Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras (2018)
- Authors:
- Autor USP: GONÇALVES, RENATA FERREIRA SENA - EE
- Unidade: EE
- Sigla do Departamento: ENS
- Subjects: SAÚDE REPRODUTIVA; ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA; PLANEJAMENTO FAMILIAR; SAÚDE DA MULHER; ENFERMAGEM
- Keywords: Family planning; Nursing; Postcoital contraception; Sexual and Reproductive Health; Women\'s Health
- Language: Português
- Abstract: Introdução: A anticoncepção de emergência (pílula de levonorgestrel) é a única opção contraceptiva para prevenir a gravidez não desejada após relações sexuais desprotegidas, seja por falha ou não uso de métodos contraceptivos, ou em casos de violência sexual. Por essa razão, o acesso a este método é considerado parte dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e casais. Seu uso é relativamente frequente, principalmente no grupo mais favorecido socialmente. No entanto, pouco se sabe sobre o perfil de uso entre jovens e mulheres adultas, residentes em diferentes regiões do país, o que justifica a condução deste estudo. Objetivo: Analisar o uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de Unidades Básicas de Saúde dos municípios de São Paulo/SP, Aracaju/SE e Cuiabá/MT. Método: Estudo quantitativo, descritivo, do tipo transversal, com amostra probabilística de 2052 mulheres de 18 a 49 anos, usuárias das Unidades Básicas de Saúde de São Paulo/SP, Aracaju/SE e Cuiabá/MT, entrevistadas por meio de um instrumento estruturado com questões sobre características sóciodemográficas, história reprodutiva e uso da anticoncepção de emergência.As análises estatísticas foram realizadas por meio de números absolutos, proporções, teste de diferença entre duas proporções pelo qui-quadrado e regressão logística múltipla. Resultados: Pouco mais da metade das mulheres (56,8%) relatou ter usado anteriormente a anticoncepção de emergência. Os fatores associados ao uso anterior da anticoncepção de emergência foram a idade, entre 25 e 34 anos (OR=0,59; IC95%: 0,44-0,79), maior escolaridade (OR=2,63; IC95%: 1,76-3,94), mulheres que pertenciam ao grupo socioeconômico A e B (OR=1,92; IC95%: 1,27-2,90), que trabalhavam (OR=1,25; IC95%:1,00-1,57), e que tiveram mais parceiros sexuais (OR= 1,95; IC95%: 1,48-2,57). A maioria das mulheres que usava anteriormente pílula oral, injetável e preservativo masculino continuou usando o mesmo método após o uso da anticoncepção de emergência. Conclusão: O uso da anticoncepção de emergência foi frequente, mas não contribuiu para que as mulheres interrompessem ou trocassem o seu método contraceptivo regular.
- Imprenta:
- Data da defesa: 14.12.2018
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ABNT
GONÇALVES, Renata Ferreira Sena. Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras. 2018. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-12122019-170714/. Acesso em: 16 abr. 2026. -
APA
Gonçalves, R. F. S. (2018). Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-12122019-170714/ -
NLM
Gonçalves RFS. Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras [Internet]. 2018 ;[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-12122019-170714/ -
Vancouver
Gonçalves RFS. Uso da anticoncepção de emergência entre mulheres usuárias de unidades básicas de saúde em três capitais brasileiras [Internet]. 2018 ;[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7143/tde-12122019-170714/
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