Variação Latitudinal da Concentração de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em Aves Marinhas de Ilhas Oceânicas no Atlântico Equatorial, Sul e Antártica (2020)
- Authors:
- Autor USP: OLIVEIRA, LUCAS CRUZ - IO
- Unidade: IO
- Sigla do Departamento: IOF
- DOI: 10.11606/D.21.2020.tde-20092022-152527
- Subjects: POLUIÇÃO DO MAR; AVES AQUÁTICAS; ILHA MARÍTIMA; ANTÁRTICA
- Language: Português
- Abstract: Ambientes distantes de grandes centros contaminantes, tais como ilhas oceânicas e a Antártica, têm sentido alguns efeitos negativos da crescente atividade humana, devido à introdução de contaminantes. Destacam-se os poluentes orgânicos persistentes (POPs), que foram amplamente utilizados na indústria, agricultura e saúde pública, e tendem a bioacumular em organismos, sendo nocivos à biota, principalmente para predadores de topo, como algumas aves marinhas. A ocorrência e distribuição de POPs foram avaliadas em 31 ovos gorados de 7 espécies de aves marinhas que nidificam em ilhas oceânicas: Sula leucogaster (n=2) no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Onychoprion fuscatus (n=2) e Pterodroma arminjoniana (n=2) no Arquipélago de Trindade e Martin Vaz, Pygoscelis papua (n=14), Pygoscelis antarcticus (n=6), Larus dominicanus (n=3), Catharacta sp (n=2) na Ilha Rei George Antártida. Os POPs foram identificados e quantificados por cromatografia a gás com espectrometria de massas, triplo quadrupolo (GC/MS/MS). Os principais POPs foram os PCBs (1,6 a 1228) e DDTs (0,2 a 173) em ng g-1 peso úmido. Os congêneres de PCBs predominantes foram os hexaclorados para espécies que nidificam em ilhas oceânicas brasileiras, enquanto para antárticas, penta e hexaclorados predominaram para Pygoscelis e L. dominicanus, e heptaclorados para Catharacta sp. Entre os DDTs, o congênere predominante foi o p,p-DDE.. No geral, aves que nidificam em ambiente antártico apresentaram concentrações de poluentes em até três ordens de grandeza acima das que nidificam em ilhas tropicais, sendo o transporte atmosférico possivelmente o principal mecanismo de entradas de contaminantes, fatores ecológicos, como dieta e migração, representaram forte influência na concentração de poluentes orgânicos persistentes.
- Imprenta:
- Data da defesa: 11.12.2020
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
OLIVEIRA, Lucas Cruz e MONTONE, Rosalinda Carmela e CIPRO, Caio Vinícius Zecchin. Variação Latitudinal da Concentração de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em Aves Marinhas de Ilhas Oceânicas no Atlântico Equatorial, Sul e Antártica. 2020. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.11606/D.21.2020.tde-20092022-152527. Acesso em: 12 fev. 2026. -
APA
Oliveira, L. C., Montone, R. C., & Cipro, C. V. Z. (2020). Variação Latitudinal da Concentração de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em Aves Marinhas de Ilhas Oceânicas no Atlântico Equatorial, Sul e Antártica (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/D.21.2020.tde-20092022-152527 -
NLM
Oliveira LC, Montone RC, Cipro CVZ. Variação Latitudinal da Concentração de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em Aves Marinhas de Ilhas Oceânicas no Atlântico Equatorial, Sul e Antártica [Internet]. 2020 ;[citado 2026 fev. 12 ] Available from: https://doi.org/10.11606/D.21.2020.tde-20092022-152527 -
Vancouver
Oliveira LC, Montone RC, Cipro CVZ. Variação Latitudinal da Concentração de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em Aves Marinhas de Ilhas Oceânicas no Atlântico Equatorial, Sul e Antártica [Internet]. 2020 ;[citado 2026 fev. 12 ] Available from: https://doi.org/10.11606/D.21.2020.tde-20092022-152527
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.21.2020.tde-20092022-152527 (Fonte: oaDOI API)
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