Função e força muscular em pacientes brasileiros com calpainopatia (2019)
- Authors:
- Autor USP: MARIM, JéSSICA GOMES - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MFT
- Subjects: DISTROFIA MUSCULAR; FORÇA MUSCULAR; DOENÇAS NEUROMUSCULARES; FADIGA MUSCULAR; PROTEÍNAS MUSCULARES
- Keywords: Calpain; Calpaína; Debilidade muscular; Distrofia muscular do cíngulo dos membros; Limb girdle; Muscle strength; Muscle weakness; Muscular dystrophies; Neuromuscular diseases
- Language: Português
- Abstract: Contextualização - A distrofia muscular de cinturas tipo 2A ou calpainopatia é uma desordem causada pelas mutações no gene CAPN3 (15q15.1) que codifica a calpaína. Entender como ocorre a perda de força muscular, da mobilidade articular e suas relações com a função nestes pacientes pode auxiliar na melhor compreensão da evolução da doença e indicar os biomarcadores pertinentes para o acompanhamento desta doença. Objetivo - Descrever e correlacionar a força muscular, a amplitude de movimentos articulares (ADM) e a função de um grupo de pacientes brasileiros com distrofia muscular de cinturas tipo 2A (calpainopatia). Método - Trata-se de um estudo transversal. A população estudada foi composta por 50 pacientes acompanhados no Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células Tronco (CEGH-CEL) do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Foram coletados os dados de força muscular (Medical Research Council - MRC), amplitude de movimento, escala de Vignos, escala de Medida de Independência Funcional (MIF), teste de caminhada de 10 metros (TC10m) e Escala Egen Klassifikation (EK). Para análise de correlação entre a força muscular e função foram utilizados os testes de correlação de Pearson e de Spearman. Resultados - Houve correlação positiva forte entre o índice de força muscular de cotovelo e o escore da Escala de Medida de independência funcional total (MIFT) (rho=0.70) e correlação negativa forte entre a Escala de Vignos e escore da MIFT (rho=-0.90). No teste de caminhada de 10 metros, a média do tempo utilizado pelosparticipantes foi de 17.82 segundos. Os resultados mostraram correlação negativa moderada entre o escore da escala EK e o índice de força muscular (MRC) dos segmentos corporais do cotovelo (rho= -0.51) e punho (r= -0.40) para o subgrupo cadeirantes. A amplitude de movimento não é um biomarcador pertinente para o acompanhamento da doença, pois não apresentou correlação com as demais variáveis deste estudo. A maioria dos pacientes apresentou limitações articulares na região de joelho e tornozelo, condizentes com outras pesquisas. A comparação da força muscular entre os músculos extensores dos joelhos direito e esquerdo mostrou diferença significativa (p < 0.02). Conclusão - Amostra brasileira apresentou incidência similar com os países do continente europeu (32%). Os escores de força muscular mostraram correlação com a função motora. Nossos achados permitem determinar, com melhor embasamento, os biomarcadores funcionais força muscular e função como os mais indicados na prática clínica e de pesquisa
- Imprenta:
- Data da defesa: 28.01.2019
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ABNT
MARIM, Jéssica Gomes. Função e força muscular em pacientes brasileiros com calpainopatia. 2019. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-16042019-112043/. Acesso em: 20 fev. 2026. -
APA
Marim, J. G. (2019). Função e força muscular em pacientes brasileiros com calpainopatia (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-16042019-112043/ -
NLM
Marim JG. Função e força muscular em pacientes brasileiros com calpainopatia [Internet]. 2019 ;[citado 2026 fev. 20 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-16042019-112043/ -
Vancouver
Marim JG. Função e força muscular em pacientes brasileiros com calpainopatia [Internet]. 2019 ;[citado 2026 fev. 20 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-16042019-112043/
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