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Dinâmica de migração de células mielóides para o fígado durante a infecção por Leishmania infantum (2019)

  • Authors:
  • Autor USP: BARROS, CLEYSON DA CRUZ OLIVEIRA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RBI
  • Subjects: LEISHMANIA INFANTUM; LEISHMANIOSE VISCERAL; FÍGADO; LEUCÓCITOS; NEUTRÓFILOS
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: A leishmaniose visceral é uma doença crônica que pode levar a disseminação de parasitos por todo corpo, tendo como causa os agentes etiológicos, L. donovani e L. infantum. Dentre os principais órgãos infectados está o fígado, responsável por diversas funções metabólicas e imunes, porém a cinética de migração de células mielóides para o ambiente hepático infectado não está claro. O objetivo desse trabalho foi avaliar a dinâmica de migração de células mieloides para o fígado durante a infecção experimental por L. infantum e caracterizar essa população. Para isso, foi realizado a infecção murina intravenosa, para avaliação da carga parasitária, bem como a dinâmica de migração pós-infecção por citometria de fluxo. Os resultados demonstram que na quarta e sexta semana pós infecção, ocorre o pico de carga parasitária no fígado e que leucócitos migram para o ambiente hepático durante todas as semanas pós-infecção. Na caracterização das células presentes nos infiltrados inflamatórios por citometria de fluxo, concluiu-se que os monócitos inflamatórios e macrófagos possuem cinética de migração semelhantes durante o percurso infeccioso, sugerindo que os macrófagos sao derivados dos monócitos inflamatórios. Ainda, observou-se a presença de quimiocinas como CCL2, CCL5 e CCL3 e seus receptores CCR2 e CCR5, indicando a possível migração via tais receptores. Além disso, foi avaliado a migração de neutrófilos, e observou-se que esta população está presente no órgão, aumentando com o passar do tempo pós-infecção. De maneira interessante, foi observado uma população de neutrófilos no ambiente hepático infectado com a expressão de MHC de classe II, e que estes possuem uma maior quantidade de amastigotas em seu interior citoplasmático, diferente da população de neutrófilos que não expressam MHC de classe II em sua superfícieDa mesma forma, foi observado a presença de CXCL1, uma das quimiocinas responsáveis pelo recrutamento de neutrófilos, sugerindo sua participação no recrutamento. E por fim, observa-se a expressão de citocinas inflamatórias como IFN-γ, IL-6, IL-1β e moléculas anti-inflamatórias IL-10, INOS e TGF-β durante o percurso da infecção. Juntos, esses dados sugerem que há migração de monócitos, macrófagos e neutrófilos durante o curso da infecção. Além disso, há migração de neutrófilos MHC de classe II+ e classe II-, porém neutrófilos MHC de classe II+ são mais infectadas pelas formas amastigotas que a população negativa para MHC de classe II, sugerindo que essa célula pode ser mais permissiva a entrada do parasito ou podendo ser responsável pela propagação da infecção
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.04.2019

  • How to cite
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    • ABNT

      BARROS, Cleyson da Cruz Oliveira. Dinâmica de migração de células mielóides para o fígado durante a infecção por Leishmania infantum. 2019. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2019. . Acesso em: 24 jan. 2026.
    • APA

      Barros, C. da C. O. (2019). Dinâmica de migração de células mielóides para o fígado durante a infecção por Leishmania infantum (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Barros C da CO. Dinâmica de migração de células mielóides para o fígado durante a infecção por Leishmania infantum. 2019 ;[citado 2026 jan. 24 ]
    • Vancouver

      Barros C da CO. Dinâmica de migração de células mielóides para o fígado durante a infecção por Leishmania infantum. 2019 ;[citado 2026 jan. 24 ]

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