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Marcadores periféricos de metabolismo de membrana: caracterização de indivíduos com alto risco para psicose (2023)

  • Authors:
  • Autor USP: COSTA, ALANA CAROLINE - FM
  • Unidade: FM
  • DOI: 10.11606/T.5.2023.tde-14092023-143128
  • Subjects: BIOMARCADORES; ESPECTROMETRIA DE MASSAS; FOSFOLIPASES; MEMBRANA PLASMÁTICA; METABOLÔMICA; TRANSTORNOS PSICÓTICOS
  • Keywords: Biomarkers; Mass spectrometry; Metabolomics; Phospholipases; Plasmatic membrane; Psychosis
  • Language: Português
  • Abstract: Os transtornos psicóticos podem afetar até 3,5% da população geral e tendem a ser crônicos e incapacitantes. Mesmo antes de apresentar um quadro de psicose franca, indivíduos apresentam alterações comportamentais. Com base nisso, foram criados critérios para identificação de pacientes denominados de Ultra-high risk (UHR) para psicose. No entanto, as pesquisas demonstram que as taxas de conversão para psicose franca variam amplamente e um grande esforço tem sido realizado para tornar tais critérios mais específicos e acurados. Alterações no metabolismo de membrana e composição lipídica vêm sendo amplamente descritas em transtornos psicóticos e podem ser uma ferramenta importante para melhor caracterização desses indivíduos. As fosfolipases são responsáveis pela remodelação da membrana plasmática, um importante processo fisiológico para manutenção da fluidez e conformação dessa estrutura celular. Estudos com pacientes com esquizofrenia indicam aumento da atividade da fosfolipase A2 (PLA2), bem como reduções de fosfolípides de membrana, aumento de seus metabólitos e alteração na fluidez da membrana. A PLA2 é a principal enzima responsável pelo metabolismo dos fosfolípides de membrana e trata-se de uma imensa família de enzimas divididas em três subgrupos: iPLA2, cPLA2 e sPLA2. Além desta, a fosfolipase D (PLD) também está envolvida em processos biológicos de regulação da membrana plasmática. Nosso grupo de pesquisa já descreveu que a PLA2 e o nível de metabólitos plasmáticospodem discriminar algumas doenças neuropsiquiátricas entre si. Em 2018 sugerimos um painel de quatro metabólitos plasmáticos PC aa C26:0, PC aa C38:4, PC aa C34:3 e C16-OH - baseado no modelo de classificação e regressão, capaz de prever, entre indivíduos em primeiro surto psicótico, quais evoluiriam para esquizofrenia ou transtorno bipolar com acurácia de 87,1%. O principal objetivo do presente trabalho foi quantificar estes metabólitos em indivíduos UHR e verificar se o perfil é similar aos pacientes com esquizofrenia, uma vez que indivíduos UHR estariam em fase prodrômica de psicose, além de quantificar a atividade da PLA2 plaquetária e PLD leucocitária. Os metabólitos plasmáticos foram quantificados por espectrometria de massas, a atividade de PLA2 por ensaio radioenzimático e a atividade de PLD por ensaio de fluorescência. Observamos aumento da atividade de iPLA2, cPLA2 e PLD em indivíduos UHR vs controles saudáveis, todavia não observamos diferenças naqueles que não converteram. Esse achado negativo, apesar de ser em uma amostra pequena, não respalda a hipótese de que os metabólitos podem ser preditores da conversão da psicose. Os metabólitos plasmáticos seguiram o perfil estabelecido pelo modelo de regressão proposto em 2018, no entanto, quando avaliados individualmente, a quantificação absoluta não apresentou a mesma ordem de grandeza estabelecida previamente. Os resultados são promissores e estão em linha com a hipótese de que há um desequilíbrio no metabolismo ecomposição de membrana que antecede os sintomas clínicos e isto pode ser visualizado em matrizes biológicas periféricas. Espera-se que estes achados possam complementar o diagnóstico clínico, fornecendo biomarcadores objetivos e padronizados para melhor caracterizar indivíduos em alto risco para psicose
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.06.2023
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.5.2023.tde-14092023-143128 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      COSTA, Alana Caroline. Marcadores periféricos de metabolismo de membrana: caracterização de indivíduos com alto risco para psicose. 2023. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14092023-143128/. Acesso em: 01 jan. 2026.
    • APA

      Costa, A. C. (2023). Marcadores periféricos de metabolismo de membrana: caracterização de indivíduos com alto risco para psicose (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14092023-143128/
    • NLM

      Costa AC. Marcadores periféricos de metabolismo de membrana: caracterização de indivíduos com alto risco para psicose [Internet]. 2023 ;[citado 2026 jan. 01 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14092023-143128/
    • Vancouver

      Costa AC. Marcadores periféricos de metabolismo de membrana: caracterização de indivíduos com alto risco para psicose [Internet]. 2023 ;[citado 2026 jan. 01 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-14092023-143128/

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