A Teoria dos Supercontinentes: discussão e crítica construtiva (2022)
- Autor:
- Autor USP: NEVES, BENJAMIM BLEY DE BRITO - IGC
- Unidade: IGC
- DOI: 10.11606/issn.2316-9095.v22-191048
- Subjects: GONDWANA; PANGÉA
- Language: Português
- Abstract: A Teoria dos Supercontinentes teve como seu instaurador principal Alfred Wegener, nos seus clássicos trabalhos nas primeiras décadas do século XX. Deve ser destacada a frente de contestação que lhe foi imposta de geocientistas dos dois mundos (então, todos “geossinclinalistas”). A retomada (e o crédito) só veio com Harry Hess, em 1962, quando este mostrou que os grandes empecilhos (fatores desconhecidos da deriva continental, não explicados devidamente), inibidores da teoria, passaram a ser cientificamente demonstráveis. Isso com suas pesquisas, com o conceito de convecção mantélica e mais ainda com proveito do ímpeto do surgimento da Tectônica de Placas (e o combate ao fixismo sensu lato). Seguindo Hess, alguns trabalhos foram acrescentados, com novas proposições, adendos, revisões, principalmente entre 1992 e 2005. Desde então, instalou-se fase notável de contribuições, publicações, livros e capítulos, todos com novos dados científicos. Temos que admitir que esse ramo das geociências ainda está em estágio de fluxo. A aplicação desses conceitos e conhecimentos, merecedora de um projeto internacional específico, foi estendida do Arqueano (no caso mais problemático de todos erátemas) até o fim do Mesoproterozoico (e.g. projetos “Gondwana”, “Rodínia” etc.). Concomitantemente a esses trabalhos e dados, já surgiram várias questões pendentes, para todos os casos de supercontinentes. Catalogamos uma série de problemas que queremos expor e as soluções que são demandadas. O conclusivo hoje é que o supercontinente Pangea, pelos seus dados geológicos gerais, geocronológicos e paleomagnéticos, é o único que pode ser colocado no status de fato científico. Todas as demais configurações propostas anteriores à Pangea são boas hipóteses de trabalho, a serem investigadas/exploradas de forma multidisciplinar.
- Imprenta:
- Publisher: Universidade de São Paulo, Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica (AGUIA)
- Date published: 2022
- Source:
- Título: Geologia USP. Série Científica
- ISSN: 2316-9095
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 22, n. 2, p. 109-130, 2022
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
- Acessar versão aberta:
-
ABNT
BRITO NEVES, Benjamim Bley de. A Teoria dos Supercontinentes: discussão e crítica construtiva. Geologia USP. Série Científica, v. 22, n. 2, p. 109-130, 2022Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v22-191048. Acesso em: 07 maio 2026. -
APA
Brito Neves, B. B. de. (2022). A Teoria dos Supercontinentes: discussão e crítica construtiva. Geologia USP. Série Científica, 22( 2), 109-130. doi:10.11606/issn.2316-9095.v22-191048 -
NLM
Brito Neves BB de. A Teoria dos Supercontinentes: discussão e crítica construtiva [Internet]. Geologia USP. Série Científica. 2022 ; 22( 2): 109-130.[citado 2026 maio 07 ] Available from: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v22-191048 -
Vancouver
Brito Neves BB de. A Teoria dos Supercontinentes: discussão e crítica construtiva [Internet]. Geologia USP. Série Científica. 2022 ; 22( 2): 109-130.[citado 2026 maio 07 ] Available from: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v22-191048 - Geologia das terras que Jesus pisou. [Palestra]
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