Crítica marxista do fascismo: encruzilhadas do capitalismo e do Direito (2022)
- Authors:
- Autor USP: REIMBERG, CAMILA ALVES HESSEL - FD
- Unidade: FD
- Sigla do Departamento: DFD
- DOI: 10.11606/T.2.2022.tde-03102022-100646
- Subjects: FASCISMO; NAZISMO; CAPITALISMO; TOTALITARISMO; MARXISMO; ESCOLA DE FRANKFURT; ECONOMIA; POLÍTICA; PSICANÁLISE; FILOSOFIA DO DIREITO
- Language: Português
- Abstract: Esta tese tem como objeto a crítica marxista do fascismo sob vertentes políticas, econômicas, jurídicas e psicanalíticas. Para tanto, com base na sistematização filosófica de Alysson Mascaro, autores marxistas são categorizados em duas unidades e três períodos. Nesse sentido, a primeira unidade reúne os temas fascismo, economia e política, apresentando análises precursoras, da Escola de Frankfurt e contemporâneas – “o novo marxismo”. A segunda conjuga fascismo e direito a partir da exposição de teorias do jurista russo Evguiéni Pachukanis e de debates atuais alinhados a elas. Então, orientado pela crítica marxista do direito capitaneada por Alysson Mascaro, este estudo compila reflexões do marxismo clássico, do ocidental e do contemporâneo, as quais discutem as categorias fundamentais da forma jurídica e da forma política, o debate da derivação e temas como o imperialismo e a formação social brasileira. De análises atuais à ascensão do nazifascismo e leituras posteriores à Segunda Guerra, diversas tentativas de compreensão do fascismo foram sopesadas. Em relação ao período clássico e contemporâneo aos fatos, consideraram-se discussões acerca da II Internacional e avaliações de Trotsky, Gramsci, Pachukanis, Bloch e Lukács. Do momento subsequente à Segunda Guerra, destacaram-se as reflexões dos frankfurtianos Friedrich Pollock, Theodor Adorno, Max Horkheimer, Eric Fromm, Wilhelm Reich e Herbert Marcuse. Também são abordadas as digressões de Frank Neumann e, próximas a elas, as de Alfred Sohn-Rethel, além de terem sido igualmente contempladas nas pesquisas posteriores à derrocada do nazifascismo as avaliações de Charles Bettelheim e de Nicos Poulantzas. Por fim, a leitura de Pachukanis, a qual apreende o direito como forma social específica do modo de produção capitalista, apresenta-se como pressuposto à constatação de que o direito constitui o fascismo, argumento que Alysson Mascaro, entreoutros autores, tem expandido e aprimorado no Brasil. Assim, além de apresentar um panorama de algumas das principais análises marxistas do fascismo em diferentes períodos, conforme a sistematização mascariana, este estudo intenta demonstrar que o direito – como forma do capital – é inábil para a derrocada do fascismo; está propenso a, em sentido contrário, ampará-lo
- Imprenta:
- Data da defesa: 28.04.2022
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
REIMBERG, Camila Alves Hessel. Crítica marxista do fascismo: encruzilhadas do capitalismo e do Direito. 2022. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.11606/T.2.2022.tde-03102022-100646. Acesso em: 16 abr. 2026. -
APA
Reimberg, C. A. H. (2022). Crítica marxista do fascismo: encruzilhadas do capitalismo e do Direito (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/T.2.2022.tde-03102022-100646 -
NLM
Reimberg CAH. Crítica marxista do fascismo: encruzilhadas do capitalismo e do Direito [Internet]. 2022 ;[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://doi.org/10.11606/T.2.2022.tde-03102022-100646 -
Vancouver
Reimberg CAH. Crítica marxista do fascismo: encruzilhadas do capitalismo e do Direito [Internet]. 2022 ;[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://doi.org/10.11606/T.2.2022.tde-03102022-100646
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