Perfil clínico e molecular dos carcinomas de células de Hürthle da tireoide (2019)
- Authors:
- Autor USP: SANTANA, NATHALIE OLIVEIRA DE - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MCM
- DOI: 10.11606/T.5.2020.tde-31012020-105058
- Subjects: NEOPLASIAS DA TIREOIDE; ULTRASSONOGRAFIA; CITOLOGIA; TRANSDUÇÃO DE SINAL CELULAR; SEQUENCIAMENTO GENÉTICO; NUCLEOTÍDEOS
- Keywords: Células oxífilas; Cytology; High-throughput nucleotide sequencing; Nódulo da glândula tireoide; Oxyphil cells; Sequenciamento de nucleotídeos em larga escala; Signal transduction; Thyroid neoplasms; Thyroid nodule; Transdução de sinais; Ultrasonography; Via de sinalização Wnt; Wnt signaling pathway
- Language: Português
- Abstract: INTRODUÇÃO: A caracterização genômica dos carcinomas de células de Hürthle da tireoide (CCHs) está em progressão. Estudos recentes identificam alterações cromossômicas e mutações de DNA mitocondrial, além de distinto padrão de expressão gênica das vias PI3K-AKT-mTOR e Wnt/Beta-catenina, particularmente em CCHs extensamente invasivos. Entretanto, as potenciais mutações condutoras ou as responsáveis pelo fenótipo rico em mitocôndrias não estão completamente definidas. OBJETIVOS: caracterizar clinicamente os pacientes e avaliar o perfil molecular dos CCHs por meio de sequenciamento paralelo em larga escala e correlacioná-lo com as características clínicas, histológicas e desfechos. MÉTODOS: Avaliação retrospectiva de 52 CCHs e 49 adenomas de células de Hürthle (ACHs). Analisaram-se dados clínicos, histológicos, exames de ultrassonografia de tireoide e desfechos. Realizou-se o sequenciamento do DNA extraído de 40 CCHs e 10 ACHs por painel de 97 genes das vias MAPK, PI3K-AKT-mTOR, Wnt/Beta-catenina e Notch e outros, como promotor do TERT e TP53. Os programas Lofreq, Mutect e Lancet identificaram variantes somáticas, e os achados foram revisados no "Integrative Genomics Viewer". As alterações genéticas identificadas foram avaliadas no banco de dados COSMIC70, e potenciais efeitos deletérios por ferramentas de predição "in silico". Os dados clínicos, histológicos e desfechos dos CCHs foram correlacionados com o perfil molecular. RESULTADOS: A idade média dos pacientes com CCHs foi de 57,3 ± 14,5 anos, com predomínio do sexo feminino (82,7%). Os nódulos malignos foram significativamente maiores que osbenignos (47,4 ± 25,7 mm vs. 28,6 ± 19,5 mm, p < 0,001). Achados ultrassonográficos suspeitos foram infrequentes nos CCHs (sólido 54,2%, hipoecoico 37,5%, macrocalcificações 12,5%, microcalcificações 8,3%, contornos irregulares 4,2%, altura > largura 16,7% e vascularização predominante central 52,6%). Os carcinomas eram extensamente invasivos em 61,5%. Metástases linfonodais ocorreram em 9,6% e à distância em 13,5%. Em seguimento médio de 92,7 meses, recorrência e/ou persistência ocorreram em 17,3% e óbito pela doença em 3,8%. Houve variantes somáticas em 47,5% dos CCHs (190 SNPs e 5 inserções/deleções). A via Wnt/Beta-catenina foi a mais frequentemente alterada (30%), seguida das vias MAPK (27,5%) e PI3K-AKT-mTOR (25%). Os genes com maior número de alterações foram FAT1 e APC (12 e 18 mutações, respectivamente) em 17,5% dos casos. Ocorreram mutações de NRAS em 7,5%, HRAS e KRAS em um CCH cada. Não foram identificadas mutações de BRAF e TP53, e as duas mutações do promotor do TERT foram distintas das C228T e C250T. Mutações foram mais numerosas nos carcinomas extensamente invasivos. Não houve associação significativa entre perfil mutacional e dados clínicos e histopatológicos. CONCLUSÃO: O perfil clínico dos pacientes com CCHs demonstrou idade média avançada e predomínio do sexo feminino. Na ultrassonografia, predominaram nódulos sólidos, não-hipoecoicos, sem calcificações, com contornos regulares, halo periférico evascularização predominantemente central. Apesar de a maior parte dos casos ter sido extensamente invasiva, metástases linfonodais e à distância foram infrequentes, assim como recorrência ou persistência de doença. No sequenciamento paralelo em larga escala, observaram-se diversas mutações destacando-se a via Wnt/Beta-catenina e seus genes FAT1 e APC. Não houve associação do perfil mutacional com características clínicas, histológicas e desfechos
- Imprenta:
- Data da defesa: 18.11.2019
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
SANTANA, Nathalie Oliveira de. Perfil clínico e molecular dos carcinomas de células de Hürthle da tireoide. 2019. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-31012020-105058/. Acesso em: 06 maio 2026. -
APA
Santana, N. O. de. (2019). Perfil clínico e molecular dos carcinomas de células de Hürthle da tireoide (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-31012020-105058/ -
NLM
Santana NO de. Perfil clínico e molecular dos carcinomas de células de Hürthle da tireoide [Internet]. 2019 ;[citado 2026 maio 06 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-31012020-105058/ -
Vancouver
Santana NO de. Perfil clínico e molecular dos carcinomas de células de Hürthle da tireoide [Internet]. 2019 ;[citado 2026 maio 06 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-31012020-105058/
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