Avaliação do pH e do volume gástrico residual após preparo de cólon com manitol: estudo prospectivo randomizado comparando procedimento realizado 3 horas versus 6 horas depois (2020)
- Authors:
- Autor USP: RUIZ, RENZO FEITOSA - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MGT
- DOI: 10.11606/T.5.2020.tde-23062021-090652
- Subjects: COLONOSCOPIA; ESVAZIAMENTO GÁSTRICO; JEJUM
- Keywords: Colonoscopy; Conteúdo gastrointestinal; Fasting; Gastric emptying; Gastrointestinal contents; Manitol; Mannitol
- Language: Português
- Abstract: Introdução: o manitol ainda é utilizado para o preparo intestinal em muitos países, porém pouco se sabe sobre o momento ideal de administração antes do procedimento de colonoscopia. A aspiração pulmonar pode ser uma das complicações, com incidência aproximada de 0,08% a 0,18%. Pelo fato de não haver estudos sobre o tempo de jejum prévio a ser adotado em pacientes que receberão manitol para realizar uma colonoscopia, normalmente os serviços brasileiros seguem protocolos próprios e adotam diversos períodos de jejum. Há alguns serviços que, mesmo para líquidos, ainda se baseiam em tempos de jejum prolongados, como de 8 horas; há outros que adotam o manitol como líquido claro e seguem a recomendação da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA), ou seja, jejum de apenas 2 horas antes do procedimento. Portanto, é fundamental avaliar o tempo de jejum ideal da administração do manitol antes dos procedimentos endoscópicos. Objetivo: comparar o potencial hidrogeniônico (pH) e o volume gástrico residual (VGR) de pacientes submetidos ao preparo de cólon com manitol para exame de colonoscopia realizado após 3 e 6 horas. Métodos: ensaio clínico prospectivo e randomizado (ECPR) com um índice de alocação de 50:50 de dois tempos distintos de realização da colonoscopia após preparo de cólon com manitol a 10% em pacientes encaminhados ao Serviço de Endoscopia Gastrointestinal do Hospital Estadual Sapopemba (HESAP). Foram incluídos pacientes ambulatoriais com solicitação do médico responsável para a realização de endoscopiadigestiva alta e colonoscopia no mesmo dia, com idade superior a 18 anos, sem antecedentes de cirurgias gástricas e com um risco anestésico classificado pela ASA I e II. O preparo de cólon com manitol foi realizado com a ingestão de 1000 mililitros de uma solução de manitol a 10% (500 mililitros de manitol 20% mais 500 mililitros de água filtrada) ofertada na quantidade de 250 ml a cada 15 minutos. Esses pacientes não receberam medicações que aumentassem o esvaziamento gástrico. A colonoscopia foi realizada após a endoscopia digestiva alta, em dois tempos distintos: 3 versus 6 horas após a finalização do preparo. Durante a endoscopia digestiva alta, foi medido o volume gástrico residual e avaliado o pH com um phmetro digital portátil. Resultados: o estudo foi realizado em 100 participantes randomizados em dois grupos, sendo um grupo composto de pacientes que realizaram os exames com 3 horas (grupo I) após a ingestão de manitol e o outro após 6 horas (grupo II), sendo os pacientes no grupo II mais jovens [51,71 (± 20,46) versus 59,73 (± 18,69); p = 0,041] e apresentando maior índice de massa corporal (IMC) [28,55 (± 5,15) versus 26,35 (± 5,78); p = 0,046] do que o grupo I. Os presentes resultados ajustados, considerando diferenças presentes antes da intervenção, não apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos nem para o volume gástrico residual nem para os valores de pH para ambos os braços. Porém o subgrupo de pacientes com diabetes mellitus (DM) mostrou valores maiores de volume gástrico residualno grupo I (127 ml versus 43,4 ml). Conclusão: Os volumes gástricos residuais e os índices de pH não apresentaram diferenças estatisticamente significativas em relação aos dois grupos estudados. Apesar de os volumes gástricos residuais terem sido maiores no grupo I em relação ao II nos subgrupos dos pacientes com diabetes mellitus e hipotireoidismo, houve diferença estatisticamente significativa apenas em relação ao VGR no grupo dos pacientes diabéticos. Como os protocolos de jejum prolongado podem resultar em eventos adversos, como desidratação e desequilíbrio eletrolítico, pode-se afirmar, com base nos presentes achados, que o preparo colônico com manitol em períodos de jejum mais curtos, como 3 horas, pode ser adotado de maneira segura e rotineira
- Imprenta:
- Data da defesa: 09.11.2020
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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ABNT
RUIZ, Renzo Feitosa. Avaliação do pH e do volume gástrico residual após preparo de cólon com manitol: estudo prospectivo randomizado comparando procedimento realizado 3 horas versus 6 horas depois. 2020. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-23062021-090652/. Acesso em: 09 abr. 2026. -
APA
Ruiz, R. F. (2020). Avaliação do pH e do volume gástrico residual após preparo de cólon com manitol: estudo prospectivo randomizado comparando procedimento realizado 3 horas versus 6 horas depois (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-23062021-090652/ -
NLM
Ruiz RF. Avaliação do pH e do volume gástrico residual após preparo de cólon com manitol: estudo prospectivo randomizado comparando procedimento realizado 3 horas versus 6 horas depois [Internet]. 2020 ;[citado 2026 abr. 09 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-23062021-090652/ -
Vancouver
Ruiz RF. Avaliação do pH e do volume gástrico residual após preparo de cólon com manitol: estudo prospectivo randomizado comparando procedimento realizado 3 horas versus 6 horas depois [Internet]. 2020 ;[citado 2026 abr. 09 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-23062021-090652/
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