Desilusão: impasses clínicos e políticos diante dos dilemas de nosso tempo (2018)
- Authors:
- Autor USP: ROSA, MIRIAM DEBIEUX - IP
- Unidade: IP
- DOI: 10.5020/23590777.rs.v18iEsp.6262
- Subjects: PSICANÁLISE; ILUSÕES (PERCEPÇÃO); POLÍTICA; RESISTÊNCIA; TERRORISMO
- Language: Português
- Abstract: Acontecimentos sociais e políticos, nacionais e internacionais, têm abalado nosso cotidiano. Conquistas que pareciam sedimentadas na direção da democracia e nos temas relativos aos direitos humanos, conquistas sociais e considerações éticas na vida política, têm sido substituídas por chavões e discursos de ódio, racismo e xenofobia sob a lógica da guerra. Desse modo, têm sido enfrentados fluxos massivos de imigrantes, frutos de guerras e violências, atentados terroristas e uma tensão cotidiana em que o debate localiza no outro o perigo: generaliza-se a figura do terrorista. Vamos propor um deslocamento da lógica da guerra a fim de dialogar sobre a queda dos ideais e das ilusões e as dificuldades de traçar direções para o futuro. Vamos apontar o imbricado enlace entre ética do desejo, política e resistência à instrumentação social do gozo. Entendemos que perder um ideal é diferente de perder uma ilusão, crença ou delírio. A descrença, a desilusão, tem seus efeitos – um deles é agarrar-se à fantasia delirante. A idealização é um processo que envolve o engrandecimento e superestimação do objeto, não dizendo respeito ao ideal. A aflição psíquica nomeada “desilusão” estende-se dos ideais culturais (no plano do ideal-do-Eu) às expectativas do Eu (plano do Eu-ideal). Essa questão nos alerta para o encobrimento de outra ilusão, de autoengendramento, de poder superar a dependência simbólica ao Outro. Diferenciar esses termos nos permite apontar o imbricado enlace entre ética do desejo, política e a resistência à instrumentação social do gozo. Quanto à posição da psicanálise, retomaremos a frase de Lacan em Ciência e verdade (1966/1998): “Por nossa posição de sujeito somos sempre responsáveis. Que chamem a isto como quiserem, terrorismo”
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- Título: Revista Subjetividades
- ISSN: 2359-0777
- Volume/Número/Paginação/Ano: ed. esp., p. 81-92, 2018
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
ROSA, Miriam Debieux e FERREIRA, Patrícia do Prado e ALENCAR, Rodrigo. Desilusão: impasses clínicos e políticos diante dos dilemas de nosso tempo. Revista Subjetividades, p. 81-92, 2018Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v18iEsp.6262. Acesso em: 18 fev. 2026. -
APA
Rosa, M. D., Ferreira, P. do P., & Alencar, R. (2018). Desilusão: impasses clínicos e políticos diante dos dilemas de nosso tempo. Revista Subjetividades, 81-92. doi:10.5020/23590777.rs.v18iEsp.6262 -
NLM
Rosa MD, Ferreira P do P, Alencar R. Desilusão: impasses clínicos e políticos diante dos dilemas de nosso tempo [Internet]. Revista Subjetividades. 2018 ; 81-92.[citado 2026 fev. 18 ] Available from: https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v18iEsp.6262 -
Vancouver
Rosa MD, Ferreira P do P, Alencar R. Desilusão: impasses clínicos e políticos diante dos dilemas de nosso tempo [Internet]. Revista Subjetividades. 2018 ; 81-92.[citado 2026 fev. 18 ] Available from: https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v18iEsp.6262 - Os restos da ditadura em tempos de COVID-19
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Informações sobre o DOI: 10.5020/23590777.rs.v18iEsp.6262 (Fonte: oaDOI API)
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