Brexit caminha, mas a estrada deve ser longa: ainda não se sabe como vai ficar a relação com a União Europeia, avalia professora do Instituto de Relações Internacionais. [Entrevista a Fabio Rubira] (2017)
- Autor:
- Autor USP: LINS, MARIA ANTONIETA DEL TEDESCO - IRI
- Unidade: IRI
- Subjects: PLEBISCITO; UNIÃO EUROPEIA; ACORDOS INTERNACIONAIS; RELAÇÕES INTERNACIONAIS; IMIGRAÇÃO; ESCÓCIA
- Keywords: Independência da Escócia
- Language: Português
- Abstract: A primeira-ministra britânica, Theresa May, dará início ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia na quarta-feira, 29 de março. A saída – definida em plebiscito em junho do ano passado – foi aprovada, no último dia 13, pelo Parlamento britânico. Com isso, o Brexit caminha para sua formalização sob o comando da premiê, que está decidida em seu propósito de acionar o princípio que está no Tratado de Lisboa, um dos mais polêmicos acordos firmados pela União Europeia. O tratado foi concluído em 2007, quando foi assinado pela maioria dos países europeus, e entrou em vigor a partir de 2009. A professora Maria Antonieta Del Tedesco Lins, do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, disse em entrevista à Rádio USP que ainda não se sabe como vai ficar a relação do Reino Unido com a União Europeia. Para o primeiro, continuar a fazer parte do bloco significa ter de permitir o livre fluxo de imigrantes, um ponto bastante polêmico e que levou parte da população britânica a optar pela saída da comunidade europeia. No entanto, até que tudo se resolva, o processo promete ser longo. Depois de acionado o artigo 50 do Tratado de Lisboa, todos os demais 27 países terão de discutir e votar os termos da saída do Reino Unido. Internamente, a decisão de romper com o bloco europeu causou insatisfação na Escócia, que pretende fazer um novo referendo pela sua independência do Reino Unido. “Se a Escócia decidir se separar, será preciso ver os termos que a União Europeia irá propor para sua entrada na comunidade “, disse a professora Maria Antonieta. (Continua)(Continuação) A verdade é que, na prática, ainda não se sabe o que vai acontecer. O fato é que o momento inicial de ruptura demonstrou ser mais tenso do que o atual, como ficou claro, então, com a desvalorização da libra esterlina diante do dólar e do euro. Turbulências econômicas que, ao que tudo indica, ficaram no passado, uma vez que os indicadores são positivos: a economia britânica não entrou em recessão profunda – ao contrário, apresentou crescimento em 2016
- Imprenta:
- Publisher: Rádio USP (93,7 MHz)
- Publisher place: São Paulo
- Date published: 2017
- Source:
- Título: Atualidades
- ISSN: 2525-6009
- Volume/Número/Paginação/Ano: 23 mar. 2017
-
ABNT
LINS, Maria Antonieta Del Tedesco. Brexit caminha, mas a estrada deve ser longa: ainda não se sabe como vai ficar a relação com a União Europeia, avalia professora do Instituto de Relações Internacionais. [Entrevista a Fabio Rubira]. Atualidades. São Paulo: Rádio USP (93,7 MHz). Disponível em: http://jornal.usp.br/wp-content/uploads/BREXIT-CAMINHA.mp3. Acesso em: 02 jan. 2026. , 2017 -
APA
Lins, M. A. D. T. (2017). Brexit caminha, mas a estrada deve ser longa: ainda não se sabe como vai ficar a relação com a União Europeia, avalia professora do Instituto de Relações Internacionais. [Entrevista a Fabio Rubira]. Atualidades. São Paulo: Rádio USP (93,7 MHz). Recuperado de http://jornal.usp.br/wp-content/uploads/BREXIT-CAMINHA.mp3 -
NLM
Lins MADT. Brexit caminha, mas a estrada deve ser longa: ainda não se sabe como vai ficar a relação com a União Europeia, avalia professora do Instituto de Relações Internacionais. [Entrevista a Fabio Rubira] [Internet]. Atualidades. 2017 ;[citado 2026 jan. 02 ] Available from: http://jornal.usp.br/wp-content/uploads/BREXIT-CAMINHA.mp3 -
Vancouver
Lins MADT. Brexit caminha, mas a estrada deve ser longa: ainda não se sabe como vai ficar a relação com a União Europeia, avalia professora do Instituto de Relações Internacionais. [Entrevista a Fabio Rubira] [Internet]. Atualidades. 2017 ;[citado 2026 jan. 02 ] Available from: http://jornal.usp.br/wp-content/uploads/BREXIT-CAMINHA.mp3 - Pandemia aprofunda as desigualdades no sistema internacional: enquanto países ricos adotam políticas de estímulo, maioria enfrenta fuga de capital, desvalorização da moeda e inflação
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