Uso terapêutico de ultrassom e microbolhas na recanalização de infarto agudo do miocárdio (2019)
- Authors:
- Autor USP: TAVARES, BRUNO GARCIA - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MCP
- Subjects: INFARTO DO MIOCÁRDIO; ULTRASSOM; MICROCIRCULAÇÃO; REPERFUSÃO; CONTRASTE
- Keywords: Coronary recanalization; Índice mecânico; Mechanical index; Microbolhas; Microbubbles; Microcirculation; Myocardial infarction/therapy; Recanalização coronária; Sonothrombolysis; Sonotrombólise; Ultrasound
- Language: Português
- Abstract: Introdução: Estudos pré-clínicos demonstraram que impulsos de alto índice mecânico (IM) de um transdutor de ultrassom diagnóstico durante uma infusão intravenosa de microbolhas (sonotrombólise) podem restaurar o fluxo epicárdico e microvascular no infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST). Objetivo: Testamos a eficácia clínica da sonotrombólise em pacientes com IAMCSST medindo a taxa de recanalização coronariana precoce, tamanho do infarto do miocárdio por ressonância magnética e ecocardiograma e a evolução do defeito de perfusão e função ventricular esquerda à chegada, após a intervenção coronária percutânea (ICP), 72h a 96h e em um e seis meses de acompanhamento. Métodos: Pacientes com seu primeiro IAMCSST foram prospectivamente randomizados para receberem impulsos de alto IM guiados por ultrassom diagnóstico (grupo terapia) durante a infusão intravenosa de um agente de ultrassom antes e após a ICP ou para um grupo controle que recebeu apenas ICP (n = 50 em cada grupo). Um grupo de referência (n = 203) que chegou fora da janela de randomização também foi analisado. Recanalização angiográfica prévia à ICP, tamanho do infarto (TI) por ressonância magnética e alteração no defeito de perfusão e função sistólica pela ecocardiografia à chegada, após-ICP, 72h a 96h, em um e seis meses foram comparados. Resultados: A média de idade dos pacientes randomizados foi de 59 anos e não houve diferença de sexo, presença de diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia entre os grupos estudados. Os tempos porta-balão não foram diferentes entre os grupos analisados (78 ± 32 minutospara o grupo controle versus 77 ± 26 minutos para o grupo terapia, p = 0,42), mas foram mais longos no grupo de referência (96 ± 49 minutos, p < 0,001 comparado aos grupos controle e terapia). A recanalização angiográfica foi de 48% no grupo terapia versus 20% no grupo controle e 21% no grupos de referência (p < 0,001). O TI foi reduzido (29 ± 22 gramas do grupo terapia versus 40 ± 20 gramas do grupo controle, p = 0,026). Da mesma forma, as taxas de fluxo TIMI 3 pré-ICP foram maiores no grupo terapia (32% versus 14% no grupo controle e 16% no grupo de referência, p = 0,02). Após a ICP, fluxo TIMI 3 foi observado no vaso culpado em 37/50 (74%) pacientes no grupo terapia e 30/50 (60%) pacientes do grupo controle. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) não foi diferente entre os grupos antes do tratamento (44 ± 11% no grupo terapia versus 43 ± 10% no grupo controle, p = 0,39), mas aumentou imediatamente após a ICP no grupo terapia (p = 0,03) e permaneceu maior aos seis meses (p = 0,015). A correlação entre as medidas do tamanho do infarto (TI) em gramas por ressonância magnética e ecocardiografia com contraste, utilizando o coeficiente de correlação intraclasses foi de 0,672 (p < 0,001). Não houve diferença significativa na % de área acometida pelo infarto pelo ecocardiograma realizado pré-ICP, pós-ICP e durante a internação com 72h a 96h de evolução, mas no seguimento de 1 mês houve consolidação de maior redução da % de área infartada no grupo terapia 20,67 ± 8,99 a11,87 ± 7,49 quando comparado ao grupo controle 19,16 ± 10,08 a 17,02 ± 10,02 (p = 0,016), mostrando uma diferença comportamental durante as avaliações temporais, com uma maior diminuição no tamanho do infarto no grupo terapia (p < 0,001). Ao comparar a porcentagem média de áreas infartadas naqueles pacientes com artérias coronárias obstruídas na primeira angiografia, houve um menor comprometimento microvascular naqueles do grupo terapia 12,99 ± 6,53 versus 18,87 ± 9,93 do grupo controle (p = 0,015 ). Ainda assim, como consequência das melhorias observadas na % do tamanho do infarto, notamos uma melhora progressiva na fração de ejeção nos pacientes do grupo terapia: 44,0% ± 11,0% para 53,0% ± 10% versus 43 % ± 10% para 48,0% ± 11,0% no grupo controles (p = 0,048) da chegada aos 6 meses de acompanhamento. Conclusões: A sonotrombólise adicionada à ICP melhora as taxas de recanalização e reduz o tamanho do infarto, resultando em melhorias sustentadas na perfusão miocárdica e na função sistólica após o IAMCSST
- Imprenta:
- Data da defesa: 22.05.2019
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ABNT
TAVARES, Bruno Garcia. Uso terapêutico de ultrassom e microbolhas na recanalização de infarto agudo do miocárdio. 2019. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-05082019-163717/. Acesso em: 10 jan. 2026. -
APA
Tavares, B. G. (2019). Uso terapêutico de ultrassom e microbolhas na recanalização de infarto agudo do miocárdio (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-05082019-163717/ -
NLM
Tavares BG. Uso terapêutico de ultrassom e microbolhas na recanalização de infarto agudo do miocárdio [Internet]. 2019 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-05082019-163717/ -
Vancouver
Tavares BG. Uso terapêutico de ultrassom e microbolhas na recanalização de infarto agudo do miocárdio [Internet]. 2019 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-05082019-163717/
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