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O paradoxo do conhecimento imediato ou o desespero da consciência natural (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: SILVA, PAULO ROBERTO PINHEIRO DA - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLF
  • Subjects: IDEALISMO; FENOMENOLOGIA; FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA; FILOSOFIA MODERNA
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: Poderíamos sintetizar a nossa intenção nesse trabalho como uma tentativa de compreender uma interpretação da questão da realização proposta por Hegel no prefácio à Fenomenologia do espírito de 1807, quando faz referência à uma filosofia que se torna saber, ou seja, de uma filosofia que abandona a partícula "filo". Questão herdada da segunda formulação do Imperativo categórico, ganha uma dimensão que não tinha em Kant. Para Lukacs, essa realização é a Revolução e a efetivação da consciência de si de um para-nós (proletariado). Hyppolite, por outro lado, interpreta essa realização como um fato que caberia tratar em toda sua amplitude de significação, ou seja, de forma que essa efetivação não poderia ser concebida sem uma valoração positiva da singularidade. Esse trabalho procura ressaltar os pontos de contato entre Hegel e Kant, seguindo a leitura de Hyppolite, onde uma consciência natural segue um caminho da desilusão até se tornar consciência de si (filosófica e singular). Essa opção existencial de ler Hegel implica definir alguns significados e termos. O para-nós deve ser entendido como o ponto de vista filosófico do trajeto da consciência natural em direção à consciência-de-si e não o ponto de vista final da história que cabe à dialética, como movimento real, efetivar. Da mesma forma, para Hyppolite, a história universal, na Fenomenologia do espirito, deve ser compreendida como um termo médio da ascensão do espírito e não como movimento necessário da consciência de si doproletariado. A leitura de Hyppolite não é indiferente ao ponto de vista subversivo-revolucionário da Fenomenologia, mas como condição cognitivo-filosófica do surgimento do espírito como efetivação da razão na filosofia e não como referência exclusiva da razão na história. Não se trata de defender a incompatibilidade do materialismo histórico com a Fenomenologia, pois ela não existe, mas apenas de notar que toda a questão da singularidade não precisa ser abandonada como resquício conservador em Hegel
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.06.2017
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      SILVA, Paulo Roberto Pinheiro da; CACCIOLA, Maria Lucia Mello e Oliveira. O paradoxo do conhecimento imediato ou o desespero da consciência natural. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-23012018-162836/ >.
    • APA

      Silva, P. R. P. da, & Cacciola, M. L. M. e O. (2017). O paradoxo do conhecimento imediato ou o desespero da consciência natural. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-23012018-162836/
    • NLM

      Silva PRP da, Cacciola MLM e O. O paradoxo do conhecimento imediato ou o desespero da consciência natural [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-23012018-162836/
    • Vancouver

      Silva PRP da, Cacciola MLM e O. O paradoxo do conhecimento imediato ou o desespero da consciência natural [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-23012018-162836/

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