Avaliação do desfecho em longo prazo na cirurgia de epilepsia do lobo temporal (2019)
- Authors:
- Autor USP: DALIO, MARINA TEIXEIRA RAMALHO PEREIRA - FMRP
- Unidade: FMRP
- Sigla do Departamento: RNP
- Subjects: NEUROLOGIA; EPILEPSIA; PROGNÓSTICO; HIPOCAMPO
- Keywords: Cirurgia de epilepsia; Epilepsia do lobo temporal; Epilepsy surgery; Esclerose hipocampal; Hippocampal sclerosis; Prognóstico cirúrgico; Surgical outcome; Temporal lobe epilepsy
- Language: Português
- Abstract: A epilepsia do lobo temporal (ELT), além de ser o tipo de epilepsia focal mais comum, também é a que tem maior refratariedade à farmacoterapia, correspondendo à 30% dos casos. Se não tratada pode levar à piora da qualidade de vida, déficits cognitivos e risco de morte (ENGEL, 1998). O tratamento padrão para ELT farmacorresistente é a remoção cirúrgica das estruturas envolvidas (ENGEL, 1996), com taxas de cura que podem chegar a 80% (ENGEL, 2001a). Os benefícios da cirurgia são: diminuição da frequência e severidade das crises, diminuição da mortalidade, melhores índices de qualidade de vida. Recomenda-se que pacientes com ELT farmacorresistentes sejam referenciados a um centro de cirurgia de epilepsia para avaliar a possibilidade de intervenção cirúrgica (ENGEL et al., 2003). Em nosso estudo, avaliamos 621 pacientes com epilepsia mesial do lobo temporal, com confirmação histopatológica de esclerose hipocampal, que realizaram ressecção do lobo temporal no Centro de Cirurgia de Epilepsia de Ribeirão Preto (CIREP) entre os anos de 1994 até 2011. Avaliamos os principais fatores preditores que influenciam no sucesso cirúrgico relacionados ao controle das crises epilépticas, através de um estudo longitudinal e retrospectivo. Realizamos o acompanhamento clínico desses pacientes por até 23 anos, com média de 11,6 anos (± 5,3) e encontramos que 73,6% dos pacientes ficaram livres de crises com alteração da consciência (Engel I) e 84,7% tiveram um bom prognóstico cirúrgico (Engel I + 11). Esse prognóstico foi relativamente mantido ao longo do tempo em 65 % dos pacientes, após 20 a 23 anos da cirurgia. Encontramos que a história de crise febril foi um fator de bom prognóstico, enquanto que a aura dismnésica e olfatória foram fatores de mau prognóstico. Em relação ao tipo de técnica cirúrgica, a lobectomia temporal anteromesial (com ressecção do polotemporal), obteve significativo melhor prognóstico (78,6% Engel I) em relação à cirurgia que poupa o polo temporal (67,2% Engel I), p=0,002*, sugerindo que as conexões neurais envolvidas na zona epileptogênica podem estar além das estruturas mesiais. Concluímos que a cirurgia para epilepsia é um procedimento seguro, com baixos índices de complicações pós-operatórias e bons resultados em longo prazo
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2019
- Data da defesa: 01.03.2019
-
ABNT
DALIO, Marina Teixeira Ramalho Pereira. Avaliação do desfecho em longo prazo na cirurgia de epilepsia do lobo temporal. 2019. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2019. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-26072019-161221/. Acesso em: 10 mar. 2026. -
APA
Dalio, M. T. R. P. (2019). Avaliação do desfecho em longo prazo na cirurgia de epilepsia do lobo temporal (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-26072019-161221/ -
NLM
Dalio MTRP. Avaliação do desfecho em longo prazo na cirurgia de epilepsia do lobo temporal [Internet]. 2019 ;[citado 2026 mar. 10 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-26072019-161221/ -
Vancouver
Dalio MTRP. Avaliação do desfecho em longo prazo na cirurgia de epilepsia do lobo temporal [Internet]. 2019 ;[citado 2026 mar. 10 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-26072019-161221/
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