A litosfera das bacias do Chaco-Paraná e Paraná integrando gravimetria e sondagens magnetotelúricas: novos vínculos à tectônica do Gondwana Sul-Ocidental (2018)
- Authors:
- Autor USP: DRAGONE, GABRIEL NEGRUCCI - IAG
- Unidade: IAG
- Sigla do Departamento: AGG
- Subjects: BACIA DO PARANÁ; GRAVIMETRIA; MAGNETOTELÚRICO
- Language: Português
- Abstract: Nesta tese, dados gravimétricos terrestres e de satélite foram combinados revelando que as bordas oeste e sul da Bacia do Paraná são caracterizadas por um forte gradiente que se estende por 2000 km, desde o cráton Rio Apa até a margem continental Atlântica na latitude do Sinclinal de Torres. Enquanto a Bacia do Paraná é caracterizada por anomalias Bouguer negativas (~-80 mGal), os crátons Rio de la Plata, Rio Tebicuary e Rio Apa e a Bacia do Chaco-Paraná são marcados por anomalias Bouguer positivas (~10 mGal). Dados sismológicos e de compensação isostática permitiram correlacionar a variação regional da amplitude das anomalias Bouguer à espessura crustal, de ~40 km na Bacia do Paraná para 30-35 km nos crátons. Essas observações geofísicas e a ocorrência de granitos cálcio-alcalinos de idade Neoproterozoica-Cambriana ao longo do gradiente gravimétrico indicam um ambiente tectônico de colisão e zona de subducção. A essa descontinuidade de escala litosférica denominamos Zona de Sutura do Oeste do Paraná (WPS – Western Paraná Suture shear/zone). Dois perfis magnetotelúricos (MT) foram coletados para estudar a natureza e a estrutura elétrica da crosta e do manto litosférico através da WPS. O primeiro perfil se estende por 830 km desde o cráton Rio de la Plata, no Uruguai, até a parte sul da Bacia do Paraná. Modelagem inversa 2-D desses dados mostra que o manto superior no cráton Rio de la Plata é bastante resistivo até 250 km de profundidade, enquanto o manto superior na Bacia do Paraná é geralmente mais condutivo e heterogêneo. Com base numa descontinuidade lateral de escala litosférica bem definida no modelo de resistividade, o limite nordeste do cráton Rio de la Plata é redefinido no norte do bloco Valentines. O segundo perfil se estende por 450 km na Argentina, entre o cráton Rio Tebicuary e a Bacia do Paraná. No modelo MT o cráton Rio Tebicuary é caracterizado (Continuação)(Continua) por um manto superior resistivo (~2000 Ωm) até 150 km de profundidade. A litosfera na bacia do Paraná é menos resistiva (~500 Ωm) e provavelmente menos espessa (~80 km). Um perfil MT entre o cráton Rio Apa e a Bacia do Paraná mostra estrutura geoelétrica similar. As estruturas elétricas observadas, juntamente com dados geocronológicos, geoquímicos, sismológicos e densidade, sugerem processos de refertilização na litosfera da Bacia do Paraná. Sucessões de anomalias condutivas em antigas zonas de sutura e resistivas em blocos e terrenos juvenis nos modelos geoelétricos, integradas a dados geológicos, indicam um processo de acresção horizontal e uma progressão de subducções de placas litosféricas oceânicas, sendo a mais jovem sob a litosfera continental da Bacia do Paraná. Os resultados obtidos mostram que a WPS é uma descontinuidade litosférica de primeira ordem que marca o fechamento de um oceano durante os estágios finais da formação do Gondwana Sul-Ocidental no Neoproterozoico-Cambriano.
- Imprenta:
- Data da defesa: 11.07.2018
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ABNT
DRAGONE, Gabriel Negrucci. A litosfera das bacias do Chaco-Paraná e Paraná integrando gravimetria e sondagens magnetotelúricas: novos vínculos à tectônica do Gondwana Sul-Ocidental. 2018. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. . Acesso em: 25 fev. 2026. -
APA
Dragone, G. N. (2018). A litosfera das bacias do Chaco-Paraná e Paraná integrando gravimetria e sondagens magnetotelúricas: novos vínculos à tectônica do Gondwana Sul-Ocidental (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Dragone GN. A litosfera das bacias do Chaco-Paraná e Paraná integrando gravimetria e sondagens magnetotelúricas: novos vínculos à tectônica do Gondwana Sul-Ocidental. 2018 ;[citado 2026 fev. 25 ] -
Vancouver
Dragone GN. A litosfera das bacias do Chaco-Paraná e Paraná integrando gravimetria e sondagens magnetotelúricas: novos vínculos à tectônica do Gondwana Sul-Ocidental. 2018 ;[citado 2026 fev. 25 ] - Estrutura crustal da bacia do Chaco-Paraná a partir de dados gravimétricos
- Electrical structure of the lithosphere from Rio de la Plata Craton to Parana Basin: amalgamation of cratonic and refertilized Lithospheres in SW Gondwanaland
- Preliminary results of the magnetotelluric study between Rio de La Plata craton/Nico-Perez Terrane (Uruguay) and the Parana Basin (Brazil)
- Lithosphere of South American intracratonic basins: electromagnetic and potential field data reveal cratons, terranes, and sutures
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