Caspofungina no tratamento de infecção mista por Candida albicans e Staphylococcus aureus (2020)
- Authors:
- Autor USP: SCHEUNEMANN, GABY SOARES - ICB
- Unidade: ICB
- Sigla do Departamento: BMM
- DOI: 10.11606/D.42.2020.tde-13012022-173246
- Subjects: MICROBIOLOGIA; STAPHYLOCOCCUS; CANDIDA ALBICANS; RESISTÊNCIA MICROBIANA ÀS DROGAS; ANTIFÚNGICOS; INFECÇÕES BACTERIANAS E MICOSES; LEPIDOPTERA; GRANULOMA
- Keywords: Candida albicans; Candida albicans; Galleria mellonella; Galleria mellonella; Staphylococcus aureus; Staphylococcus aureus; Biofilm; Biofilme; Caspofungin; Caspofungina; Infecção polimicrobiana; Polymicrobial infection; Resistance; Resistência
- Language: Português
- Abstract: Candida albicans e Staphylococcus aureus são responsáveis por elevado número de infecções, e a coexistência é frequentemente relatada. As infecções polimicrobianas têm implicações na seleção da terapia especialmente quando estão associadas a formação de biofilmes. Dessa forma, o objetivo principal deste trabalho é avaliar o efeito da caspofungina sobre biofilmes polimicrobianos de C. albicans e S. aureus e na infecção mista no modelo larvário de Galleria mellonella. Para isso, foi estabelecido o perfil de suscetibilidade antimicrobiana sobre forma planctônica de Candida spp. (n=3) e Staphylococcus aureus (n=5). Candida albicans (SC 5314 e IAL-40) e Candida glabrata foram sensíveis à anfotericina B (AMB), voriconazol (VRC) e às equinocandinas testadas (caspofungina CAS e micafungina MFG); entretanto, C. albicans IAL- 40 foi considerada resistente ao fluconazol (FLC). Todas as cepas de S. aureus foram suscetíveis à vancomicina (VCM), 3 foram considerados multirresistentes aos antibacterianos, e outros 2 suscetíveis. A CAS apresentou atividade inibitória sobre S. aureus em concentrações a partir de 8 μg/mL, e apresentou atividade bactericida, enquanto a MFG não inibiu o crescimento bacteriano. Em modelo de Galleria mellonella, a virulência de Candida spp. e S. aureus foi avaliada. S. aureus ATCC 29213 foi a mais virulenta, seguida por ATCC 33591, ATCC 43300, ST 5 e ATCC 6538; e para os fungos, C. albicans SC5314 e IAL-40 exibiram maior virulência enquanto C. glabrata foi pouco virulenta. Todas as cepas de bactérias e fungos conseguiram formar biofilmes em meio RPMI; e a interação de Candida spp. e S. aureus também levou a formacão de um robusto biofilme.Assim, os biofilmes mono- e polimicrobianos de S. aureus e C. albicans, em formação (após 1,5h de aderência) e pré-formado (após 24 h de formação), foram tratados com os antimicrobianos CAS, MFG, AMB e VCM. Os biofilmes pré-formados foram mais tolerantes aos antimicrobianos quando comparados com os biofilmes em formação. Para os biofilmes monomicrobianos de S. aureus a inibição ocorreu a partir de 0,125 até 32 μg/mL, e para C. albicans a inibição ocorreu a partir de 0,125 até 4 μg/mL, quando tratados com CAS e AMB, ambos no período de 1,5h e 24h. Dentre os antimicrobianos, CAS e MFG foram eficazes para tratamento dos biofilmes polimicrobianos em formação e pré-formados a partir de 16 32 μg/mL, enquanto AMB inibiu a partir de 32 μg/mL. Embora CAS tenha reduzido drasticamente a biomassa total dos biofilmes mono- e polimicrobianos, a viabilidade celular foi reduzida significativamente a partir de 32 μg/mL e 128 μg/mL, respectivamente. Em modelo de infecção em G. mellonella, doses acima de 10 mg/kg de MFG ou de CAS protegeram mais de 80% das larvas infectadas com C. albicans, confirmando a eficácia antifúngica das equinocandinas. Contudo, 50 mg/kg de CAS não foi capaz de controlar a infecção monomicrobaiana de S. aureus. Tratamento de infecções polimicrobianas de C. albicans com S. aureus com doses de 20 e 50mg/kg de CAS resultaram no aumento significativo da taxa de sobrevivência de larvas coinfectadas com C. albicans e ATCC 6538 ou ATCC 33591, além de reduzir significativamente a carga bacteriana e fúngica nos tecidos larvários na dose de 50mg/kg. Adicionalmente, o tratamento com CAS aumentou a formação de granulomas microbianos e reduziu a disseminação da infecção. Nossos resultados indicam que a CAS possa ser uma alternativa no tratamento das infecções mistas de C. albicans e S. aureus relacionada com biofilmes
- Imprenta:
- Data da defesa: 04.11.2020
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
SCHEUNEMANN, Gaby Soares. Caspofungina no tratamento de infecção mista por Candida albicans e Staphylococcus aureus. 2020. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42132/tde-13012022-173246/. Acesso em: 01 abr. 2026. -
APA
Scheunemann, G. S. (2020). Caspofungina no tratamento de infecção mista por Candida albicans e Staphylococcus aureus (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42132/tde-13012022-173246/ -
NLM
Scheunemann GS. Caspofungina no tratamento de infecção mista por Candida albicans e Staphylococcus aureus [Internet]. 2020 ;[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42132/tde-13012022-173246/ -
Vancouver
Scheunemann GS. Caspofungina no tratamento de infecção mista por Candida albicans e Staphylococcus aureus [Internet]. 2020 ;[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42132/tde-13012022-173246/
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