Equivalência é tudo igual?: reconsideração da Equivalência de Koller à luz da tradução das cores em Buddenbrooks, de Thomas Mann (2018)
- Authors:
- Autor USP: MINCHIN, CAROLINA RIBEIRO - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- Sigla do Departamento: FLM
- Subjects: LITERATURA ALEMÃ; TRADUÇÃO
- Keywords: Equivalence; Equivalência
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: O tema da presente dissertação é a noção de Equivalência (Äquivalenz) de Werner Koller. Frequentemente atrelado às abordagens linguísticas à tradução, que, na segunda metade do século XX, buscaram conferir à pesquisa em tradução o estatuto de ciência, o conceito de equivalência foi alçado à condição de princípio teórico que garantiria a objetividade exigida das disciplinas que aspirassem à cientificidade. Para isso, porém, adotouse uma concepção abstrata e artificial de equivalência, que relegava o tradutor ao lugar de mero reprodutor de conteúdos pré-fixados pelo autor do original. Com o surgimento de novas vertentes de pesquisa no âmbito dos estudos de tradução, tais pressupostos foram postos em xeque, o que levou ao descarte e à estigmatização dessa noção. Se tomarmos por base a oposição elucidada por Kopetzki (1996), tal virada nos estudos de tradução pode ser interpretada como um movimento de concepções universalistas para concepções relativistas de língua e tradução, que rejeitam a ideia de tradução como transporte de significados imobilizados a priori. Diante disso, o objetivo desta pesquisa é demonstrar que a Equivalência de Koller não está calcada no universalismo que serve de base a outros modelos de equivalência tradutória, e que a noção defendida pelo autor tem validade prática, na medida em que funciona como um conceito operacional para tradutores profissionais e estudiosos da tradução. O presente trabalho se divide em duas grandes partes: a primeira é decaráter teórico e se destina à apresentação e à análise de trechos selecionados da obra de Koller, ainda inédita em português, a fim de evidenciar o caráter antiuniversalista de seus pressupostos; na segunda parte, mais voltada à prática, proponho uma maneira de aplicar seu conceito de Equivalência a um par de textos empíricos. O corpus que serve de base ao exemplo de aplicação é composto das ocorrências de cores presentes no romance Buddenbrooks: Verfall einer Familie (1909), de Thomas Mann, e na sua tradução para o português, de autoria de Herbert Caro e publicada no Brasil sob o título Os Buddenbrook: decadência duma família (1942)
- Imprenta:
- Data da defesa: 24.09.2018
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ABNT
MINCHIN, Carolina Ribeiro. Equivalência é tudo igual?: reconsideração da Equivalência de Koller à luz da tradução das cores em Buddenbrooks, de Thomas Mann. 2018. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8144/tde-21022019-124515/. Acesso em: 01 fev. 2026. -
APA
Minchin, C. R. (2018). Equivalência é tudo igual?: reconsideração da Equivalência de Koller à luz da tradução das cores em Buddenbrooks, de Thomas Mann (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8144/tde-21022019-124515/ -
NLM
Minchin CR. Equivalência é tudo igual?: reconsideração da Equivalência de Koller à luz da tradução das cores em Buddenbrooks, de Thomas Mann [Internet]. 2018 ;[citado 2026 fev. 01 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8144/tde-21022019-124515/ -
Vancouver
Minchin CR. Equivalência é tudo igual?: reconsideração da Equivalência de Koller à luz da tradução das cores em Buddenbrooks, de Thomas Mann [Internet]. 2018 ;[citado 2026 fev. 01 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8144/tde-21022019-124515/
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