ou não participar das competições olímpicas na categoria feminina, e por quê? Segunda, em caso de resposta positiva à inclusão, o que é preciso fazer para adequar o rendimento destas atletas ao que é percebido na categoria feminina? Nesta pesquisa, no entanto, trabalha-se com outra perspectiva. Aqui é feito um resgate sócio-histórico que objetiva compreender por que alguns corpos foram considerados legítimos para a categoria feminina, enquanto outros não. Ao contrário do que se pode pensar, este desafio está colocado para a gestão olímpica desde a década de 1930. Suspeitando que homens estivessem invadindo a categoria feminina, dirigentes do Comitê Olímpico Internacional e das Federações Internacionais, deram início às primeiras discussões sobre quais medidas protetivas deveriam ser tomadas. (Continua)(Continuação) A partir disso, começou-se a criar uma política do corpo verdadeiro (somente para a categoria feminina), que pode ser conferida até os dias de hoje. Baseando-se em noções culturais de gênero e, em tensões geopolíticas, as equipes envolvidas no projeto de criação das mulheres legítimas para o esporte olímpico, conseguiram validar e implementar diferenciados protocolos de verificação de gênero que acabaram prejudicando também as mulheres cisgêneras. Buscando compreender como este processo se desenvolveu, duas metodologias foram usadas neste trabalho: a genealogia de Michel Foucault, para investigar quais tensões sociais moldaram e/ou distorceram as normas de gênero dentro da categoria feminina, e também as narrativas biográficas de atletas olímpicas brasileiras que tiveram suas subjetividades atravessadas pelas práticas e regulamentações de controle. Como resultado das investigações, constatou-se que as autoridades esportivas, muitas vezes, se respaldam em argumentos de caráter coloniais eugenista da epistemologia binária criada na Europa durante o século XVIII. De modo sucinto, foi neste período histórico que se separou o corpo em modelos biológicos binários estáticos e distintos e, se iniciou uma organização social a partir do corpo. Com base nisso, o presente trabalho sugere que as gestões olímpicas e federativas, denominaram um padrão normativo de corpo para a categoria feminina que ao longo da história culminou com a aniquilação da variabilidade biológica
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 18.04.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.39.2024.tde-14062024-151305 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      FRANCISCO, Waleska Vigo. A norma de gênero olímpica: mulheres legítimas e o tensionamento da bicategorização por atletas trans e intersexo. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-14062024-151305/. Acesso em: 25 fev. 2026.
    • APA

      Francisco, W. V. (2024). A norma de gênero olímpica: mulheres legítimas e o tensionamento da bicategorização por atletas trans e intersexo (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-14062024-151305/
    • NLM

      Francisco WV. A norma de gênero olímpica: mulheres legítimas e o tensionamento da bicategorização por atletas trans e intersexo [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 25 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-14062024-151305/
    • Vancouver

      Francisco WV. A norma de gênero olímpica: mulheres legítimas e o tensionamento da bicategorização por atletas trans e intersexo [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 25 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-14062024-151305/

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