Políticas de saúde e concepções de surdez e de deficiência auditiva no SUS: um monólogo? (2021)
- Authors:
- USP affiliated authors: BOUSQUAT, AYLENE EMILIA MORAES - FSP ; SOLEMAN, CARLA - FSP
- Unidade: FSP
- DOI: 10.1590/0102-311X00206620
- Subjects: PERDA AUDITIVA; SURDEZ; SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE; POLÍTICA DE SAÚDE; LÍNGUA DE SINAIS
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Dos concepciones teóricas son centrales en la dis- cusión sobre deficiencia auditiva y sordera: la or- gánico-biológica y la socio-antropológica. Ambas son fundamentalmente distintas en la definición de una hipotética frontera entre la normalidad y la concepción de los sordos como minoría lingüísti- ca. El objetivo de este trabajo fue identificar como ambas concepciones se expresaron en las políticas de salud, dirigidas a las personas con deficiencia auditiva/sordera, en el Sistema Único de Salud (SUS). Se realizó una investigación documental centrada en las políticas de salud, dirigidas a la deficiencia auditiva/sordera de 1990 a 2019. Los documentos (n = 185) se identificaron a partir de la Biblioteca Virtual en Salud y del Sistema de Legislación de la Salud, de estos fueron seleccio- nados 11, que versaban sobre normativas de im- plementación tecnológica o acción práctica en la asistencia, centrándose en la deficiencia auditiva/ sordera, los demás tenían un carácter fundamen- talmente puntual. Los resultados evidencian que todas las políticas analizadas se pautaban por la concepción orgánico-biológica, puesto que no se identificó ninguna referencia a las particularida- des lingüísticas y culturales del sordo. Esta lógica puede contribuir a dificultar el acceso de esta po- blación al sistema de salud, especialmente al au- mentar la barrera comunicativa. De hecho, para que se cumplan los principios doctrinarios del SUS es central que las políticas de salud incorporen as- pectos socioculturales, reflejando en sus formula- ciones sobre los sordos un tratamiento donde se les considere ciudadanos, que aprehenden el mundo mediante vivencias y experiencias prioritariamen- te visuales, en el que la lengua de signos es un ele- mento centralDuas concepções teóricas são centrais na discussão sobre a deficiência auditiva e a surdez: a orgânico-biológica e a socioantropológica. Elas são fundamen- talmente distintas na definição de uma hipotética fronteira da normalidade e no entendimento dos surdos como uma minoria linguística. O objetivo deste trabalho foi o de identificar como essas concepções se expressaram nas políti- cas de saúde voltadas às pessoas com deficiência auditiva/surdez no Sistema Único de Saúde (SUS). Foi realizada um pesquisa documental com foco nas políticas de saúde voltadas à deficiência auditiva/surdez de 1990 a 2019. Os documentos (n = 185) foram identificados na Biblioteca Virtual em Saúde e no Sistema de Legislação da Saúde. Desses, foram selecionados 11 que versavam sobre normativas de implementação tecnológica ou ação prática na assistência com foco na deficiência auditiva/surdez, os demais tinham caráter fundamen- talmente pontual. Os resultados evidenciam que todas as políticas analisadas foram pautadas na concepção orgânico-biológica, pois nenhuma referência às particularidades linguísticas e culturais do surdo foi identificada. Essa lógica pode contribuir para dificultar o acesso dessa população ao sistema de saúde, especialmente ao aumentar a barreira comunicacional. Para que de fato se cumpram os princípios doutrinários do SUS é central que as políticas de saúde incorporem os aspectos socioculturais, refletindo em suas formulações o surdo como um cidadão que apreende o mundo pelas vivências e experiências priori- tariamente visuais, no qual a língua de sinais é elemento central
- Imprenta:
- Publisher place: Rio de Janeiro
- Date published: 2021
- Source:
- Título: Cadernos de Saude Publica
- ISSN: 0102-311X
- Volume/Número/Paginação/Ano: v.37, n.8, art. e00206620 [14p.], 2021
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
- Acessar versão aberta:
-
ABNT
SOLEMAN, Carla e BOUSQUAT, Aylene Emilia Moraes. Políticas de saúde e concepções de surdez e de deficiência auditiva no SUS: um monólogo?. Cadernos de Saude Publica, v. 37, n. 8, p. art. e00206620 [14], 2021Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311X00206620. Acesso em: 06 maio 2026. -
APA
Soleman, C., & Bousquat, A. E. M. (2021). Políticas de saúde e concepções de surdez e de deficiência auditiva no SUS: um monólogo? Cadernos de Saude Publica, 37( 8), art. e00206620 [14]. doi:10.1590/0102-311X00206620 -
NLM
Soleman C, Bousquat AEM. Políticas de saúde e concepções de surdez e de deficiência auditiva no SUS: um monólogo? [Internet]. Cadernos de Saude Publica. 2021 ;37( 8): art. e00206620 [14].[citado 2026 maio 06 ] Available from: https://doi.org/10.1590/0102-311X00206620 -
Vancouver
Soleman C, Bousquat AEM. Políticas de saúde e concepções de surdez e de deficiência auditiva no SUS: um monólogo? [Internet]. Cadernos de Saude Publica. 2021 ;37( 8): art. e00206620 [14].[citado 2026 maio 06 ] Available from: https://doi.org/10.1590/0102-311X00206620 - O trabalho do fonoaudiólogo no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF): compreendendo a prática a partir da composição dos processos de trabalho
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