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Estudo da capacidade vetora de Pintomyia fischeri (Pinto) (Diptera:Psychodidae) para Leishmania (Viannia) braziliensis Vianna (2013)

  • Authors:
  • Autor USP: DINIZ, MORGANA MICHELE CAVALCANTI DE SOUZA LEAL - FSP
  • Unidade: FSP
  • Sigla do Departamento: HEP
  • DOI: 10.11606/D.6.2019.tde-15082014-104825
  • Subjects: LEISHMANIOSE CUTÂNEA; DIPTERA; INSETOS VETORES
  • Keywords: Capacidade Vetorial; Flebotomíneos; Leishmaniose Tegumentar Americana
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: A capacidade vetora obtida com a armadilha de Disney para Ny. intermedia em Iporanga foi de 0,0027 e para Pi. fischeri (0,00089) e no Embu para Pi. fischeri de 0, 0083 e para a armadilha nova, em Iporanga apenas, Ny. intermedia (0,8) e Pi. fischeri (0,0089). Conclusão - A capacidade vetora avaliada pelas armadilhas nova e a de Disney apresentou disparidades. Para Ny. intermedia, em Iporanga o valor da primeira foi 296,3 vezes maior que o da Disney e para Pintomyia fischeri foi 10 vezes maior. Na comparação entre o mesmo tipo de armadilha, em Iporanga para Ny. intermedia o valor da capacidade vetora obtido com a Disney foi 3,03 vezes superior ao de Pi. fischeri e na nova, foi 89,9 vezes. Para Pintomyia fischeri, os valores obtidos para a capacidade vetora considerando a Disney (Embu) foram 9,3 vezes maiores que os de Iporanga. A capacidade vetorial de Pi. fischeri (Embu) foi 3,07 vezes maior do que o de Ny. intermedia (Iporanga). Possivelmente as duas espécies atuem na transmissão da LTA no estado de São Paulo. Em Iporanga Ny. intermedia atua de maneira bem mais incisiva do que a Pi. fischeri. Por outro lado, no Embu, onde Ny. intermedia não tem sido capturada, a população de Pi. fischeri apresentou capacidade vetora superior à de Ny. intermedia (Iporanga), quando avaliadas segundo o mesmo tipo de armadilha para obtenção da densidade vetora.probabilidade diária de sobrevivência dos flebotomíneos, duração do ciclo gonotrófico, período de incubação extrínseca dos parasitas, proporção de flebotomíneos que se alimentam em fonte infectante e que se tornaram infectivos. Com estes dados calculou-se a capacidade vetora (novas infecções que a população vetora levará adiante ao se alimentar em um hospedeiro infectado), pela expressão V = m.a.b.Einf, onde V = capacidade vetora, m = proporção de fêmeas atraídas ao hospedeiro, a = proporção de fêmeas alimentando-se no hospedeiro/duração do ciclo gonotrófico, b = proporção de fêmeas infectadas que desenvolvem a forma infectante e Einf = expectativa de vida infectiva. Resultados Em se tratando do parâmetro observado em campo (m), densidade de flebotomíneos/hamster/dia, na armadilha de Disney em Iporanga esse valor para Ny. intermedia foi de 0,027 e para Pi. fischeri (0,011), em Embu, para Pi. fischeri (0,103) e para nova armadilha, apenas em Iporanga, Ny. intermedia (7,9) e Pi. fischeri (0,11). Nos parâmetros obtidos em laboratório: sobrevida infectiva (Einf): Ny. intermedia (0,84 dias) e Pi. fischeri (0,89 dias); proporção de fêmeas alimentadas em hamster: Ny. intermedia (0,77) e Pi. fischeri (0,67) e mediana do ciclo gonotrófico, para as duas espécies de 5 dias; período de incubação extrínseca para as duas espécies de 5 dias; e proporção de fêmeas infectadas por promastigotas que chegaram à forma infectante (b) para Ny. intermedia (0,90) e Pi. fischeri (0,311).Introdução - A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma antropozoonose com o envolvimento de várias espécies de Leishmania, mamíferos reservatórios e flebotomíneos (vetores). Apresenta ampla distribuição no Brasil, com registro de casos em todas as unidades da Federação. É de interesse em saúde pública devido à gravidade de algumas de suas formas e alta prevalência em algumas regiões. Em áreas de transmissão na Grande São Paulo, têm sido registradas várias espécies de flebotomíneos, merecendo destaque Pintomyia fischeri, por ser altamente antropofílica e apresentar ampla distribuição no estado de São Paulo. Objetivo - Identificar a capacidade vetora dos flebotomíneos Pintomyia fischeri para Leishmania (Viannia) braziliensis, um dos agentes da leishmaniose tegumentar americana (LTA), comparando-a com a de Nyssomyia intermedia, vetor desse parasita na região Sudeste do Brasil. Métodos - Os seguintes parâmetros foram identificados: em campo - densidade das espécies em relação a um hospedeiro (hamster), com a instalação da armadilha de Disney em duas áreas (município do Embu na Grande São Paulo e município de Iporanga, na região do Vale do Ribeira) e teste de uma nova armadilha (apenas em Iporanga); em laboratório, a partir de infecção experimental de flebotomíneos por meio da alimentação em hamsters infectados pelo parasita -
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.04.2013
  • Acesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.6.2019.tde-15082014-104825 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      DINIZ, Morgana Michele Cavalcanti de Souza Leal; GALATI, Eunice Aparecida Bianchi. Estudo da capacidade vetora de Pintomyia fischeri (Pinto) (Diptera:Psychodidae) para Leishmania (Viannia) braziliensis Vianna. 2013.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em: < https://doi.org/10.11606/D.6.2019.tde-15082014-104825 > DOI: 10.11606/D.6.2019.tde-15082014-104825.
    • APA

      Diniz, M. M. C. de S. L., & Galati, E. A. B. (2013). Estudo da capacidade vetora de Pintomyia fischeri (Pinto) (Diptera:Psychodidae) para Leishmania (Viannia) braziliensis Vianna. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/D.6.2019.tde-15082014-104825
    • NLM

      Diniz MMC de SL, Galati EAB. Estudo da capacidade vetora de Pintomyia fischeri (Pinto) (Diptera:Psychodidae) para Leishmania (Viannia) braziliensis Vianna [Internet]. 2013 ;Available from: https://doi.org/10.11606/D.6.2019.tde-15082014-104825
    • Vancouver

      Diniz MMC de SL, Galati EAB. Estudo da capacidade vetora de Pintomyia fischeri (Pinto) (Diptera:Psychodidae) para Leishmania (Viannia) braziliensis Vianna [Internet]. 2013 ;Available from: https://doi.org/10.11606/D.6.2019.tde-15082014-104825


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