Quedas acidentais e suas recorrências em mulheres de meia-idade: incidência e risco (2019)
- Authors:
- Autor USP: STOLT, LÍGIA RAQUEL ORTIZ GOMES - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MFT
- DOI: 10.11606/T.5.2019.tde-11112019-153158
- Subjects: ACIDENTES POR QUEDAS; RECIDIVA; MULHERES; MEIA-IDADE; FATORES DE RISCO; REGRESSÃO LOGÍSTICA; EPIDEMIOLOGIA; PREVALÊNCIA
- Keywords: Accident Prevention; Accidental falls; Accidents; Adult; Causas Externas; Epidemiology; External Causes; Health of the Elderly; Logistic Models; Middle aged; Modelos Logísticos; Prevalence; Prevenção de Acidentes; Recorrência; Recurrence; Risk Factors; Saúde do Idoso; Women
- Language: Português
- Abstract: INTRODUÇÃO: Esta pesquisa constitui um estudo de prevalência, cujo título não pôde ser adequado para "Quedas acidentais e suas recorrências em mulheres de meia-idade: prevalência e fatores associados" em virtude da Resolução/USP/CoPGR 6018/11. OBJETIVOS: Analisar as prevalências de quedas acidentais e de suas recorrências em mulheres adultas em 2007 e 2014, bem como as associações dos fatores sociodemográficos, clínicos e de hábitos de vida nos dois momentos. MÉTODOS: Foram realizados dois estudos transversais em 2007 e 2014 dentro do Projeto de Saúde de Pindamonhangaba, PROSAPIN, com amostra aleatória estimada final de 875 mulheres em 2007 e de 1.200 em 2014, com idade de 35 a 75 anos. As coletas das variáveis independentes foram realizadas em 3 etapas: 1) Entrevista face-a-face, 2) Exame antropométrico; 3) Exame sanguíneo. As variáveis de desfecho foram investigadas durante a entrevista: "sofreu queda nos últimos 6 meses?" e em caso positivo: "quantas"? Estimou-se as prevalências de quedas acidentais e das recorrentes em 2007 e 2014 por ponto e intervalo de confiança de 95% (IC95%). Foram construídos modelos de regressão múltipla para identificar as associações das variáveis independentes com as quedas acidentais e com as recorrências em 2007 e 2014, a partir da Odds Ratio, OR (IC:95%). Utilizou-se o software Stata 14.0 para os cálculos estatísticos considerando-se significante p < 0,05. RESULTADOS: As prevalências de quedas acidentais/2007 foram semelhantes, com valores de 17,6%(IC95%: 14,9-20,5) e 17,1%(IC95%: 14,8-19,8) em 2014, assim como as das recorrências/2007:5,6%(IC95%: 4,1-7,5) e, 4,7%(IC95%: 3,4-6,3) em 2014. Os modelos de regressão multivariados foram distintos para cada ano, com os seguintes fatores associados às quedas/2007: idade de 50-64 anos, OR 1,81(1,17-2,80), hiperuricemia: OR 3,74(2,17-6,44), depressão: OR 2,07(1,31-3,27), sono ruim: OR 1,78(1,12-2,82), sonolência diurna: OR 1,86(1,16-2,99) e escolaridade: OR 1,76(1,06-2,93). Em 2014, foram mantidas as associações das quedas acidentais com: idade de 50-64 anos, OR 1,64 (1,04-2,58); hiperuricemia, OR 1,91 (1,07-3,43) e depressão, OR 1,56 (1,02- 2,38); acrescidos da síndrome metabólica: OR 1,60(1,03-2,47) e dor musculoesquelética: OR 1,81(1,03-3,18). As quedas recorrentes/2007 foram associadas no modelo de regressão multivariado ao "quase cair": OR 2,49(1,08- 5,76); cor não branca: OR 2,23 (1,07-4,67); depressão: OR 4,51(2,11-9,65); diabetes: OR 2,84(1,25-6,45) e hiperuricemia: OR 3,82(1,74-8,37) e em 2014 mantiveram-se associadas ao "quase cair", OR 17,11(5,15-56,83) além do sono ruim OR 2,47(1,26-4,84); e escolaridade: OR 0,21(0,05-0,92). CONCLUSÕES: As quedas iniciam de maneira significante em mulheres de 50-64 anos, e a hiperuricemia pode ser um novo fator associado às quedas acidentais e recorrentes. As quedas acidentais foram associadas às variáveis clínicas (hiperuricemia, depressão, síndrome metabólica e dor musculoesquelética) sociodemográficas (idade de 50-64 anos e escolaridade) e dos hábitos de vida (sono ruim e sonolênciadiurna). Assim como as quedas recorrentes, associadas principalmente com variáveis clínicas (depressão, diabetes, hiperuricemia e quase cair), seguidos pelas sociodemográficas (cor não branca e escolaridade) e pelo sono ruim, representando os hábitos de vida. Com exceção da cor não branca e da escolaridade, os demais fatores associados às quedas acidentais ou às quedas recorrentes interferem direta ou indiretamente na funcionalidade, prejudicando equilíbrio e marcha, aumentando a predisposição às quedas e suas recorrências
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- Data da defesa: 26.08.2019
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- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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ABNT
STOLT, Ligia Raquel Ortiz Gomes. Quedas acidentais e suas recorrências em mulheres de meia-idade: incidência e risco. 2019. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-11112019-153158/. Acesso em: 08 abr. 2026. -
APA
Stolt, L. R. O. G. (2019). Quedas acidentais e suas recorrências em mulheres de meia-idade: incidência e risco (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-11112019-153158/ -
NLM
Stolt LROG. Quedas acidentais e suas recorrências em mulheres de meia-idade: incidência e risco [Internet]. 2019 ;[citado 2026 abr. 08 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-11112019-153158/ -
Vancouver
Stolt LROG. Quedas acidentais e suas recorrências em mulheres de meia-idade: incidência e risco [Internet]. 2019 ;[citado 2026 abr. 08 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-11112019-153158/
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