A secção cirúrgica do retalho faríngeo pode comprometer a ressonância de fala de indivíduos com fissura labiopalatina? (2019)
- Authors:
- USP affiliated authors: FUKUSHIRO, ANA PAULA - HRAC ; FUKUSHIRO, ANA PAULA - FOB ; YAMASHITA, RENATA PACIELLO - HRAC ; SANTANA, MARIA NATÁLIA LEITE DE MEDEIROS - HRAC ; PREARO, GABRIELA APARECIDA - FOB
- Unidades: HRAC; FOB
- DOI: 10.1590/2317-6431-2018-1984
- Subjects: FISSURA LÁBIOPALATINA; DISTÚRBIOS DA FALA; RETALHOS CIRÚRGICOS; INSUFICIÊNCIA VELOFARÍNGEA
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Objetivo Investigar o efeito da cirurgia para secção completa do retalho faríngeo sobre a hipernasalidade de fala. Métodos Foram avaliados 26 indivíduos com fissura de palato±lábio reparada, submetidos à cirurgia de retalho faríngeo para tratamento da insuficiência velofaríngea e que, em função do aparecimento de queixas respiratórias, necessitaram nova cirurgia para secção do retalho. A hipernasalidade foi determinada por meio das avaliações perceptiva e nasométrica da fala 18 meses, em média, após a secção do retalho. Na avaliação perceptiva, a hipernasalidade foi classificada como: 1 = ausente ou 2 = presente e, na nasometria, foi determinada por meio da medida da nasalância durante a leitura de sentenças contendo, exclusivamente, sons orais, considerando-se, como limite de normalidade, o escore de 27% (p ≤ 0,05). Resultados A avaliação perceptiva mostrou que, antes da secção do retalho, oito (31%) indivíduos apresentavam ressonância equilibrada e 18 (69%) apresentavam hipernasalidade. Após a cirurgia, um (4%) paciente permaneceu com ressonância equilibrada e 25 (96%) apresentaram hipernasalidade. De acordo com a nasometria, antes da cirurgia, 13 (57%) indivíduos apresentaram valores de nasalância inferiores a 27%, indicando ausência de hipernasalidade (média = 15±8%) e dez (43%) pacientes apresentaram valores indicativos de hipernasalidade (média = 41±7%). Após a cirurgia, quatro (17%) pacientes permaneceram com valores indicativos de ausência de hipernasalidade (média = 19±10%) e 19 (83%) apresentaram valores de nasalância indicativos de hipernasalidade (média = 45±7%). Diferença entre as avaliações perceptiva e nasométrica da fala não foi observada. Conclusão A cirurgia para secção completa do retalho faríngeo causou deterioração da ressonância de fala, levando ao reaparecimento da hipernasalidade, na maioria dos pacientes estudados.
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- Título: Audiology - Communication Research
- ISSN: 2317-6431
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 24, e1984, 2019
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
MEDEIROS-SANTANA, Maria Natália Leite de et al. A secção cirúrgica do retalho faríngeo pode comprometer a ressonância de fala de indivíduos com fissura labiopalatina?. Audiology - Communication Research, v. 24, 2019Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.1590/2317-6431-2018-1984. Acesso em: 09 abr. 2026. -
APA
Medeiros-Santana, M. N. L. de, Prearo, G. A., Fukushiro, A. P., & Yamashita, R. P. (2019). A secção cirúrgica do retalho faríngeo pode comprometer a ressonância de fala de indivíduos com fissura labiopalatina? Audiology - Communication Research, 24. doi:10.1590/2317-6431-2018-1984 -
NLM
Medeiros-Santana MNL de, Prearo GA, Fukushiro AP, Yamashita RP. A secção cirúrgica do retalho faríngeo pode comprometer a ressonância de fala de indivíduos com fissura labiopalatina? [Internet]. Audiology - Communication Research. 2019 ; 24[citado 2026 abr. 09 ] Available from: https://doi.org/10.1590/2317-6431-2018-1984 -
Vancouver
Medeiros-Santana MNL de, Prearo GA, Fukushiro AP, Yamashita RP. A secção cirúrgica do retalho faríngeo pode comprometer a ressonância de fala de indivíduos com fissura labiopalatina? [Internet]. Audiology - Communication Research. 2019 ; 24[citado 2026 abr. 09 ] Available from: https://doi.org/10.1590/2317-6431-2018-1984 - Experiência do ouvinte na análise da inteligibilidade de fala após palatoplastia primária
- Ressonância da fala após tratamento cirúrgico da insuficiência velofaríngea secundária à cirurgia ortognática
- Sintomas de fala passivos e ativos após palatoplastia primária: comparação entre os tipos de fissuras labiopalatinas
- Facial grimacing in subjects with repaired cleft palate
- Efeito da correção cirúrgica da insuficiência velofaríngea sobre a nasalidade da fala e o fechamento velofaríngeo
- Abordagens cirúrgicas utilizando o retalho faríngeo: efeito sobre a respiração e a fala
- Influência do treinamento dos avaliadores no julgamento perceptivo da hipernasalidade
- O uso da classificação global perceptivo-auditiva da competência velofaríngea e a nasalância: correlação com o background linguístico do ouvintes
- Influence of speech sample on perceptual judgement of hypernasality
- Correlação entre dimensões do orifício velofaríngeo, emissão de ar nasal e ronco nasal na fala de indivíduos com fissura de palato reparada
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