É assim, porque é assim que tem que ser: a retórica galante nos motetes de José Maurício, observada no uso da pedagogia dos partimenti, da gramática das schemata e da oratória musical (2020)
- Authors:
- USP affiliated authors: MACHADO NETO, DIOSNIO - EACH ; SILVA, GUSTAVO CAUM E - FFLCH
- Unidades: EACH; FFLCH
- DOI: 10.52930/mt.v5i2.167
- Subjects: MÚSICA COLONIAL; RETÓRICA; ANÁLISE MUSICAL
- Language: Português
- Abstract: A música no universo galante tinha como teleologia objetivar processos sociocomunicativos através da experiência compartilhada de figuras musicais, campos expressivos, esquemas harmônicos (contrapontísticos) e modelos dramáticos transformados em oratória musical (onde a forma se inclui). Estes parâmetros se desdobravam por uma técnica composicional onde cada elemento estava devidamente articulado com uma ideia a se expressar; ou seja, cada elemento tinha uma função e objetivo dentro da estrutura. Assim, frases e cadências, campos expressivos e figuras de retórica, existiam sempre numa relação das partes com o todo. Era o que, na música, se desprendia do esforço de se alinhar a uma ideia hegemônica nos círculos cultos setecentistas: uma lógica de invenção pelo princípio da Ars Combinatória de Leibnitz. O presente texto trata de mostrar, primeiro, como a regência desse processo se dava sob uma mentalidade cognitiva operada pela ideia de Retórica Musical. Segundo, como era assimilada e operacionalizada como pedagogia, processo criativo e expressão ideológica, enquanto discurso musical. Para tanto, usaremos excertos de motetes do compositor carioca José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) para decantar vários elementos expressivos relacionando-os com modelos aprendidos através da pedagogia dos partimenti e, também, dos processos combinatórios dos esquemas retóricos para construção de pictorialismos naturais da escrita motetistica. Neste sentido, o estudo mostra como tonalidades, cadências, harmonia, schemata e métricas estão articuladas como processos oratóriais que interpretamos ser a ideia de redenção. O texto, diga-se, apresenta resultados de uma linha de pesquisa desenvolvida no Laboratório de Musicologia da EACH-USP sobre processos discursivos na música de José Maurício.Segue a tese das representações de valores e crenças que, metaforizados em música, se alinham com estruturas ideológicas de controle no exercício do espetáculo litúrgico nos domínios luso-brasileiros
- Imprenta:
- Source:
- Título: Musica Theorica
- ISSN: 2525-5541
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 5, n. 2, p. 74-141, ago./dez. 2020
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
MACHADO NETO, Diósnio et al. É assim, porque é assim que tem que ser: a retórica galante nos motetes de José Maurício, observada no uso da pedagogia dos partimenti, da gramática das schemata e da oratória musical. Musica Theorica, v. 5, n. 2, p. 74-141, 2020Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.52930/mt.v5i2.167. Acesso em: 16 abr. 2026. -
APA
Machado Neto, D., Tavares, F., Silva, R. L. da, & Silva, G. C. e. (2020). É assim, porque é assim que tem que ser: a retórica galante nos motetes de José Maurício, observada no uso da pedagogia dos partimenti, da gramática das schemata e da oratória musical. Musica Theorica, 5( 2), 74-141. doi:10.52930/mt.v5i2.167 -
NLM
Machado Neto D, Tavares F, Silva RL da, Silva GC e. É assim, porque é assim que tem que ser: a retórica galante nos motetes de José Maurício, observada no uso da pedagogia dos partimenti, da gramática das schemata e da oratória musical [Internet]. Musica Theorica. 2020 ; 5( 2): 74-141.[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://doi.org/10.52930/mt.v5i2.167 -
Vancouver
Machado Neto D, Tavares F, Silva RL da, Silva GC e. É assim, porque é assim que tem que ser: a retórica galante nos motetes de José Maurício, observada no uso da pedagogia dos partimenti, da gramática das schemata e da oratória musical [Internet]. Musica Theorica. 2020 ; 5( 2): 74-141.[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://doi.org/10.52930/mt.v5i2.167 - Métrica, ritmo e hierarquia: uma análise conceitual sobre a ritmopeia
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