Obesidade, saúde metabólica e sua associação com a espessura íntima-média carotídea e calcificação coronariana (2019)
- Authors:
- Autor USP: QUINTINO, CARLA ROMAGNOLLI - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MCM
- DOI: 10.11606/T.5.2019.tde-20032019-153038
- Subjects: OBESIDADE; DOENÇAS METABÓLICAS; ARTERIOSCLEROSE; EPIDEMIOLOGIA; ESTUDOS TRANSVERSAIS; ARTÉRIAS CARÓTIDAS
- Keywords: Atherosclerosis; Carotid intima-media thickness; Cross-sectional studies; Epidemiology; Espessura íntima-média carotídea; Estudos transversais; Metabolic syndrome; Obesity
- Language: Português
- Abstract: Introdução: A obesidade aumenta o risco da presença de alterações metabólicas, o que contribui para um elevado risco cardiovascular. No entanto, o papel independente da obesidade na gênese da aterosclerose e da doença cardiovascular ainda é controverso. Diversos estudos identificaram indivíduos que apresentam um fenótipo de obesidade sem alterações metabólicas, conhecida como \"obesidade metabolicamente saudável\" (ObMS). Como a definição de ObMS é variável, sua prevalência não é bem definida. A espessura íntima-média carotídea (EIMC) e a calcificação arterial coronariana (CAC) são considerados marcadores precoces de aterosclerose subclínica Apesar de estudos prévios terem avaliado a associação entre índice de massa corporal (IMC) e EIMC e entre IMC e CAC, o papel independente da obesidade, particularmente em indivíduos metabolicamente saudáveis não está claro. Objetivos: Avaliar se a obesidade, independentemente dos fatores de risco cardiovascular, está associada à maior EIMC e à maior CAC. Calcular a prevalência de ObMS utilizando uma definição estrita de saúde metabólica. Métodos: Este estudo é uma análise transversal dos dados da linha de base do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). O indivíduo foi classificado como tendo ObMS se tivesse o IMC >=30 kg/m2 e não tivesse nenhum dos componentes da síndrome metabólica, excluindo-se o critério da circunferência abdominal. Resultados: A análise com EIMC incluiu 10.335 participantes e a análise com CAC incluiu 4.320 participantes. A prevalência de obesidade foi de 21,2% (n=2.191) na análise com EIMC e de 24,3% (n=1.050)na análise com CAC. Com uma definição estrita, a prevalência de ObMS foi de 5,6% na análise com EIMC e 5,5% na análise com CAC. A estratificação dos indivíduos de acordo com a saúde metabólica, evidenciou que os indivíduos metabolicamente saudáveis eram mais jovens, predominantemente mulheres e que tinham menor circunferência abdominal. A maioria dos indivíduos com ObMS tinha obesidade grau 1 (84,7% na análise com EIMC e 82,8% na análise com CAC) e raramente tinham obesidade grau 3 (3,2% na análise com EIMC e 5,2% na análise com CAC). A obesidade abdominal foi presente em mais de 99% dos indivíduos obesos. A análise com EIMC evidenciou que a EIMC média da amostra foi de 0,81 mm (±0,20). A EIMC média da subamostra metabolicamente saudável foi de 0,70 (±0,13) mm nos indivíduos não obesos e de 0,76 mm (±0,13) nos obesos (p < 0,001). A EIMC média da subamostra metabolicamente não saudável foi de 0,81 (±0,20) mm nos indivíduos não obesos e de 0,88 mm (±0,20) nos obesos (p < 0,001). Estes achados se mantiveram inalterados mesmo após o ajuste multivariado para possíveis variáveis de confusão. A análise com CAC (CAC=0 versus CAC > 0) não evidenciou diferença significativa de calcificação coronariana nos indivíduos obesos, metabolicamente saudáveis ou não, em relação aos não obesos. Conclusão: Utilizando-se uma definição estrita, a prevalência de ObMS é menor do que 6%. O conceito de obesidade metabolicamente saudável, mesmo utilizando-se umadefinição estrita, parece inadequado, visto que nesta população, a obesidade está associada com valores mais elevados de EIMC. Na análise com CAC não evidenciamos diferença estatisticamente significativa
- Imprenta:
- Data da defesa: 31.01.2019
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
QUINTINO, Carla Romagnolli. Obesidade, saúde metabólica e sua associação com a espessura íntima-média carotídea e calcificação coronariana. 2019. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-20032019-153038/. Acesso em: 02 abr. 2026. -
APA
Quintino, C. R. (2019). Obesidade, saúde metabólica e sua associação com a espessura íntima-média carotídea e calcificação coronariana (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-20032019-153038/ -
NLM
Quintino CR. Obesidade, saúde metabólica e sua associação com a espessura íntima-média carotídea e calcificação coronariana [Internet]. 2019 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-20032019-153038/ -
Vancouver
Quintino CR. Obesidade, saúde metabólica e sua associação com a espessura íntima-média carotídea e calcificação coronariana [Internet]. 2019 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-20032019-153038/ - Estratégias práticas para dar uma notícia ruim
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