O volume retropalatal pode ser considerado um fator de risco para a hipernasalidade após o avanço cirúrgico de maxila? (2018)
- Authors:
- USP affiliated authors: SUEDAM, IVY KIEMLE TRINDADE - FOB ; YAEDÚ, RENATO YASSUTAKA FARIA - FOB ; YAMASHITA, RENATA PACIELLO - HRAC
- Unidades: FOB; HRAC
- Subjects: PALATO; FATORES DE RISCO; CIRURGIA; MAXILA
- Language: Português
- Abstract: Verificar se a variação do volume retropalatal (VRP) pode ser considerada fator de risco para o aparecimento da hipernasalidade em indivíduos com fissura palatina (FP) após o avanço cirúrgico da maxila (AM). Cinquenta e dois indivíduos com FP, discrepância maxilomandibular com padrão oclusal do tipo Classe III de Angle (DMM) e ausência de hipernasalidade de fala (ressonância oronasal equilibrada) foram submetidos ao AM para correção da DMM. A hipernasalidade foi classificada por três fonoaudiólogas em ausente e presente. O VRP (mm³) foi obtido por meio da análise de imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico dos momentos pré e póscirúrgicos utilizando-se o software Dolphin 3D. Os participantes foram divididos em dois grupos após o AM: hipernasalidade ausente (G1) e presente (G2). A confiabilidade das medidas foi obtida pelo coeficiente de correlação intraclasse (CCI), a diferença entre os momentos pré e pós-cirúrgicos para as medidas volumétricas, pelo teste de Wilcoxon e a correlação entre o VRP e a presença ou ausência da hipernasalidade, pela Correlação de Spearman (p≤0,005). As medidas volumétricas pré (CCI=1,00) e pós-cirúrgicas (CCI=0,99) apresentaram excelente confiabilidade. Após o AM, 11 (21%) dos participantes passaram a apresentar hipernasalidade. Diferença entre as medidas pré e pós AM foi detectada (p=0,002). A despeito do AM, 13 participantes do G1 e 4 do G2 apresentaram redução do VRP variando entre 595 e 2816mm³ e 168 e 2497mm³, respectivamente, enquanto que 28 indivíduos do G1 e 7 do G2 apresentaram aumento do VRP, variando entre 53 e 15350mm³ e 16 e 5012mm³, respectivamente. Não houve correlação entre a hipernasalidade e a variação do VRP (r=0,324). As variações no VRP após o AM não representaram fator de risco para o aparecimento da hipernasalidade.Verificou-se, ainda, redução do VRP mesmo após o AM, sugerindo que o VRP pode estar relacionado a outras variáveis não controladas, como o recuo mandibular ou o reposicionamento da maxila.
- Imprenta:
- Publisher: Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo
- Publisher place: Bauru
- Date published: 2018
- Source:
- Conference titles: COB - Congresso Odontológico de Bauru "Prof. Dr. José Mondelli"
-
ABNT
RAMOS-FAVARETTO, F. S. et al. O volume retropalatal pode ser considerado um fator de risco para a hipernasalidade após o avanço cirúrgico de maxila? 2018, Anais.. Bauru: Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, 2018. . Acesso em: 03 jan. 2026. -
APA
Ramos-Favaretto, F. S., Medeiros-Santana, M. N. L., Suedam, I. K. T., Yaedú, R. Y. F., Perry, J. L., & Yamashita, R. P. (2018). O volume retropalatal pode ser considerado um fator de risco para a hipernasalidade após o avanço cirúrgico de maxila? In Anais. Bauru: Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo. -
NLM
Ramos-Favaretto FS, Medeiros-Santana MNL, Suedam IKT, Yaedú RYF, Perry JL, Yamashita RP. O volume retropalatal pode ser considerado um fator de risco para a hipernasalidade após o avanço cirúrgico de maxila? Anais. 2018 ;[citado 2026 jan. 03 ] -
Vancouver
Ramos-Favaretto FS, Medeiros-Santana MNL, Suedam IKT, Yaedú RYF, Perry JL, Yamashita RP. O volume retropalatal pode ser considerado um fator de risco para a hipernasalidade após o avanço cirúrgico de maxila? Anais. 2018 ;[citado 2026 jan. 03 ] - Predictors of velopharyngeal dysfunction in individuals with cleft palate following surgical maxillary advancement: clinical and tomographic assessments
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