Assistance to Victims of Sexual Violence in a Referral Service: a 10-Year Experience (2022)
- Authors:
- USP affiliated authors: BRAGA, GIORDANA CAMPOS - FMRP ; DUARTE, GERALDO - FMRP ; QUINTANA, SILVANA MARIA - FMRP
- Unidade: FMRP
- DOI: 10.1055/s-0041-1740474
- Subjects: CRIME SEXUAL; ESTUPRO; DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS; VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER; GRAVIDEZ NÃO PLANEJADA
- Keywords: Sex offenses; Rape; Sexually transmitted diseases; Violence against women; Pregnancy unwanted; Delitos sexuais; Gravidez não desejada
- Language: Inglês
- Abstract: Objetivo Avaliar a assistência prestada às mulheres vítimas de violência sexual e seu acompanhamento após o evento traumático, caracterizando o perfil sociodemográfico, antecedentes ginecológicos e circunstâncias do evento, além de relatar a aceitação e os efeitos colaterais da profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e a ocorrência de gravidez resultante da violência sexual. Métodos Estudo de coorte retrospectivo compreendendo o período entre 2007 e 2016. Foram incluídas todas as mulheres em acompanhamento médico e clínico após episódio de violência sexual. Foram excluídos registros de violência doméstica, vítimas do sexo masculino e crianças e adolescentes que relataram atividade sexual consensual. O estudo incluiu estatísticas descritivas, com frequências e percentuais. Resultados Foram revisados 867 prontuários e 444 casos de violência sexual foram incluídos. A faixa etária foi 10 a 77 anos; a maioria das vítimas se autodeclarou branca, com entre 4 e 8 anos de escolaridade, e negou ter um parceiro sexual fixo. A violência sexual ocorreu predominantemente à noite, em via pública, por um agressor desconhecido. A maioria foi atendida no serviço de referência em até 72 horas após a violência, possibilitando profilaxias preconizadas. Houve alta aceitação da terapia antirretroviral (TARV), embora metade das usuárias relatasse efeitos colaterais. A soroconversão para o vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla em inglês) ou para o vírus da hepatite B (HBV, na sigla em inglês) não foi detectada entre as vítimas. Conclusão Nesta coorte, o perfil das vítimas de violência sexual foi de mulheres brancas, de baixa escolaridade, e jovens. O evento traumático ocorreu predominantemente à noite, em via pública, por um agressor desconhecido. A assistência nas primeiras 72 horas após a violência sexual permite que oserviço de saúde realize intervenções profiláticas contra ISTs e gravidez indesejada
- Imprenta:
- Publisher place: Rio de Janeiro
- Date published: 2022
- Source:
- Título: Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia
- ISSN: 0100-7203
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 44, n. 1, p. 47-54, 2022
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
JESUS, Gabriel Ramalho de et al. Assistance to Victims of Sexual Violence in a Referral Service: a 10-Year Experience. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 44, n. 1, p. 47-54, 2022Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.1055/s-0041-1740474. Acesso em: 10 fev. 2026. -
APA
Jesus, G. R. de, Rodrigues, N. P., Braga, G. C., Abduch, R., Melli, P. P. dos S., Duarte, G., & Quintana, S. M. (2022). Assistance to Victims of Sexual Violence in a Referral Service: a 10-Year Experience. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 44( 1), 47-54. doi:10.1055/s-0041-1740474 -
NLM
Jesus GR de, Rodrigues NP, Braga GC, Abduch R, Melli PP dos S, Duarte G, Quintana SM. Assistance to Victims of Sexual Violence in a Referral Service: a 10-Year Experience [Internet]. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2022 ; 44( 1): 47-54.[citado 2026 fev. 10 ] Available from: https://doi.org/10.1055/s-0041-1740474 -
Vancouver
Jesus GR de, Rodrigues NP, Braga GC, Abduch R, Melli PP dos S, Duarte G, Quintana SM. Assistance to Victims of Sexual Violence in a Referral Service: a 10-Year Experience [Internet]. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2022 ; 44( 1): 47-54.[citado 2026 fev. 10 ] Available from: https://doi.org/10.1055/s-0041-1740474 - Grupo de trabalho de ginecologistas e obstetras para enfrentar a pandemia de COVID-19 no Brasil: experiência de sucesso a ser seguida
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Informações sobre o DOI: 10.1055/s-0041-1740474 (Fonte: oaDOI API)
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