Outros espaços nas artes visuais (2021)
- Autor:
- Autor USP: FABBRINI, RICARDO NASCIMENTO - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- DOI: 10.22409/gragoata.v26i55.47755
- Subjects: ARTE CONTEMPORÂNEA; UTOPIA; DISTOPIA
- Language: Português
- Abstract: O artigo caracteriza, inicialmente, a concepção de temporalidade que vigorou no imaginário das vanguardas artística dos anos 1910 aos anos 1930: a ideia de um tempo linear, sucessivo, cumulativo, homogêneo e “vazio”, porque para ser conquistado. Foi esta concepção de tempo prospectivo, teleológico, no qual o télos é a Utopia, que orientou as vanguardas construtivas até a Segunda Guerra Mundial. Depois do Holocausto (ou das bombas de Hiroxima e Nagasaki), as ideias de progresso, ou de aperfeiçoamento, próprias dessa concepção prospectiva do tempo, ruíram. O futuro deixou de ser considerado o reino da esperança, da projeção do desejo, para tornar-se sombrio ou ameaçador. Desde então, vigora no imaginário artístico-cultural a noção de distopia, ou utopia negativa, entendida como a figuração de uma sociedade opressiva projetada no futuro próximo ou distante, à qual se chegará se não forem alterados os rumos da história. É o que verificamos nas obras visuais do alemão Harun Farocki, do chinês Ai Weiwei e do espanhol Antoni Muntadas, realizadas nas três últimas décadas, nas quais a distopia é apresentada como sociedade de controle. Por fim, acentuamos que diversos críticos de arte vêm mobilizando desde os anos 1990 a noção de heterotopia de Michel Foucault para caracterizar o poder de negatividade de certa arte contemporânea. Recordamos que as heterotopias são, para o autor, “contraposicionamentos em lugares reais”, “lugares efetivos”; ou seja, “lugares” que, em aparente paradoxo, “estão fora de todos os lugares, embora sejam efetivamente localizáveis”, como ocorreria, a nosso ver, nas instalações de Rirkrit Tiravanija (ou, mais remotamente, em Lygia Clark, e Hélio Oiticica)
- Imprenta:
- Source:
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo é de acesso aberto
- URL de acesso aberto
- Cor do Acesso Aberto: gold
- Licença: cc-by-nc
-
ABNT
FABBRINI, Ricardo. Outros espaços nas artes visuais. Gragoatá, v. 26, n. 55, p. 462-489, 2021Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.22409/gragoata.v26i55.47755. Acesso em: 11 jan. 2026. -
APA
Fabbrini, R. (2021). Outros espaços nas artes visuais. Gragoatá, 26( 55), 462-489. doi:10.22409/gragoata.v26i55.47755 -
NLM
Fabbrini R. Outros espaços nas artes visuais [Internet]. Gragoatá. 2021 ;26( 55): 462-489.[citado 2026 jan. 11 ] Available from: https://doi.org/10.22409/gragoata.v26i55.47755 -
Vancouver
Fabbrini R. Outros espaços nas artes visuais [Internet]. Gragoatá. 2021 ;26( 55): 462-489.[citado 2026 jan. 11 ] Available from: https://doi.org/10.22409/gragoata.v26i55.47755 - Marcuse e a modernidade artística. [Prefácio]
- O juízo estético moderno e os readymades
- A lógica dos museus espetaculares. [Prefácio]
- Muralha de pintura: Frenhofer e Bergotte
- A Amazônia de Antonio Saggese: as fotografias de Saggese não são registros da floresta amazônica que em regime encomiástico louvaria seu esplendor ou foto-jornalismo ecológico
- Estética e crítica da arte em Jean-François Lyotard
- Os novos museus e a estética na contemporaneidade
- Poética do gesto: Arte e Política em Lygia Clark
- O ensino de filosofia no segundo grau: uma língua da segurança
- Espaco de lygia clark
Informações sobre o DOI: 10.22409/gragoata.v26i55.47755 (Fonte: oaDOI API)
How to cite
A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas
